quarta-feira, junho 19, 2019
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17 – Melhorando a pernanda de crawl – Peitistas

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Autor • Alex Pussieldi
Fonte • Best Swimming

MELHORANDO
A PERNADA DE CRAWL PARA NADADORES DE PEITO

Por Coach Jimmy Roberts, Head Coach
do Crawfish Aquatics in Baton Rouge, Lousianna, clube do nadador
brazuca Phillip Cameron Morrison

Quem já não teve aquele nadador "natural"
de peito que possui uma dificuldade muito grande em fazer a pernada
"simples" de crawl? O problema é bastante comum
e existem exercícios educativos que podem vir a melhorar
e até solucionar tal problema.

A ação será no sentido de melhorar a flexibilidade
dos ligamentos e tendões da perna, calcanhar e do pé.

Um exercício que você pode fazer é "apontar
e flexionar", aonde você orienta que seu nadador sente
com as pernas estiradas. Primeiramente apontando os dedos dos pés
para baixo e retornando a flexão em direção
ao seu corpo. Você pode utilizar um companheiro para ajudar
a pressionar os pés para baixo e empurrar os pés para
cima mas de forma bastante suave.

Outro exercício é sentar nos calcanhares. Ajoelhado
no solo, os dedos devem apontar para trás e sentado sobre
os calcanhares. Mantenha os calcanhares juntos e suavemente force
o seu corpo sobre os pés aumentando a pressão na flexão
dos mesmos.

O terceiro exercício é "levantamento dos dedos".
Na posição de pé, levante os calcanhares o
mais alto que você puder somente com a ação
sobre os dedos dos pés.

Dentro d´água você ainda pode fazer séries de
pernada de crawl utilizando pés de pato que também
irão ajudar na flexbilidade dos tendões e ligamentos.
Outro detalhe é que pernada na posição de costas
e lado também são técnicas que ajudam na flexibilidade.

Para saber mais do Coach Jimmy Roberts
e o time do brazuca Phillip Morrison vá até o site:

http://www.crawfishaquatics.com/


16 – Saídas, Viradas e Chegas Agressivas

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Autor • Alex Pussieldi
Fonte • Best Swimming

SAÍDAS
EXPLOSIVAS, VIRADAS AGRESSIVAS, CHEGADAS RÁPIDAS

Dicas do australiano Wayne Goldsmith
em artigo escrito para a revista britânica Swimming.

O ditado diz que a prática
leva a perfeição, entretanto o correto é dizer
que a perfeita prática leva a perfeição. A
diferença entre somente praticar saídas, viradas e
chegadas, em relação a fazê-las com a melhor
perfeição possível poderá determinar
um fator bastante decisivo para definir o resultado de suas provas.
Como regra geral, assim que você desenvolver a técnica
perfeita nestas três atividades (saídas, chegadas,
viradas) você deve começar a praticá-las o mais
próximo da realidade dos movimentos a serem utilizados em
sua prova.

Para ser mais efetivo, estas práticas devem ser levando em
conta o princípio de: saídas explosivas, viradas agressivas
e chegadas rápidas. Maus hábitos são aprendidos
assim como os bons, assim se você durante o treinamento antes
das viradas diminuir sua velocidade, na competição
o seu cérebro irá comandar o mesmo movimento, e assim
por diante para saídas ou chegadas. Você precisa treinar
você para executar os movimentos no mesmo padrão competitivo.

Confira as dicas:

1) Todos os dias, todas as sessões, cada virada, pratique
sempre com agressividade.

2) Quando você tiver cansado é mais um motivo para
concentrar-se nos fatores de saídas explosivas, viradas agressivas
e chegadas rápidas.

3) Pratique estes fatores quando você estiver nadando no aquecimento
ou soltura. Não tem hora melhor para atuar de forma explosiva
quando você estiver descansado.

4) Ser agressivo é uma característica que pode ser
boa ou má. Controlar-se e saber o que fazer durante a prova
é muito importante. A agressividade bem usada poderá
lhe trazer excelentes resultados.

5) Nas chegadas lembre-se de 4 importante pontos: cabeça
voltada para baixo, quadril alto, finalização com
estilo e pernada completa.

6) Viradas rápidas são as viradas curtas e encolhidas.

7) Pense na explosão dos movimentos momentos antes das ações
de virada, chegada ou saída.

8) Pense que as bandeirolas da chegada são como a bandeirada
de largada de uma prova de automobilismo, use esta estratégia
para lhe dar extra energia para os 5 metros finais de prova.

9) Pratique os itens acima e com certeza os resultados virão.


15 – Chegada de Borboleta

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Autor • Alex Pussieldi
Fonte • Best Swimming

CHEGADA
DE BORBOLETA

Por Dan Thompson, publicado no site
da USMS – United States Masters Swimming tradução
e adaptação Alex Pussieldi

Talvez a melhor lição
que se possa ter na história da importância da chegada
do nado borboleta é assistir os metros finais da final olímpica
de 1988 entre Matt Biondi e Anthony Nesty. A prova estava decidida
muitos metros antes da chegada, todos já vibravam com ela
mas no placar o resultado indicou a vitória de Anthony Nesty
53:00 contra 53:01 de Biondi.

O tempo de Nesty lhe deu a vitória e medalha de ouro além
de recorde olímpico e sul-americano, este somente batido
este ano pelo argentino José Meolans. A chegada displicente
de Biondi lhe custou o título olímpico dando a Anthony
Nesty a primeira medalha de ouro para o Suriname que viveu uma noite
de carnaval pela celebração da medalha que inclusive
foi a 1a. da história da natação negra nos
Jogos Olímpicos Modernos.

Matt Biondi aprendeu a lição e nunca mais chegou displicente,
mas ele voltou a ser derrotado pelo mesmo Anthony Nesty 3 anos após
no Mundial da Austrália. Nesty, por sinal, ficou 3 anos invicto
em qualquer prova dos 100 borboleta no mundo.

Uma lição aprendida na marra. Você não
precisa perder a medalha olímpica para saber disso não
é?

Existem três técnicas
de chegada para o nado borboleta e você pode evitar passar
a deslizada "Biondi" no final da sua prova.

1) O método convencional é
a visualização da chegada por cima na última
respiração do estilo. A partir daí, você
determina o seu alvo para as últimas braçadas até
o toque na parede. Para isso, você precisa saber a distância
e desenvolver a sensibilidade de finalizar com braçada longa
ou curta. Se for longa, você deve diminuir a o ritmo de puxada
e ao invés de 2 braçadas fechar com 3. As braçadas
mais curtas são como as executadas na prova dos 200 borboleta,
com menor extensão do cotovelo na abertura da puxada e as
mãos finalizam na altura da cintura ao invés do quadril.

2) O outro método foi utilizado por Matt Biondi mas não
na prova dos 100 borboleta e sim na prova do revezamento 4 x 100
medley. Ele executou 21 braçadas nos últimos 50 metros
mas fechou com a ponta dos dedos. Ele fez o ajuste não na
contagem do número de braçadas (mesma da prova individual)
mas na parte submersa. A parte submersa é a pernada ondulada
na saída das viradas com a posição de braços
extendidos em streamline. O que Biondi fez foi extender a distância
da parte submersa desacelerando o ritmo das suas pernadas submersas.
Assim, o 1o. dos 21 ciclos de nado começou um pouco distante
da prova individual, o que fez o ciclo final de braçadas
encaixar perfeito no final.

3) A terceira técnica talvez seja a mais rápida é
ajustar o número de pernadas submersas. Alguns nadadores
de borboleta usam duas pernadas na saída da virada (Biondi
usou 2), outros usam mais (Misty Hyman já chegou a fazer
9). Estas duas pernadas lhe dão a mesma distância do
que um ciclo completo do estilo. Assim, se o final ficar um pouco
distante apenas acrescente uma outra pernada e faça o ajuste.

O que este artigo prega é
que seja evitada a finalização com meia braçada,
pernada até o final, chegada deslizada e assim por diante.

Outro ponto muito importante que afetou diretamente a chegada de
Matt Biondi na final olímpica de 88 foi o fato de ele ter
levantado a cabeça antes do toque na parede. Isso aumentou
e muito a desaceleração do estilo. Quando a cabeça
sobe, as pernas caem, além do rosto estar em posição
de resistência frontal.

Chegadas requerem específicas e simples técnicas.
E mostra que independente do seu nível, detalhes como esse
podem lhe custar caro. Para Biondi o preço foi alto.

14 – Os pais ajudam ou atrapalham?

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Autor • Alex Pussieldi
Fonte • Best Swimming

PAIS
– AJUDAM OU ATRAPALHAM NA PERFORMANCE???

Dicas publicadas na Revista Swimming
in Australia listando o que os bons pais de nadadores devem fazer
para ajudar seus filhos no esporte e o que eles não devem
fazer. O artigo foi publicado na edição de Dezembro
de 2002 com tradução de Alex Pussieldi e é
de grande utilidade para os pais de "jovens campeões".

O QUE OS BONS PAIS DEVEM FAZER…

· Estar preparado para fazer sacrifícios pessoais
sem qualquer expectativa de retorno afim de dar a seu filho toda
a assistência que o esporte requer.

· Ajustar os horários das refeições
afim de se ajustar as demandas e horários dos treinamentos.

· Congratular seus filhos quando nadam bem e confortá-los
após maus resultados.

· Estar preparado para as possíveis reações
e sentimentos (cansaço, nervosismo, baixa estima) e mostrar
para eles através de suas ações que você
está ciente do estado do seu filho.

· Levá-los para os treinamentos ou providenciar isso
além de todas as despesas necessárias.

· Gastar sem tempo também com o filho que possivelmente
não nada.

· Deixe-os decidir sobre as grandes dúvidas em relação
a natação.

O QUE OS BONS PAIS NÃO DEVEM
FAZER…

· Assistir os treinamentos.

· Incentivar o seu filho para treinar mais duro.

· Ao final do treinamento recolher o material de natação
de seu filho.

· Se envolver em demasia, motivar seu filho para nadar mais
rápido, comparar sua performance com outros ou tentar corrigir
o que o treinador orientou.

· Premiar seu filho pelas suas conquistas e punir nas suas
derrotas.

13 – Virada de Costas

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Autor • Alex Pussieldi
Fonte • Best Swimming

VIRADA
DE COSTAS

Qual o lado do seu giro na sua virada de costas? Você dá
a última braçada com a direita e vira para a direita
ou dá a última braçada com a direita e gira
o corpo para o lado esquerdo? Está confuso? Talvez você
nunca tenha prestado a atenção para isso, mas a dica
de hoje vai levantar um dado bastante importante no quesito virada
de costas.

A mudança da regra da virada de costas no final da década
de 80 contribuiu na quebra dos recordes das provas de 100 e 200
costas. Antes, o nadador de costas tinha de tocar na borda com o
braço ou a cabeça antes de executar o giro da virada.

A virada nova, assemelha-se ao do nado livre, aonde o nadador somente
tem de tocar os pés na parede não mais sendo necessário
o toque da parte mais extrema do corpo (braço ou cabeça).

A virada nova, entretanto, gerou um outro problema, o tal do deslize
do nadador para a parede. A FINA determina que após o giro
o movimento deve ser "contínuo", ou seja, se o
nadador executou o giro para a virada de costas e seu corpo ainda
desliza para tocar na parede o nadador deve ser desclassificado.

Esta desclassificação é bastante relativa devido
ao fato de que o nadador não tira nenhuma vantagem com isso,
pelo contrário ele perde tempo deslizando para a parede.
O objetivo desta regra é de impedir que haja extra braçada
ou pernada após o giro até o toque na parede pelo
nadador.

Nossa dica é a respeito da última braçada a
ser executada no nado de costas antes do giro da virada.

Observando várias competições internacionais
foi observado que a grande maioria dos nadadores de nível
internacional usam o giro cruzado, ou seja, a última braçada
seria com o braço direito mas o corpo giraria para o lado
esquerdo ou vice versa. Fazendo a análise biomecânica
do movimento, observa-se que o movimento cruzado acelera a execução
da virada com base no giro do corpo propriamente dito.

Ainda existem nadadores que executam a última braçada
no mesmo lado que irão executar o giro, o giro normal. Ou
seja, o nadador faz a braçada direita e rola o corpo para
o lado direito. Neste caso, a última braçada será
a braçada que irá dar velocidade no giro do corpo
do nadador.

A diferença é bem clara, no giro cruzado a aceleração
da virada será proveniente do movimento de giro cruzado do
nadador. No giro normal, o nadador usa a última braçada
como o fator de aceleração do giro da virada.

Como citamos acima, o giro cruzado é mais utilizado pelos
nadadores de alto nível entretanto existem nadadores que
preferem o giro normal. Neste artigo, gostaríamos de salientar
que ambos os movimentos são corretos e podem ser utilizados
sem qualquer problema, apenas nossa sugestão é de
que encontrado aquele que melhor se adaptar a seu nadador, executá-lo
em profusão e utilizá-lo somente este movimento selecionado.

A técnica é individual e muitas vezes determinados
movimentos, mesmo que cientificamente comprovados pela eficiência
biomecânica, não se adaptam a determinados nadadores.
Assim, nossa sugestão é:

1) Encontre o movimento que melhor se adapta a seu nadador.

2) Pratique-o em profusão para assimilar a melhor técnica
e fixar o movimento propriamente dito.

3) Não alterne as diferentes técnicas após
determinar o movimento mais adequado para seu nadador.
Ainda vamos sugerir alguns exercícios e atividades específicas
para incrementar o giro da sua virada de costas:

Exercício #1 – Espalhar seus atletas e executar giros no
mesmo lugar ao sinal de um apito. Motivá-los para execução
explosiva do movimento de giro (cambalhota) no mesmo local.

Exerício #2 – Executar o mesmo exercício anterior,
sendo que agora utilizar o giro do braço e não mais
somente a cambalhota. Este incremento do exercício anterior,
é apenas a inclusão do braço afim de acelerar
o giro e que agora passará a ser executado de lado e não
mais pelo eixo do corpo.

Exerício #3 – Executar séries de viradas para tempo
tentando melhorar a velocidade do giro.

Exercício #4 – Executar tiros de 25 metros para tempo encerrando
com uma virada.

Exercício #5 – Executar tiros de 20 metros para tempo encerrando
com um giro na altura da bandeirola. Sem medo da borda o nadador
terá condição de desenvolver grande explosão
no giro do movimento na altura da bandeirola. EXERCÍCIO FAVORITO
BEST SWIMMING!!!

Agora é praticar, boa sorte
e boas viradas…


Por Coach Alex Pussieldi
Head Age Group Coach, Fort Lauderdale Swim Team

12 – Saindo da Crise (Lesão) – Misty Hyman

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Autor • Alex Pussieldi
Fonte • Best Swimming

SAINDO
DA CRISE PARA A RECUPERAÇÃO

Por Misty Hyman, Revista Swimming
World de Abril de 2003

Uma prática lição
de quem já esteve a beira do caos, conseguiu a recuperação
e está de volta ao alto nível de performance.

"Isso talvez já possa
ter acontecido com você. Eu fazia tudo correto e sempre tentava
o meu melhor. Aquecia, alongava, me cuidava, e não acreditava
que isso pudesse ter acontecido comigo, na verdade não aceitava.

Não adianta ficar brabo com você mesmo, isso acontece.
A pior parte na minha lesão de ombro foi admitir que eu a
tinha. Eu ainda tentei treinar por 3 meses, e a dor ficava cada
dia pior, pior e pior. Finalmente eu decidi que era a hora de parar
e tratar. Este foi o primeiro passo na minha recuperação,
aceitar.

Eu estava treinando para o Goodwill Games e estava super excitada
por voltar a Austrália, aonde havia conquistado a medalha
de ouro olímpica no ano anterior. E por conta disso não
aceitava parar de treinar.
Eu ia diariamente para a sala de musculação da Universidade
de Stanford. Fisioterapeutas tentavam, sem sucesso, diversas formas
de me ajudar na recuperação. Fiz várias avaliações
e finalmente todos juntos (terapeutas, treinadores e eu) decidimos
é a hora de fazer a cirurgia de artroscopia.

Fiquei bastante nervosa com a situação de ser submetida
a cirurgia, mas acabou sendo a parte mais fácil de tudo,
difícil mesmo foi a recuperação. A volta foi
uma espécie, e tem sido, de desafios diários.

Ainda bem, hoje sinto que estou recuperada, a pior parte já
passou e estou pronta para treinar afim de pegar minha vaga para
2004. Algumas coisas me fizeram aprender muito neste período
e gostaria de dividir com vocês:

1. Transforme isso tudo em uma força
positiva

Eu primeiramente estava devastada. Nunca eu tirei mais do que 2
semanas de férias em meu programa de treinamento, isto desde
os 6 anos de idade. Natação tem sido grande parte
de minha vida. Aceitar isso foi difícil demais, e levei até
algumas semanas para conseguir dormir direito.

Entretanto, passei a explorar um pouco mais de minha vida pessoal.
Como seu fazia reabilitação 3 vezes por semana e entrava
na água apenas para alguma metragem, me dava tempo para fazer
outras coisas que eu quase nunca fazia. Tive tempo de refletir minha
vida, minha trajetória, meu futuro e objetivos.
Aprendi que ser um campeão não é somente um
vencedor, mas uma pessoa que consegue aprender e vencer nas mais
diferentes circusnstâncias.

2. Atitude é tudo.

Meu maior desafio no processo todo foi manter a atitude e o pensamento
positivo o tempo todo. Quando recomecei a treinar, eu estava envergonhada
e frustrada. Meu ombro não me permitia fazer uma metragem
muito longa e eu estava em péssima condição
física. Quem diria que há um ano e meio atrás
eu era campeã e recordista olímpica.

Passei a correr como louca atrás da recuperação
e me senti uma nadadora recomeçando pois a cada semana eu
melhorava e melhorava nos treinamentos, coisa que normalmente não
acontece quando chegamos num alto nível. Isso me deu forças
para incrementar ainda mais o meu espírito.

3. Paciência.

Paciência é muito importante para quem está
a se recuperar de alguma lesão. Algumas coisas não
estão sob o seu controle. É muito importante você
escutar seus fisioterapeutas, médicos e treinador. Passo
a passo, você chegará lá. Você tem de
trabalhar com seu corpo e não brigar com ele.

4. E se você não puder
nadar nunca mais?

Ah, essa pergunta estava comigo. Desde a época da cirurgia.
Pensei muito a respeito e sabia que isso iria me liquidar. Isso
esteve comigo o tempo todo mas eu venci. Aliás, vencer a
lesão para mim me fez me sentir melhor, mais forte uma pessoa
mais poderosa.


Nota Best Swimming

Misty Hyman retornou em grande estilo ao topo da natação
americana este mês ao subir ao pódium no Senior Nationals
disputado em Indianapolis. Misty ficou em 8o. lugar nos 200 borboleta
(sua principal prova) mas surpreendeu a todos ao vencer a prova
dos 100 borboleta.

Misty agora está a treinar com o treinador que a lançou,
Bob Gillet, no Arizona Fox, equipe que defendeu antes de ingressar
na Universidade de Stanford aonde treinou com Richard Quick.

Caso você queria escrever para Misty Hyman, mande um email
para misty@swiminfo.com.
Misty é formada em letras, com especialização
em espanhol, ou seja, você pode escrever em espanhol que ela
poderá lhe responder sem dificuldades.

UMA HISTÓRIA EM IMAGENS

IMAGEM 1

A australiana Susie O´Neil era recordista
mundial, nadava em casa, e apontada por todos como a grande favorita.
Misty Hyman era a melhor nadadora americana mas conhecida pela sua
grande capacidade de passar forte e "morrer" no final.
Todo mundo conhece a pernada fantástica que Misty Hyman executa
no seu nado submerso, a chamada fishkick aonde a nadadora executa
a golfinhada de lado. Técnica que desenvolveu desde a época
de nadadora das categorias inferiores com seu ex-treinador Bob Gillet.

Mas desta vez foi diferente.

IMAGEM 2

Misty esteve a frente o tempo todo,
e executou uma técnica diferente, 9 pernadas submersas na
saída, 8 na primeira virada, 7 na terceira e 6 na última,
uma inovação que lhe deu gás suficiente para
ganhar a medalha de ouro e quebrar o recorde olímpico da
prova.

IMAGEM 3

A vitória ficou conhecida
como a maior derrota dos australianos na Olimpíada de Sidney,
isto porque Susie O´Neil estava há 6 anos invicta nesta prova
e a própria Petria Thomas, outra australiana, que foi ouro
em 96 Atlanta ficou em 3o. e tinha melhores chances do que a americana.

A vitória foi bastante celebrada na foto com Kaitlin Sandeno,
Misty recebe o primeiro abraço pela sua vitória.

IMAGEM 4

Seu tempo foi uma superação
pessoal muito grande. Misty baixou sua marca das semi-finais em
2 segundos e quebrou o recorde americano de 19 anos. A comemoração
foi uma satisfação pessoal muito grande para quem
havia ficado de fora do time olímpico de 96 por apenas 2
centésimos.

IMAGEM 5

Fazer seu sonho tornar realidade,
não existe nada mais significativo e expressivo do que isso.
Misty Hyman foi a pura demonstração de que tudo é
possível com dedicação e afinco. Na foto, emocionada
com a cabeça voltada para o céu escuta o hino nacional
americano com orgulho.



Mais Misty Hyman:
Bio da nadadora na Universidade de Stanford:
http://gostanford.ocsn.com/sports/w-swim/mtt/hyman_misty00.html

Página da nadadora no site
usaswimmer.com aonde ela é parte do grupo de palestrantes
e dá clínicas por todo país
http://www.usaswimmer.com/misty-hyman.htm

Bio da nadadora no site da FINA
http://www.fina.org/bio_Hyman.html

Bio da nadadora na página
da USA Swimming
http://www.usswim.org/superstars/template.pl?opt=biosearch&name=274

11 – Melhorando a Biomecânica

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Autor • Alex Pussieldi
Fonte • Best Swimming

MELHORANDO
A BIOMECÂNICA NO INÍCIO DE TEMPORADA

Por Pete Morgan, um dos treinadores
de um dos mais vitoriosos clubes da natação americana
da atualidade: Cur Burke Swim Club.

"Eu adoro iniciar a temporada
com grande ênfase na contagem de ciclos de braçada.
Trabalhos com baixa freqüência cardíaca associados
com desenvolvimento aeróbico e um controle da técnica
para mim é a união perfeita.

Quando nossos nadadores são levados a nadar "longos
e fáceis" eles devem limitar o número de braçadas
de crawl em 10 braçadas a cada 25 jardas, ou 12 braçadas
para aqueles nadadores menores. O número baixo de execução
de braçadas ajuda o nadador na sua ênfase no balanço
do corpo e baixa freqüência cardíaca. Assim como
a capacidade aeróbica é melhorada, os nadadores serão
capazes de realizar velocidades mais altas com baixo número
de braçadas, além de baixa freqüência cardíaca.

Nós utilizamos este princípio para todos os estilos
mas principalmente efetivo no início da temporada."

Tradução Alex Pussieldi

10 – Qual é a melhor saída?

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Autor • Alex Pussieldi
Fonte • Best Swimming

QUAL
A MELHOR A SAÍDA? CONVENCIONAL OU ATLETISMO

Por John Walker, Director Assitant do USA National Team Technical
Support, publicado na edição de Janeiro 2003 da Splash
Magazine

Eu gostaria de saber a correta resposta!
Entretanto não há ainda uma definição
concreta entre treinadores, cientistas e mesmo atletas que se dividem
na resposta. As saídas de atletismo (track start) atualmente
já representa a maioria dos atletas de alto nível
mundial, entretanto ainda há varios bons nadadores de nível
internacional usando a saida convencional (grab start).

Alguns estudos apresentam a Track Start como a mais benéfica,
outros discordam e trazem a Grab Start, e ainda temos estudos que
apresentam sem diferencas significativas entre as duas formas de
saida.

Eu posso lhe dar algumas ideias e opinioes que podem ajuda-lo a
escolher a melhor forma de saida. Track Start são mais rapidas
na saída do bloco propriamente dito. Grab Start apresentam
melhor impulsão do bloco. Ambos destes fatores devem ser
levados em conta para a escolha principalmente relacionados com
o tipo de atleta que você vai usar, a prova e as características
individuais.

Entretanto, mais importante do que isso tudo é a entrada
na agua. Você pode escolher a saída que maximize a
velocidade gerada no salto mas devera encontrar a melhor posição
(nem muito funda, nem muito rasa) e com menor resistencia possivel
para entrar na água.

A melhor forma de se achar a "saida ideal" é praticar
atleta e treinador juntos analisando as duas opções,
medindo e avaliando os prós e contras de cada saída.
Avaliar tomadas de tempo de 10 ou 15 metros é o tipo de avaliação
que deve ser considerada e não somente a saída isolada.

Lembre de dar a sua atleta tempo suficiente para a adaptação
e mudança, se este for o caso. Não será automática
a aprendizagem e efetivação do movimento, isso levará
tempo e necessitará prática.

Saídas são importantes e divertidas, entretanto representa
cerca de 10% do tempo da prova dos 50 metros e menos de 1% da prova
dos 1500 metros, assim avalie o tempo que você irá
dispender em tal treinamento afim de melhores resultados.

09 – Por que se deve aquecer e soltar?

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Autor • Alex Pussieldi
Fonte • Best Swimming

POR
QUE VOCÊ DEVE AQUECER E SOLTAR???

Por Edward H. Nessel, NJLMSC Health
& Fitness Chair
Publicado no boletim de Dezembro de 2002 da ASCA – American Swimming
Coaches Association

Aquecimento e soltura são
componentes vitais dos treinamentos vigorosos e competições.
Se você não executa estes rituais, você está
colocando em risco o seu corpo expondo a lesões e doenças,
e você simplesmente não está nadando com o seu
potencial completo. O corpo necessita ser preparado, condicionado
e adaptado para uma alta performance. Da mesma forma como uma segura
volta ao normal também é fundamental.

Um dos fatores mais importantes é dar a musculatura a completa
preparação para os movimentos a serem utilizados nos
diferentes estilos. O alongamento do músculo quando está
frio é como se estivéssemos procurando por problema.
O aquecimento executado com propriedade dá completa mobilidade
para a estrutura muscular, fazendo com que a natação
seja mais rápida e fluente na água, além de
evitar as lesões.

A segunda razão para o aquecimento é também
a mais importante. O sistema cardivascular necessita ser protegido
e utilizado de forma progressiva, levando-o até níveis
que serão utilizados em competições através
de práticas rigorosas. Não existe uma distância
específica para ser percorrida durante um aquecimento. Entretanto,
quanto mais velho vamos ficando e mais músculos são
desenvolvidos maior a necessidade e o tempo de duração
para o aquecimento.

Para um aquecimento visando uma competição, pequenas
séries de nado rápido, tiros, séries progressivas
servem para dar a musculatura nervosa a sensação do
trabalho a ser executado naquele dia. Pelo menos 20 minutos de intervalo
deve ocorrer entre esta série e sua prova a ser nadada para
permitir a remoção dos resíduos da série
executada.

Solturas podem ser passivas, levemente ativas ou regularmente ativas.
A soltura passiva é a menos eficiente e efetiva. Somente
descansar vai trazer "seu ar" de volta, entretanto deixará
o seu corpo sob os efeitos negativos do exercício vigoroso
(elevada pressão sanguínea e lactacidemia nos músculos
e sangue. A atividade moderada pode fornecer uma boa recuperação.
O simples ato de subir e descer na água soltando o ar, tem
efeitos benéficos na recuperação. A respiração
volta ao normal, a pressão baixa, mas não existe qualquer
remoção de lactato do corpo.

A soltura ativa propriamente dita é a mais completa e efetiva
que se conhece. Permite a melhor recuperação para
o atleta a ponto de proporcionar uma nova atividade, ou seja, a
segunda prova do dia por exemplo. Após ter o "seu ar"
de volta, soltando em movimentos para cima e para baixo uma soltura
nadada é a mais perfeita combinação de recuperação.

Lembre-se que isso se aplica ao seu treinamento diário também
e deve fazer parte de sua rotina, é um verdadeiro ritual.
Um detalhe para nadadores masters essa rotina fica ainda mais importante
e fundamental principalmente no que diz respeito a sua saúde.

08 – Virada, Virada, Viradas …

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Autor • Alex Pussieldi
Fonte • Best Swimming

VIRADA,
VIRADA, VIRADAS …

Como melhorar a virada dos seus jovens nadadores

Por Coach Bob Steele, tradução
Alex Pussieldi

Quando você estiver ensinando
viradas de crawl para seus nadadores jovens tente alguns destes
educativos e atividades. Eles foram designados para ajudar a sensibilidade
lateral e os movimentos de giro. Esse é o princípio
do trabalho, mais a frente, trate de ir corrigindo e solicitando
melhor execução na busca da perfeição
do movimento.

Métodos integrais de ensino das viradas
· Mostre videos de viradas ou utilize um nadador experiente
como modelo para exemplificar a seus nadadores mais jovens. Use
uma técnica de fazer seus jovens nadadores após visualizarem
uma série de viradas, peça a eles que fechem os olhos
e visualizem a mesma enquanto ele executa a virada mas apenas visualizando
a ação nas suas mentes.
· Faça-os praticar as viradas. Mesmo atingindo sucesso
execute os educativos para o desenvolvimento de uma melhor sensibilidade
e prática para o movimento.

Métodos parciais de ensino
e prática das viradas

Viradas nas raias
1. Com as duas mãos
Executar a virada saindo da parede sobre as raias, puxando-a com
as duas mãos afim de acelerar o movimento do giro.
2. Com uma mão
Executar a virada saindo da parede sobre as raias, puxando-a com
uma mão afim de acelerar o movimento do giro.

Viradas em linhas
Colocar seu grupo dividido em linhas para executar os educativos
abaixo.
1. Virada com ajuda
O treinador fica na água esperando o atleta executar a virada.
O treinador auxilia o movimento do giro do nadador acelerando o
processo de aprendizagem.
2. Virada com salto
Fazer com que seus atletas venham de fora d´água, correndo
saltam e executam a virada em velocidade.
3. Viradas de perna
Afastar-se até a linha da bandeirola, aproximar-se da borda
apenas executando o trabalho de perna e realizar a virada com apenas
um movimento de braço.
4. Viradas com dois ciclos de nado
Afastar-se até a linha da bandeirola, aproximar-se da borda
apenas executando o trabalho de perna e realizar 2 ciclos completos
de nado para execução do giro de virada. Este educativo
dá confiança e principalmente ensina o "timing"
exato para o atleta realizar o giro.
5. Viradas no meio da piscina
Colocar seus nadadores para nadar uma distância longa e cada
vez que acionar o apito eles devem executar a virada e trocar de
direção.

Nota complementar:
A partir do momento que todos os seus nadadores dominarem o movimento
correto da virada exija a execução em todas as series,
inclusive quando estiverem realizando pernada com prancha. Tal imposição
é fundamental para fazer o movimento automático e
de melhor qualidade.

07 – No pain, no gain!

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Autor • Alex Pussieldi
Fonte • Best Swimming

Interessante trabalho do Coach Nick
Baker, Head Coach do Peak Performance Swim Camp de Orlando, Florida,
e publicado este mês na Swimming World a respeito das dores
que os atletas sentem nos treinamentos.

O QUE SÃO BOAS DORES E O QUE
SÃO MÁS DORES ?

Boas dores são aquelas que
fazem bem sentir durante o treinamento intensivo, veja alguns exemplos:

1. A dor que você sente quando
seus braços estão pesados e você mal consegue
levantar durante uma série de borboleta.
2. A dor que você sente quando seus músculos estão
exaustos e você sequer consegue finalizar seu estilo nadando
crawl.
3. A dor que você sente no pescoço ao tentar manter
a cabeça na posição correta numa longa série
de costas.
4. A dor que você sente no lado de seu corpo num esforço
de alta intensidade.
5. A dor que vem das pernas após uma série de perna
deixando-as pesadas e duras.
6. A dor que você sente no estômago e mal consegue caminhar
ou até rir depois de um dia de intenso programa de abdominais.

Más dores são aquelas
que precisam ser evitadas e quando acontecem o atleta deve comunicar
imediatamente ao treinador, veja alguns exemplos:”

1. A dor que você sente no
joelho em series de perna ou muitas vezes na impulsão da
borda nas viradas.
2. A dor que você sente no pulmão em uma série
de treinamento hipóxico que acaba lhe deixando tonto.
3. A dor que você sente no ombro nas recuperações
de crawl ou borboleta.

BONS ALIVIADORES DE DOR

1. Cante, pense em coisas positivas,
não pense na dor durante o treinamento.
2. Nade forte em treinamento como se fosse uma competição.
Competindo contra os seus companheiros você vai manter sua
mente longe da dor.
3. Seja competitivo com seus companheiros. Se eles podem fazer durante
o treino, você também poderá fazer.
4. Desafie a dor. Passe por cima dela, vença ela.
5. Ao invés de pensar em sua dor, mantenha a sua mente focalizando
a técnica de seu nado, a freqüência e a qualidade
do seu trabalho.
6. Pense a frente, no final da série, como você se
sentirá orgulhoso de ter vencido a dor durante aquele dia.

7. Pense no benefício que suportar a dor irá lhe trazer.
Saiba que quanto mais dor você suportar mais forte você
ficará e melhores serão os resultados.

06 – Seleção Americana

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Autor • Alex Pussieldi
Fonte • Best Swimming

DICAS
TÉCNICAS DA SELEÇÃO AMERICANA

A Revista Splash da USA Swimming em sua última edicao de
2002 está com uma série de dicas técnicas dos
atletas membros da Seleção Nacional Americana de Natação.
A Best Swimming está trazendo isso pra você com exclusividade.
Quer dica melhor do que essa??? Especial Best Swimming de Natal,
porque dica melhor que essa só Papai Noel.

NUTRIÇÃO por
Lenny Krayzelburg, medalha de ouro em Sidney 100-200 costas


Lenny

Boa alimentação quer
dizer mais atenção no que você está a
comer. Atletas precisam comer mais do que 3 vezes ao dia, divida
isso em 5 ou 6 pelo seu dia. É muito importante comer logo
após o seu treino para recuperar sua energia gasta. Eu nunca
prestava a atenção na minha alimentação,
mas desde que modifiquei meu comportamento senti uma melhora muito
grande em meu rendimento. Pequenas coisas fazem grandes diferenças.

ALONGAMENTO por Ed Moses,
medalha de ouro em Sidney nos 4×100 medley e prata nos 100 peito

Alongamento tem a mesma importância de seu treinamento. Eu
alongo por cerca de um quarto do tempo que gasto na água.
Alongamento ajuda na prevenção de lesões, rigidez
muscular e ajuda no aumento da flexibilidade. Gaste pelo menos 15
minutos por dia em alongamentos, e se você tiver tempo faça
isso antes e após o treinamento para incrementar o benefício.

EQUILÍBRIO CORPORAL
por Tom Malchow, medalha de ouro em Sidney nos 200 borboleta.

O equilíbrio do corpo é algo importante para todos
os estilos. Quanto mais alto você for, mais importante será.
Meus membros superiores são bastante altos e minhas pernas
longas. Assim, um de meus problemas é a coordenação
motora dos membros superiores e inferiores. O equilíbrio
corporal é que traz esta coordenação para meu
corpo.Não pense que apenas abdominais irão lhe dar
este equilíbrio. Estou trabalhando com o Disco "Dyna"
disco que me força a manter o equilíbrio em 3 a 4
exercícios executados 3 vezes por semana. A bola suiça
também é outro equipamento que ajuda bastante. Meus
exercícios favoritos são jogar a medicine ball na
parede sobre o disco "Dyna" e flexões de braço
com a Bola Suiça.

Nota Best Swimming – O Disco Dyna
é encontrado em academias de ginástica no Brasil com
facilidade e é um artifício para aumentar a dificuldade
no equilíbrio de atividades físicas.

TRABALHO MENTAL por Megan
Quann, medalha de ouro em Sidney nos 100 peito


Megan Quann

Eu visualizo minhas provas a cada
noite antes de ir para a cama. Isso principalmente próximo
das grandes competições. É como se eu tivesse
jáa competido milhares de vezes antes de realmente ir para
a prova real. Isso tem me ajudado tanto pois vou láa e apenas
repito o que já tenho feito todas as noites.

TRABALHO MENTAL por Randall Ball, campeãao mundial dos
100 costas em 2001

Mark Spitz uma vez disse que natação era 90% mental
e 10% fíisico. Eu concordo inteiramente com esta proporção.
Muitas vezes eu sinto mais dificuldade ao me preparar mentalmente
para os grandes desafios do que nos treinamento. Próximo
a minha prova procuro estar positivo e visualizar ela. Eu penso
especificamente na minha saída, explosão do bloco,
bom parcial e técnica de nado, e como estou nadando forte
e fechando bem.

EQUILÍBRIO por Brendan
Hansen, campeão mundial dos 200 peito em 2001

Equilíbrio é a chave da natação. Isso
por conta das enormes temporadas com grandes intervalos entre as
competições mais importantes. Encontrar o equilíbrio
é sair fora desta rotina é muito importante. Eu amo
ir pescar, caçar e descansar de minha rotina de treinamento.
Ter estas diversões me mantém aceso e disposto escapando
do esgotamento físico e mental.

TREINAMENTO por Michael Phelps,
recordista mundial dos 400 medley e 200 borboleta

Quando eu penso durante os treinamentos eu penso em três dimensoes.
A primeira é um objetivo de longo termo, como um evento em
alguns anos. A segunda é a temporada ou o ano em disputa,
e a terceira mais presente e a série em si a qual eu determino
um objetivo a cumprir naquele dia. Assim com estas três dimensões
eu fico mais forte para as séries diárias interligando
com futuros sonhos pela frente.

05 – James Hickman

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Autor • Alex Pussieldi
Fonte • Best Swimming

DICAS
TÉCNICAS DE JAMES HICKMAN

Ex-recordista mundial dos 200 borboleta

James Hickman

James Hickman já foi recordista
mundial dos 200 borboleta em piscinas de 25 metros além de
ter conquistado nada mais do que 4 títulos mundiais. James
Hickman tem um dos melhores sites de atletas disponíveis
na internet recheados de notícias, dicas e informações
bastante úteis. Vamos conferir as dicas do atleta para o
nado borboleta:

NÃO ESQUEÇA AS REGRAS
DOURADAS DO BORBOLETA:

1o. Boa técnica é sempre importante quando você
nada borboleta.
2o. Somente a técnica perfeita irá fazer o seu nado
melhor.
3o. Faça o que você puder sem quebrar o ritmo de seu
nado.

NERVOSISMO

É bom ficar um pouco nervoso, mas não muito nervoso.
Eu sempre escuto músicas perto de minhas provas, faz com
que eu pare de pensar sobre contra quem irei nadar e a música
certa me faz ficar preparado para a prova.

PREPARAÇÃO PARA A PROVA

Quando eu estou competindo, eu reflito sobre algumas palavras chaves.
Elas não são sempre as mesas, mas fazem eu parar de
pensar em muitas coisas ao mesmo tempo e não faze-las propriamente.

Normalmente eu tenho uma prova para cada 50 metros e que me fará
ter o ritmo adequado. Nos primeiros 50 metros normalmente eu penso
"Quick" que irá me ajudar a nadar fácil
mas rápido. Nos últimos 50 metros eu uso "Push
it" que me dá uma idéia sobre o ritmo do nado
e me mantém rápido até o final da prova. Tente
as suas próprias palavras.

SAÍDAS

Quando estou em competições eu procuro prestar a atenção
no juiz de partida antes de minha prova. Eu realmente trabalho isso
para ajudar na minha velocidade de reação. Na entrada
da água, eu procuro manter a melhor forma de streamlined
possível.

VIRADAS

Outra vez o streamline aqui tem importância fundamental. Ao
tocar a parede, meu joelho é movimentado em direção
ao peito rapidamente e de forma compacta. Neste momento jogo os
meus pés para a parede numa posição de 45 graus
saindo de lado da mesma acionando minha pernada de borboleta ao
começar a perder velocidade.

RITMO

Em natação o ritmo é muito importante, em borboleta
mais ainda. O ritmo do seu estilo é que mantém ele
compacto. Eu imagino minhas mãos como esquis quando eles
entram na água, alinhados e indo para a frente. Eu tento
fazer com que minhas mãos entrem na água junto com
minha primeira pernada.

Um dos meus favoritos educativos para enfatizar isso é fazer
o "borboleta distância por braçada" com apenas
uma pernada por braço e fazer com que as mãos entrem
no mesmo momento da ação da perna. Normalmente eu
faço 2 piscinas educativos 2 piscinas nadando, ou series
de 25 educativo 25 nadando, 35 educativo 15 nadando. Eu gosto de
nadar o nado completo logo após o educativo para realmente
fixar o que acabei de trabalhar.

PERNADA DE BORBOLETA

A pernada submersa de borboleta é mais rápida do que
qualquer estilo em distâncias curtas, portanto, trate de usar
suas pernas. No treinamento, eu uso todo o meu trabalho de pernas
em borboleta e a maior parte deles na posição de costas.
Minha série favorita de perna é submersa. Faço
series de 25 de perna de borboleta o tempo todo por baixo d´água.
Chego a fazer 1200 a 1600 metros para melhorar minha resistência
neste trabalho. Meu melhor tempo de 100 perna de borboleta em piscina
de 50 metros é 1:04:68.

POSIÇÃO DA BRAÇADA

James Hickman

A posição de seus braços
durante o meio da sua braçada é muito importante.
Tenha a certeza de que seus cotovelos estejam altos durante a fase
submersa. Eu nadava com os braços estirados retos na recuperação
até quando fiz a primeira análise do estilo em video.
Desde então, eu recupero meus cotovelos flexionados e altos.
Quando você executa a puxada, você precisa mantê-los
altos para fora e perto do seu corpo. Para eu me sentir bem fazendo
esta modificação em meu estilo demorou cerca de 4
meses e muita técnica. Por isso se você vier a fazer
alguma modificação técnica em seu nado não
espere estar 100% adaptado logo no início isso vai demorar
um pouco.

TRABALHO FORA D´ÁGUA

Eu faço muita preparação física e musculação.
Sempre procuro fazer o meu máximo. Eu faço peso três
vezes por semana, e preparação geral 4 vezes por semana,
mais 10 sessões dentro d´água por semana. Eu comecei
fazer preparação aos 13 anos de idade e musculação
comecei aos 16 anos.

FLEXIBILIDADE

É o tipo do trabalho que sempre faço mujito. Nadadores
tem de ser flexíveis. Especialmente nadadores de borboleta.
Boa flexibilidade ajuda no streamline, técnica e recuperação.
Para borboleta você precisa ter boa flexibilidade geral, além
de ombros e nos pés. Trabalhe todos os dias a flexibilidade
nos seus pés pois isso ajudará e muito na sua parte
submersa do nado.

AQUECIMENTO EM COMPETIÇÃO

Eu sempre faço um bom aquecimento e normalmente fica entre
1600 a 200 metros. Eu sempre procuro fazer algo que eleve o meu
parcial no ritmo. Não faço nada a 100% , apenas me
preparando. Procuro relaxar, faço um pouco de alongamento
e estou pronto!!!

James Hickman é bastante cuidadoso
com seus fãs e sempre responde os emails que lhe enviam.
Caso você queira contactá-lo: dolphinboy@breathemail.net

04 – Tom Jager

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Autor • Alex Pussieldi
Fonte • Best Swimming

DICAS
TÉCNICAS DE TOM JAGER


Tom Jager

Tom Jager foi o primeiro homem do
mundo a nadar abaixo dos 22 segundos nos 50 livre. Sua marca de
21:81 estabelecida em 1990 levou mais de 10 anos para ser superada
pelo atual recordista mundial Alex Popov. Tom Jager disputou 3 Olimpíadas
e conquistou 5 medalhas de ouro.

Um detalhe na sua formação é de que quando
era jovem se dedicava mais as provas longas. Seu primeiro índice
para o Campeonato Nacional Júnior Americano foi nos 1500
livre.

Tom Jager atualmente dá clínicas pelo mundo inteiro
e segundo seu histórico ele já nadou cerca de 24 mil
milhas algo em torno de 39 mil e 600 quilômetros mais do que
uma volta ao mundo, será verdade?

A Best Swimming traz as dicas técnicas de Tom Jager anunciadas
no site www.swimclinics.com:

SAÍDA RÁPIDA
1) Esteja numa posição confortável no bloco
de partida
2) Mantenha os seus pés afastados na altura dos ombros
3) Flexione os seus joelhos levemente
4) Tenha uma saída explosiva do bloco extendendo os seus
pés no vôo
5) Mantenha o streamline em todo o movimento

VIRANDO RÁPIDO
1) Mantenha a sua perna em atividade até a parede
2) Faça o giro da virada bem explosivo
3) Mantenha o streamline na saída

FINALIZANDO FORTE
1) Mantenha a concentração de seu estilo
2) Faça a rotação do ombro na chegada
3) Ataque a borda não espere que ela toque em você
4) Finalize com o braço, mão e os dedos extendidos
5) Perna, perna, perna

ALGUMAS DICAS EXTRAS
1) Aprenda a nadar de forma lenta em vez de procurar nadar rápido
antes do tempo
2) Educativos, Educativos, Educativos
3) Faça series competitivas no seu treinamento
4) Não tenha medo de experimentar técnicas ou situações
diferentes
5) Saiba o limite do seu corpo para evitar futuras lesões
6) Busque novos desafios
7) Encontre o equilíbrio entre concentração
e relaxamento
8) Aproveite o esporte, respeite os seus colegas e seu treinador

9) Aprenda e se divirta

03 – Ian Thorpe

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Autor • Alex Pussieldi
Fonte • Best Swimming

DICAS
TÉCNICAS DE IAN THORPE


Thorpe

Que tal dicas técnicas de
Ian Thorpe? O melhor nadador do mundo da atualidade? Estas foram
retiradas diretamente do site do nadador, por sinal, muito bom e
vale a pena ser visitado: http://www.ianthorpe.telstra.com.au
.

Ian Thorpe é sem dúvida, um dos maiores fenômenos
de nosso esporte. A jovem criança que era alérgica
ao cloro se tornou um dos maiores nomes da natação
mundial de todos os tempos. Até hoje foram nada mais do que
22 recordes mundiais, 3 medalhas de ouro olímpicas, 2 de
prata, 10 títulos dos Jogos da Comunidade Britânica
além de 8 títulos de campeão mundial. Quer
melhor pessoa para dar dicas? Confira:

TRABALHO DE PESO

O trabalho de musculação deve ser concentrado nos
músculos que você usa quando nada e não para
ficar volumoso. Lembre-se que todo o extra volume que você
ganhar na sala de musculação representará excesso
de peso para carregar na água, atrapalhando-o ao invés
de ajudar.

FOCALIZANDO O CORPO

Tenha a certeza de que você tem o balanço e o equilíbrio
do seu corpo na água. Isso representa ter o controle de você
mesmo. Trabalhos como a "bola suiça" podem ajudá-lo
a encontrar este fator.

RE-ABASTEÇA SUA ENERGIA

Isso é muito importante: Toda energia gasta na piscina, você
deve recuperá-la com sua alimentação. Sua dieta
é a chave do sucesso de sua performance e mantém a
sua energia com os níveis elevados.

ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

Proteína pode ser encontrada no frango, peixe, carne magra,
porco e deve ser parte fundamental de sua alimentação.
Você deve ser optar pela alimentação saudável
e natural, evitando comidas de alta concentraçãp de
açúcar ou gorduras.

MELHORA

Lembre-se que cada vez que você treinar, talvez você
não estará pronto para melhorar o que você fez
na sessão de treino anterior. Isso é resultado de
uma série de fatores que afetam sua performance, portanto
não desanime se o treino de ontem foi melhor do que o de
hoje.

COMPETIR É DIVERTIDO

Lembre-se as competições é a parte divertida
da natação! Você já fez todo o trabalho
duro durante os treinamentos, agora é hora de mostrar o que
o seu esforço fez e aproveitar o momento. Se divirta competindo!

FINALIZAÇÃO DO ESTILO

Quando você estiver usando sua braçada sempre finalize
o seu estilo o mais longo possível. Você tem de sentir
que está puxando você mesmo o mais longe possível
dentro da água.

Algumas frases do nadador extraídas
do seu site:

"Be the best that you can be"
"The difference between good and great is that the little extra
effort"
"Keep smiling"
"Live your dreams"

By Ian Thorpe, 2002

Mais dicas de Ian Thorpe? Compre o video de treinamento do atleta
com Doug Frost. É um dos melhores videos do mercado com explicação
e detalhes de toda a programação do maior nadador
do mundo da atualidade.

Pedidos via Best Swimming, peça o seu hoje mesmo: bestswimming@hotmail.com

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