segunda-feira, maio 20, 2019
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Qual a melhor forma de escolha do revezamento

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Autor • Alex Pussieldi
Fonte • Best Swimming

Seguem-se abaixo algumas das inúmeras formas
de escalar o revezamento. Para isso utilizamos os números 1, 2, 3 e 4 que
representam os nadadores na ordem de seus melhores tempos para a prova. Ou seja,
o nadador número 1 é o seu melhor nadador e mais rápido, o 2o é o número 2,
e assim por diante até o número 4, o mais lento do time.

Lembrando que as formas abaixo relacionadas
são especificamente para revezamentos do nado livre (4 x 50, 4 x 100 e 4 x 200
livre).

FORMA # 1 – Denominação Best Swimming
COMPORTADO ou TRADICIONAL

  • 2
  • 3
  • 4
  • 1

É a forma mais comum e tradicional que se
conhece. Se coloca o melhor nadador para fechar e decidir tudo, se abre com o
2o. melhor do grupo e se coloca o 4o. nadador (mais fraco) na 3a. posição.

Foi assim que nadou por exemplo o revezamento
da Austrália campeão e recordista mundial em 2001 em Fukuoka no Campeonato
Mundial. Grant Hackett abriu, Michael Klim foi o 2o, William Kirby o 3o, e Ian
Thorpe o recordista mundial dos 200 livre fechou marcando 7:04:66 recorde
mundial até hoje não batido.

FORMA #.2 – Denominação Best Swimming
SUICÍDIO

  • 1
  • 2
  • 3
  • 4

Para mim a melhor forma para se escalar um
revezamento que tenha um nadador muito fraco em relação aos outros integrantes
do grupo. Também é uma grande opção para o 4 x 50 livre que é uma prova
muito rápida e “quem larga na frente dificilmente perde a ponta”. A
pressão colocada no último nadador (o mais fraco) é tão grande, pois
teoricamente o time estará na frente o que vai obrigar o nadador número 4 a um
esforço sobre-humano para segurar a vitória.

Posso garantir de que das inúmeras vitórias e
medalhas em revezamentos de campeonatos nacionais na prova do 4 x 50 livre, pelo
menos em 80% delas minha equipe nadou nesta forma, e com grandes resultados.

FORMA # 3 – Denominação Best Swimming
RESSUCITAMENTO

  • 4
  • 3
  • 2
  • 1

Esta forma de formação é colocar seu nadador
mais fraco para abrir, dando uma responsabilidade a ele e também ao resto do
time que irá nadar a partir do 2o nadador do mais fraco para o mais forte no
caso (3, 2 e 1). Acompanhando a prova a impressão inicial será de que seu time
“está morto” mas a partir do 2o nadador você começa a entrar na
prova crescendo. A forma também pode ser uma forma “estúpida” caso
quando o seu melhor nadador o número 1 entrar na água a disputa pode estar
decidida e você terá todo o esforço jogado fora. Pessoalmente nunca usei tal
forma, entretanto essa forma já foi vitoriosa e até hoje detém o recorde
mundial do 4 x 200 livre feminino pela equipe da Alemanha Oriental estabelecido
em 1987 com 7:55:47. Na época, os alemães abriram com Manuela Stelmach que
marcou 2:00:23, seguindo-se Astrid Strauss com 1:58:90, Anke Mohring 1:58:73 e
fechando Keike Friedrich 1:57:61, um recorde de 16 anos de idade não pode ser
desconsiderado pode?

FORMA #4 – Denominação Best Swimming
CORRENDO ATRÁS DO PREJUÍZO

  • 4
  • 1
  • 2
  • 3

Melhor que a forma anterior, aqui você abre
com o seu nadador mais fraco mas vem crescendo a partir do 2o nadador a cair na
água, ou seja, o seu mais veloz vem 2o, depois o 2o mais veloz em 3o e fechando
com o número 3.

Aqui a pressão sobre o nadador 4 que abre e
mais ainda para o melhor nadador do grupo que vai entrar na água lá atrás e
com chances de recuperar para a equipe diferente da forma #3.

FORMA #5 – Denominação Best Swimming MEIO
SUICÍDIO

  • 1
  • 2
  • 4
  • 3

Você abre com a mesma disposição da forma
Suicídio, entretanto ao invés de fechar com o mais fraco (no. 4) você coloca
ele na 3a posição e encerra com o seu número 3. Neste caso é quando você
sabe que o nadador mais fraco (no. 4) não vai fechar bem e sabe que o número 3
pode se superar fechando bem.

FORMA #6 – Denominação Best Swimming SE
LIVRA DELE

  • 2
  • 4
  • 3
  • 1

O treinador americano Jack Nelson foi o
treinador do chamado Revezamento do Século escolhido em 2000 pelo International
Swimming Hall of Fame que foi a equipe medalhista de ouro do 4 x 100 livre
feminino nos Jogos Olímpicos de 1976. Jack Nelson é um partidário desta forma
de escalação colocando o nadador mais fraco (no. 4) logo na segunda posição
e tendo mais dois nadadores para recuperar o tempo perdido e deixando o nadador
mais forte para fechar (no. 1).

Grande exemplo deste revezamento é o
Revezamento do Século campeão de 76 em Montreal com 3:44:82 na época formada
por Kim Peyton, Wendy Boglioli, Jill Sterkel e Shirley Babashoff.

FORMA #7 – Denominação Best Swimming
ABRINDO PARA O RECORDE

  • 1
  • 3
  • 4
  • 2

Tática de quebra de recorde da prova dos 50,
100 ou 200 livre com seu melhor nadador e completando a prova da forma
tradicional. É uma forma bastante comum principalmente quando se busca recordes
ou índices na abertura do revezamento. E funciona muito bem. O recorde atual do
4 x 100 livre masculino pertence ao time australiano que nadou os Jogos
Olímpicos de Sidney com este tipo de formação e mais com Michael Klim
quebrando o recorde mundial com 48:18, ou seja, funcionou totalmente. Os outros
parciais do recorde mundial da Austrália que é de 3:13:67 foram Chris Fydler
48:48. Ashley Callus 48:71 e Ian Thorpe 48:30.

OUTRAS FORMAS

Isso mais parece uma análise combinatória de
4 números do que qualquer outra coisa. Na verdade, combinar os 4 nadadores do
seu time para compor a melhor equipe de revezamento ainda poderiam ser citadas
muitas outras variações, mas o mais importante é de que ao colocar o seu
grupo na água seja segundo sua avaliação técnica a melhor estratégia a ser
utilizada.

Ainda existem outros importantes fatores a
serem levantados para a formação da sua melhor equipe de revezamento:

  • Qual dos seus nadadores tem a melhor saída
    estática? (saída parada de abertura)
  • Qual dos seus nadadores domina melhor a
    saída em movimento?
  • Qual dos seus nadadores não tem
    tranquilidade para sair em movimento?
  • Qual dos seus nadadores nada bem para o
    time? (good player em ingles)
  • Quem dos seus nadadores cresce na hora do
    revezamento?
  • Quem dos seus nadadores “amarela”
    na hora do revezamento?

Tais fatores também são inúmeros e entre
eles a fase de transição na saída é fundamental. Você precisa levantar
quais dos seus nadadores se sente mais a vontade fazendo a troca para a saída
de determinado nadador e você pode tirar proveito desta “simpatia” ou
assimilação técnica. Da mesma forma, o contrário, quando um determinado
nadador faz uma chegada muito mal para a saída de um “inseguro” é
algo a ser levantado e evitado.

90% dos casos de desclassificação em trocas
de revezamento a culpa é do nadador que chega, ou deslizando ou trocando o
braço na hora do toque na parede. Treinar saídas e trocas de revezamento é
algo que ajuda e muito, dá confiança ao grupo e faz com que cada um conheça o
seu companheiro. Treinamentos de chegadas são tão importantes quanto, pois é
com boa chegada que se terá uma boa saída de revezamento.

Revezamento, a prova mais emocionante da natação
O que foi o Revezamento do Século?
E o revezamento medley?

Revezamento, a prova mais emocionante da natação

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Autor • Alex Pussieldi
Fonte • Best Swimming

Por Coach Alex Pussieldi, Head Age Group Coach do Fort Lauderdale
Swim Team, Flórida, USA

Não tem nada mais emocionante, contagiante e
irradiante do que uma prova de revezamento. Uma vitória de revezamento é algo
que tem um algo a mais no prazer de comemorar. Na grande maioria das
competições até a pontuação dado a prova é em dobro em relação as provas
individuais.

A Best Swimming fez uma completa avaliação
das provas de revezamento, das formas de organizar sua equipe, dos fatores que
influenciam e determinam a escolha e a escalação na odem dos nadadores.

Pessoalmente, sempre procurei formar boas
equipes de revezamento. É algo que vi que contribui e muito na formação do
espírito e integração do grupo. Desde as categorias inferiores
(principalmente), o treinador deve se preocupar na formação de um grupo de
trabalho que basicamente será a sua equipe de revezamento.

Não procure buscar 4 nadadores, pois se você
perder um perderá tudo, mas talvez 5 ou mais, e muitas vezes equipes B, C, D e
assim por diante ainda aumentam mais o clima de disputa interna pois todos
querem chegar a equipe principal (A).

O revezamento é a hora em que o treinador
divide com os atletas a responsabilidade de defender e representar o clube.
Normalmente quando disputam provas individuais os nadadores não assimilam a
idéia de nadar pela equipe, no revezamento isso acontece e em grande profusão.

Como profissional, tive bastante sorte em
durante os anos de 1989 a 1998 tive revezamentos classificados entre os 3
primeiros em campeonatos brasileiors nacionais de inverno e verão. Tal
resultado é bastante expressivo para ser por acaso, foi algo trabalhado,
pensado, programado e acima de tudo dividido.

Em certames regionais, como no Norte-Nordeste,
a equipe do Clube Português do Recife que dirigi por 7 anos tivemos a
oportunidade de ver duas equipes A e B dividindo as medalhas de ouro e prata em
certames Mirim e Petiz.

Não há dúvida de que o trabalho de
valorização da formação e participação de nossos revezamentos
contribuíram e muito no desenvolvimento do espírito da equipe, como também da
mesma forma gerou uma série de conflitos internos muitas vezes até custando a
saída de alguns nadadores “insatisfeitos” do programa, normalmente se
sentindo injustiçados por não estarem incluídos na equipe principal do
revezamento. Tal problema é comum e faz parte do trabalho do treinador tentar
conciliar estes conflitos tentando encontrar uma situação de equilíbrio.

Um fator muito importante, é a justiça. O
treinador que escolhe o grupo para o revezamento precisa ser justo e fiel aos
dados que têm a seu dispor, no caso tempos dos atletas, observações dos
treinamentos, competições anteriores, saúde e condição física dos atletas
no dia da competição e até mesmo o “sexto-sentido” precisa ser
utilizado na formação da equipe que irá ser escolhida.

Uma de minhas frases para a freqüente pergunta
de pais e nadadores para mim a respeito do critério para a escolha do
revezamento sempre foi: “Quem escolhe o revezamento não sou eu, são os
nadadores, eu apenas coloco o nome no cartão”. Tal postura dá aos atletas
a condição de me mostrar dentro d´água a capacidade de cada um e eu só irei
cumprir o que observar.

Leia também:
Qual a melhor forma de escolha do revezamento?
O que foi o Revezamento do Século?
E o revezamento medley?

Artigos e análises técnicas e biomecânicas de Bill Boomer

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Autor • Alex Pussieldi
Fonte • Best Swimming

Você já ouviu falar em
Bill Boomer??? Este treinador americano fez uma verdadeira revolução nas questões
técnicas e biomecânicas dentro da natação dos Estados Unidos nos últimos 10
anos. O verdadeiro “Boom” (bomba) modificou inúmeros conceitos, posições
de nado, biomecânica dos estilos, enfim uma grande reformulação em conceitos
e técnicas já totalmente difundido dentro da estrutura do treinamento nos
Estados Unidos.

Bill
Boomer já tem 5 fitas editadas e publicadas a respeito do trabalho que
desenvolve e todas já fazem parte da coleção Best Swimming. Agora, graças ao
web site www.parametrix-inc.com você
já pode ter acesso a vários dos artigos, palestras e clínicas de Bill Boomer.

O
processo é bem simples, mas você precisa se registrar e ser fluente em inglês.
Siga as orientações abaixo e confira os artigos que todos são muito bons:

  1. Vá até o site www.parametrix-inc.com
  2. Clique no link
    parametrix library
  3. Clique
    no sub link swimming technique
  4. Os artigos estão
    prontos para ser feitos o “download” entretanto você vai precisar pegar
    a “password” primeiro.
  5. Clique indicando que
    você já está “already registered” informando o email bestswimming@hotmail.com
  6. O site irá lhe dar
    resposta automática para a “password” a ser utilizada para cada artigo.
  7. Cada artigo tem uma
    “password” diferente.

Confira
pois vale a pena!

11 dicas de musculação

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Autor • Alex Pussieldi
Fonte • Best Swimming

11 DICAS PARA SUA
MUSCULAÇÃO, EM BENEFÍCIO DE SUA SEGURANÇA E BOA EXECUÇÃO DO EXERCÍCIO
Texto extraído do Swimming in Australia, edição de Maio/Junho
2003

AQUECIMENTO
Sempre, sempre mesmo, incorpore o aquecimento na sua rotina, assim como
alongamento e relaxamento ao final. Sempre comece sua série com 50% do peso
máximo que normalmente você levanta para o aquecimento específico. Isso reduz
o risco de lesões e aumenta o fluxo sanguíneo preparando as fibras musculares
para o trabalho propriamente dito.

ROUPAS
Roupas devem ser confortáveis e soltas mas não "totalmente
soltas" que podem prejudicar alguns dos movimentos. Um bom tênis sempre é
importante. Esteja com os músculos cobertos e aquecidos especialmente em
temperaturas mais baixas.

EXECUÇÃO
Proteja você mesmo de possíveis problemas de lesões, executando o
exercício em boa forma, posição do corpo e levantamento progressivo evitando
problemas com lesões nas costas. Quando apanhar os pesos livres/discos do chão
ou do suporte use as pernas para ajudar no levantamento, evitando
sobrecarregamento das suas costas. Sempre faça o movimento completo.

POSIÇÃO DE LEVANTAMENTO
Procure sempre a melhor posição, e a mantenha-a! Coloque o seu corpo no
meio da barra.

ABERTURA DOS PÉS
A dica ideal é na altura dos ombros.Uma boa base dá estrutura ao
movimento, evita problemas de lesões direcionando o peso para o músculo exato
a ser trabalhado.

PESOS LIVRES
Falamos de barras e pequenos pesos. Eles são de melhor qualidade postural e
execução, pois no exercício você pode controlar sua posição e até mesmo
para seu companheiro lhe ajudar na execução das últimas repetições.

RESPIRAÇÃO
Não segure a sua respiração quando você levantar peso, isto porque você
pode causar pressão intra-abdominal o que pode até levar a uma hérnia.
Existem opiniões diversas referentes a respiração. Nossa sugestão é que
inspire na parte mais fácil do movimento e aspire na parte mais dura.

QUANTIDADE DE REPETIÇÕES
Seja a quantidade que for, faça a última repetição de forma segura e bem
executada, senão é melor parar antes.

VELOCIDADE
Trabalhos de levantamento com velocidade são somente para atletas mais
avançados e com boa base de musculação, jamais para iniciantes ou jovens
atletas.

FASE DE APRENDIZADO
Inicie sempre sua temporada "perdendo" algumas semanas ensinando e
praticando de forma lenta e leve para que todos dominem os movimentos e a rotina
antes de ser incrementado o volume e a intensidade.

COMPANHEIROS
Sempre faça musculação em duplas ou grupos. É mais seguro e também mais
eficiente. Um bom companheiro pode lhe ajudar motivando-o ou mesmo acompanhando
sua série principalmente nas últimas repetições ajudando-o a fazê-las de
forma correta.

HAVE FUN GETTING STRONGER
Swimming in Australia, May-June 2003

Swim Camp: depoimento de Caio Contador

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Autor • Alex Pussieldi
Fonte • Best Swimming

Coragem, determinação e acima de tudo força
de vontade. São as qualidades necessárias para qualquer profissional que
deseja abrir rumos novos em sua carreira. A Best Swimming foi
escutar de perto um jovem profissional que esteve durante o verão americano em
Fort Lauderdale, Flórida, trabalhando e estudando na busca do aprimoramento
pessoal.

O paulista (gaúcho de coração) Caio
Bagaiolo Contador
, de 20 anos, trabalhou este ano no Jack Nelson Swim Camp
como conselheiro além de ter atuado várias vezes como assistente técnico nas
categorias inferiores do Fort Lauderdale Swim Team. Caio Contador
“conta” em um relato bastante simples a sua experiência americana num
interessante enfoque. Confira pois vale a pena:

“Sou estudante de Educação Física,
nadador, tenho 20 anos de idade e quero ser técnico de natação. Ano passado
resolvi fazer uma viagem internacional, estudar, treinar e viver em um local
diferente. No primeiro momento morei na Flórida por seis meses, convivi de
perto com a natação norte-americana e mundial do International Swimming Hall
of Fame… coisa de louco!!! Depois voltei para mais sete semanas trabalhando em
um Swim Camp, famosa clínica de natação.

Meus estudos foram feitos na ASCA, American
Swimming Coaches Association, que é a entidade que certifica e controla os
técnicos de natação no país. Não existe a necessidade de fazer Educação
Física para ser um técnico de natação nos EUA, o que não concordo, basta
ser certificado pela ASCA para trabalhar. Os cursos da ASCA são divididos em
cinco níveis, cada um com um tópico especial, passando por fisiologia,
mecânica de nados, liderança, administração e projeções para a natação
mundial.

Ano passado fui voluntário no Campeonato
Americano Absoluto, Senior Nationals 2002, a competição foi classificatória
para o Mundial de Barcelona, Pan Americano, Pan Pacífico e Mundial
Universitário, estando todos os atletas a ponto de bala. Nunca tinha visto uma
competição de tão alto nível, recordistas mundiais e atletas olímpico, até
dois recordes mundiais caíram na minha frente, emoção total!!! O mais legal
foi estar no meio de tudo isso, trabalhei na comissão antidoping auxiliando com
a coleta das amostras. O trabalho voluntário é muito importante para dar um
suporte para as competições, sem os voluntários não existiria toda a
estrutura de apoio.

Nesse ano voltei para o mesmo Hall of Fame,
mas dessa vez trabalhando no Jack Nelson Swim Camp durante sete semanas. O Swim
Camp é uma clínica de natação que recebe atletas de 7 a 17 anos de todas as
partes do mundo interessadas em aprimorar a técnica e ganhar um bom
condicionamento aeróbio. Os atletas treinam duro e se divertem nadando no
verão.

Um Swim Camp não é algo difícil de se
fazer no Brasil, muitos clubes tem estrutura suficiente para isso, basta
organização, planejamento e trabalho. Acredito ainda que os clubes poderiam
fazer disso uma fonte de renda, pois somos a maior potência Sul-Americana da
natação e o Mercosul facilita os negócios entre os paises da região.

Depois dessas duas viagens aos EUA acredito
que mudei um pouco a maneira de enxergar a natação mundial. Os americanos são
sim os melhores do mundo, mas não por terem a melhor escola e sim por
trabalharem duro e saberem como administrar seus projetos esportivos.”

Você é profissional e tem interesse em
estagiar nos Estados Unidos? Entre em contato conosco pois podemos lhe auxiliar
e encaminhar uma boa proposta: bestswimming@bestswimming.com.br

Novo catálogo da Speedo; Museu da Fama ameaçado de despejo; Vem aí o Junior Nationals

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Autor • Alex Pussieldi
Fonte • Best Swimming

NEWS FROM USA

UAU!!! NOVO CATÁLOGO DA
SPEEDO 2004 ESTÁ ARRASANDO
Fonte: Speedo

Desta vez a Speedo caprichou, está no padrão
do aniversário de 75 anos da empresa o novo catálogo entitulado Performance
Swimwear Spring 2004. Trazendo a foto de 11 de seus patrocinados na capa, foto
tirada no Duel in the Pool, o catálogo está um sucesso em variedade e
qualidade.

Nenhum lançamento para substituir ou equiparar
o modelo Fast Skin, dizem que a surpresa virá nas vésperas da Olimpíada com o
catálogo de verão de 2004. Entretanto, o catálogo tem algumas novidades
dignas de destaque. A linha “Team Basics” traz body suits com mangas e
sem mangas para treinamento. Ou seja, agora, você não terá mais a desculpa de
não usar porque tem medo de experimentar, já que os modelos terão um custo
menor e uma durabilidade maior.

Novidade mesmo é uma linha completa de
relógios esportivos, calçados (sandálias e até tênis) além de nova
coleção de bolsas. O catálogo é totalmente estrelado por atletas desde Jenny
Thompson, Michael Phelps (o pior nas fotos sempre), Grant Hackett, Lenny
Krayzelburg (o melhor nas fotos sempre), Brooke Benett, Michael Klim (não é
feio não é horrível), Amanda Beard (sucesso total), Ed Moses, Marianne
Limpert (não consegue esconder a idade), Massimiliano Rosolino, Lindsay Benko,
Gabrielle Rose (maravilhosa), Megan Quann, Diana Munz, Misty Hyman (gordinha),
Klete Keller (desajeitado todo).

Só o que não ficou bem foi o anúncio da
conta capa. Confira a imagem no Best Image.

Detalhes do material Speedo você encontra nos
sites:
www.speedo.com
www.speedousa.com
www.speedo.com.br

MUSEU DA FAMA
AMEAÇADO DE DESPEJO
Fonte: Sun Sentinel

Saiu na edição de domingo passado, no jornal
de maior circulação do Sul da Flórida, Sun Sentinel, o famoso International
Swimming Hall of Fame está ameaçado de despejo pela cidade de Fort Lauderdale
por falta de pagamento do aluguel!

A “novela” do Museu da Fama da
natação já vale um livro e tudo começou há cerca de 3 anos atrás com a
proposta de mudança do local coisa que nunca se configurou. Como a atual
administração ameaçou e até tentou deixar a cidade de Fort Lauderdale, isto
acabou gerando uma série de conflitos entre a administração do órgão e da
cidade.

Agora, o Vice Prefeito de Fort Lauderdale
Carltoon Moore apoiado por alguns “comissioners” (espécie de
vereadores) está solicitando a retirada do International Swimming Hall of Fame
do local ou o pagamento imediato da dívida.

A Best Swimming antecipou aqui há muito tempo
que o Museu da Fama não iria para lugar nenhum, mesmo com todas as notícias.
Agora, a tendência é a mesma. O que provavelmente venha a acontecer é a
saída do atual presidente do órgão Samuel Freas, que está indisposto com
toda a direção da cidade de Fort Lauderdale.

DEPOIS DO SENIOR
NATIONALS AGORA VEM O JÚNIOR NATIONALS
Fonte: Best Swimming

A temporada americana não pára. Agora é no
Texas, com a realização do 2003 Summer Junior Nationals Championship
competição destinada para atletas de 18 anos ou menos que deve reunir centenas
de nadadores na semana seguinte ao Pan. Um brazuca está na competição:
Jonathan Pinto, carioca, atleta do Fort Lauderdale Swim Team, atual tri campeão
nacional da competição.

TEMPORADA ESCOLAR DA
FLÓRIDA COMEÇA ESTE MÊS

Fonte: Best Swimming

Agosto inicia a temporada escolar na Flórida.
É o primeiro estado americano a inciar a temporada 2003/2004. Este ano, dois
brazucas são destaques, os irmãos Almir e Altair Alencar. Pela primeira vez,
eles estarão separados em equipes diferentes. Almir é do Chaminade Madona
aonde foi 3o. colocado no Distrito da Flórida na temporada passada. Altair
Alencar, medalha de bronze no último sul-americano juvenil na prova dos 200
costas, entra na sua primeira temporada de high school e com grande
responsabilidade. Ele vai integrar a equipe do St. Thomas Aquinas High School
considerada a melhor equipe de toda a Flórida e campeã estadual 6 anos
consecutivos.
O técnico do St. Thomas Aquinas é o Coach Alex Pussieldi.

Recordista americano versus recordista mundial: está certo isso?

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Autor • Alex Pussieldi
Fonte • Best Swimming

Se você entende de fotografia e publicidade, e sabe o quanto dá trabalho produzir, arrumar e organizar um ensaio fotográfico vai entender o quanto foi disperdiçado nesta foto. Mais ainda, se você conhece Michael Phelps, o quanto ele fotografa mal (quase sempre com cara de bobão), o quanto de tempo custou para colocar Michael Phelps e Michael Klim na mesma altura, maquiagem, fotos, tempo e dinheiro perdido.
Isto porque a foto que estampa a contra capa do catálogo 2004 da Speedo (excelente por sinal) perdeu todo o sentido. A idéia foi ótima, reunir dois dos patrocinados pela empresa Phelps (o recordista americano) de frente e desafiando Klim (o recordista mundial).
Entretanto, o que ninguém esperava é que Ian Crocker, sem patrocínio (ainda) quebrasse o recorde mundial da prova. Como a foto ficou defasada e com certeza não vai estampar revistas como estava previsto a Best Swimming não pode deixar de publicar a foto. Quanto disperdício não?!?

O que os americanos acharam do Mundial de Barcelona?

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Autor • Alex Pussieldi
Fonte • Best Swimming

O site da USA Swimming destacou com "USA
rocks the house". O site da Swiminfo disse que os americanos
"amassaram" os adversários. A imprensa americana nunca deu tanto
espaço para a natação como no Mundial de Barcelona. O canal de televisão
ESPN exibia um especial de uma hora e meia por dia durante os últimos 10 dias
de competição, e mais repetia este especial à noite no canal ESPN2.

Aqui nos Estados Unidos, sempre se diz que a
população americana vê natação de 4 em 4 anos, parece que está mudando
depois de Barcelona. Michael Phelps está em todas as revistas esportivas e nos
noticiários. Mesmo assim é impressionante que a natação mesmo movimentando
quase 300 mil praticantes no país tenha tão pouca divulgação.

O desempenho americano foi considerado
altamente positivo. Foram 28 medalhas, 11 de ouro, 12 de prata, e 5 de bronze,
com 8 novos recordes mundiais. Numa comparação com o desempenho do último
Mundial em 2001 os americanos tiveram 26 medalhas, sendo 9 de ouro, 9 de prata e
8 de bronze. Apenas lembrando que no time do Mundial de 2001 os americanos não
mandaram o que tinham de melhor, diferente de agora que foi o time de
primeiríssima linha.

O REI
Michael Phelps, ele é a primeira pessoa do mundo a quebrar 5 recordes
mundiais em uma única competição, quebrando o recorde do lendário Mark Spitz
na Olimpíada de 1972 que quebrou 4 recordes mundiais. Os recordes mundiais
quebrados por Phelps foram: 100 borboleta (semi finais), 200 borboleta, 400
medley e 200 medley (2 vezes). Ainda se acrescentam mais dois recordes
americanos o 200 livre e o revezamento 4 x 200 livre. Sai do Mundial com 4
medalhas de ouro (200 borboleta, 200 medley, 400 medley e o revezamento 4 x 100
medley que só nadou nas eliminatórias mas também leva medalha), 2 de prata
(100 borboleta e 4 x 200 livre).

A RAINHA
Jenny Thompson, está passando uma fase incrível. Não tem treinado como
antes, nem pode, está cursando medicina, cuidando da mãe que tem câncer e
treinando num clube pequeno, aonde começou sua carreira. Com seu 4o. lugar no
último dia na prova dos 50 livre, completou 14 provas durante a competição
ficando a 2 centésimos da medalha de bronze. Nada mal para uma veterana de 30
anos de idade.
Nunca, um nadador ou nadadora, jamais conseguiu tantas medlahas em campeonatos
Mundiais como Jenny Thompson. São 14 no total, sendo 8 de ouro. Aliás, em ouro
ela está empatada com a alemã Kornelia Ender.

SURPRESA AGRADÁVEL
Ian Crocker. Ele havia nadado apenas razoável durante a temporada
universitária, venceu o título mas não superou sua marca. Depois durante o
Duel in The Pool chegou até a ser ameaçado por Ben Michaelson, a nova
sensação do borboleta americano. Entretanto sua vitória, e recorde mundial,
superou todas as expectativas e surpreendeu a todos. Até a ele mesmo!

SURPRESA DESAGRADÁVEL
Natalie Coughlin. A doença de Natalie até hoje não foi bem explicada, mas
desde o primeiro dia quando ela entrou na água já se sabia que alguma coisa
estava errada. Pois a doença atrapalhou e muito os planos de Natalie. Ela
estudava inclusive a possibilidade de se tornar profissional logo após
Barcelona, mas os resultados não foram o que se previa.
Agora, parece que a nadadora vai cursar mesmo o último ano de faculdade, e só
depois virar Pro.

O QUE TODO MUNDO JÁ SABIA
Anthony Ervin, não treinou nada. Aliás não vem treinando nada há algum
tempo. No NCAA da 1a. divisão perdeu os dois títulos (50 e 100 livre). Agora
no Mundial não chegou nem a semifinal. Os 22:74 nas eliminatórias lhe deram a
17a. posição e deixaram o campeão olímpico (nadando para 21:98) e campeão
mundial (nadando para 22:04) de fora das semifinais. Que papelão! Mas ele já
vinha "capengando" em seus resultados. Tudo porque não tem treinado
nada, esta todo mundo já sabia e esperava.

NOTA 10 PROS AMERICANOS
Você pode ser o Michael Phelps, mas o que foi programado tem de ser
cumprido. Phelps perdeu os 100 borboleta, passou a ser o segundo nadador
americano para a prova, não deu outra teve de nadar as eliminatórias para
garantir a vaga do time para a final mesmo tendo de nadar os 400 medley no mesmo
dia aonde iria bater o recorde mundial da prova outra vez.
Enquanto isso, Ian Crocker, o novo rei do borboleta, descansava sem ter nenhuma
prova para nadar apenas se preparando para o revezamento da final que bateu
outro recorde mundial.

NOTA 0 PROS AMERICANOS
Nenhuma medalha em provas de crawl para homens americanos nas distâncias de
50, 100, 200 e 400 livre! Isto sem dúvida, é o pior rendimento da história da
natação americana em todos os tempos. Mesmo assim, em crawl, os americanos só
apareceram nos 800 com uma prata (Larsen Jensen) e nos 1500 com um bronze (Erik
Vendt), nada animador.

AMERICANOS PRECISAM MELHORAR E MUITO
Nos 5 km 12o e 17o. nos 10 km 16o. e 11o., nos 25 km 29o e 8o, não se
surpreenda não, mas estas foram as posições dos melhores nadadores americanos
nas provas de águas abertas em Barcelona no Mundial recém encerrado.

Comparação Best Swimming Fukuoka 2001 x Barcelona 2003

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Autor • Alex Pussieldi
Fonte • Best Swimming

FUKUOKA/2001
OU BARCELONA/2003???
QUAL FOI O MELHOR MUNDIAL –

Uma avaliação comparativa
da Best Swimming levantando dados e informações a respeito das duas últimas
edições dos Campeonatos Mundiais de Natação:

PAÍSES PARTICIPANTES

Fukuoka – 134
Barcelona – 157

É explicável
pois a FINA em combinação com o COI está tentando “enxugar” a competição
olímpica aumentando o número de participantes nos campeonatos mundiais e
levando para a Olimpíada somente quem tem chance ou que tenha pelo menos
participado do Mundial.

ATLETAS
PARTICIPANTES

Fukuoka
– 1498
Barcelona – 2015

  • Mesmo motivo do item
    anterior.

RECORDES
MUNDIAIS

Fukuoka
– 8
Barcelona – 14

  • Aqui não há dúvida
    que houve um salto de qualidade bastante expressivo. Entretanto um dado
    muito importante é que o Mundial de 2001 foi um ano após a Olimpíada e
    muitos nadadores não participaram da competição, era o início de um novo
    ciclo olímpico. Já este ano, o Mundial de Barcelona se realizou um pouco
    mais de um ano da Olimpíada, ou seja, exatamente dentro da preparação
    para o fechamento deste ciclo olímpico.

PAÍSES
MEDALHISTAS

Em
Fukuoka, 19 países ganharam medalhas contra 24 de Barcelona. É inegável que a
natação está se internacionalizando cada vez mais aumentando o número de países
que entram na luta das medalhas.

Na
conquista das medalhas de ouro, Fukuoka teve 12 países levando pelo menos um
ouro para casa, número que aumentou em apenas um país em Barcelona onde 13 países
voltaram dourados para casa.

Confira
os quadros de medalhas

2001
FUKUOKA

 

OURO

PRATA

BRONZE

TOTAL

AUSTRÁLIA

13

3

3

19

USA

9

9

8

26

ALEMANHA

3

6

6

15

HOLANDA

3

4

0

7

UCRÂNIA

3

1

0

4

CHINA

2

2

3

7

ITÁLIA

2

2

2

6

SUÉCIA

1

3

2

6

INGLATERRA

1

2

4

7

RUSSIA

1

2

3

6

ROMENIA

1

1

2

4

HUNGRIA

1

0

1

2

AUSTRIA

0

2

0

2

ISLANDIA

0

1

1

2

SUICA

0

1

0

1

POLONIA

0

1

0

1

COSTA
RICA

0

1

0

1

JAPÃO

0

0

4

4

AFRICA
DO S.

0

0

1

1

TOTAL

40

41

40

121

 2003
BARCELONA

 

OURO

PRATA

BRONZE

TOTAL

USA

11

12

5

26

AUSTRÁLIA

6

10

6

22

ALEMANHA

5

1

2

8

RUSSIA

3

2

2

7

CHINA

3

0

4

7

INGLATERRA

2

3

3

7

UCRÂNIA

2

2

2

6

HOLANDA

2

2

1

5

JAPÃO

2

1

3

6

POLÔNIA

1

1

0

2

FINLÂNDIA

1

0

0

1

ESPANHA

1

0

0

1

BIELORUSSIA

1

0

0

1

HUNGRIA

0

4

1

5

ESLOVÁQUIA

0

1

1

2

DINAMARCA

0

1

0

1

REP.
TCHECA

0

1

0

1

CROÁCIA

0

1

0

1

ROMÊNIA

0

0

2

2

FRANÇA

0

0

2

2

TUNÍSIA

0

0

1

1

ÁFRIDA
DO S.

0

0

1

1

SUÉCIA

0

0

1

1

ITÁLIA

0

0

1

1

TOTAL

40

42

38

120

Quem é Coach Arilson Soares da Silva???

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Autor • Alex Pussieldi
Fonte • Best Swimming

Arilson Soares da Silva, 32 anos (quase 33…
dia 23 de agosto). Paulista, Técnico de natação há 13 anos. Formado em
Educação Física com Especializações em Fisiologia do Exercício e
Treinamento Desportivo. Técnico do Esporte Clube Pinheiros de São Paulo em sua
equipe principal há 3 anos. Atual campeão do Troféu Brasil e Julio Delamare.
Técnico da Seleção Brasileira Juvenil, Campeã Sulamericana em João Pessoa
2003. Responsável pela nadadora Natália Dores Buso, vice-campeão brasileira
absoluta nos 1500 livres. Responsável pelo nadador Leonardo Hobi em sua
primeira conquista nacional em 1999 e convocação para seleção brasileira que
foi ao Multinations. Nos anos de 1995 e 1996 comandou as equipes petizes do
Clube Português do Recife e auxiliar na equipe principal, também como
preparador físico.

MAIS SOBRE O TREINADOR ARILSON SOARES DA
SILVA
* Ari foi auxiliar técnico de Pussi na direção do Clube Português do
Recife na década de 90, trabalhando diretamente com nadadores como Cleber
Pimenta, Diogo Bezerra, Mateus Lordelo, Leonardo Amorim de Barros, Paula
Baracho. Também foi o responsável pela revelação de vários valores da
natação pernambucana que hoje são destaques nacionais e internacionais:
Gustavo Callado, Tatiana Gama, Isabela Amblard, entre outros.

O QUE SÓ A BEST SWIMMING SABE SOBRE O COACH
ARI?
* Em sua passagem por São Luís do Maranhão, Ari foi carinhosamente
apelidado pelos seus atletas Reges Sales da Silva Jr. e Leonardo Hobi Martins de
"Coach Orelha"!

O Mundial por trás das câmeras, por Arilson Soares

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Autor • Alex Pussieldi
Fonte • Best Swimming

O MUNDIAL POR TRÁS DAS
CÂMERAS

Arilson
Soares no Mundial

Por Arilson Soares

Com a incrível oportunidade de estar presente
ao Mundial de Natação realizado em Barcelona, fiquei com a missão de observar
os grandes nomes da natação mundial em seus momentos que normalmente os
espectadores da competição não alcançam. Técnicos e atletas, que estão
concentrados para o evento também deixam passar a oportunidade de analisar os
detalhes durante a competição dos grandes nadadores.

Com uma câmera na mão e uma espionagem na
cabeça, acompanhei a rotina de Ian Thorpe, Grant Hakett, Kosuke Kitajima,
Hoogenband, e os maiores nomes da competição: o Czar Alexander Popov e Michael
Phelps.

No primeiro dia a missão foi observar Thorpe e
Hackett, e já notei as primeiras diferenças nas rotinas dos nadadores. Hackett
estava na piscina duas horas antes do início das eliminatórias, passando por
uma longa série de alongamentos e manobras de flexibilidade com um
fisioterapeuta (duração de 35 minutos). Thorpe chegou enquanto Hackett
terminava sua sessão fisioterápica, girou os braços umas duas vezes e já
caiu na água. O aquecimento de Thorpe tem um objetivo técnico muito definido,
com muitos educativos e tiros de 50 metros em posição firme, sempre com o
acompanhamento de sua técnica nas observações. Hackett já aqueceu com
séries de maior distância sem interrupção (800 metros sem parar, em ritmo de
um A1 a A2, imagino..), algumas acelerações para viradas, chegadas e percurso.
Thorpe sempre encerra o aquecimento com uma saída do bloco e um tiro de 25
metros (não solta depois disso).

Após a prova a soltura é quase que imediata
(atrapalhada pelos repórteres e intermináveis entrevistas na saída da
piscina). A colheita de sangue para análises é feita tão logo o atleta passe
pela bateria de entrevistas (cerca de 10 a 12 minutos após a prova). Na piscina
de soltura, a cada 200 metros os dois "peixes" são alimentados pela
técnica com barras protéicas em cada intervalo (e parece mesmo um número do
Sea World).

Para as provas de peito meu objetivo antes do
evento era acompanhar o nadador Ed Moses. Mas após uma consulta com o atleta
Marcelo Tomazini durante as semi-finais, decidi fazer o "backstage"
com o Japonês Kosuke Kitajima. No aquecimento notei que o técnico dele me
flagrou acompanhando o nadador, e como não sou bobo nem nada, conversei com o
Técnico (Nori, o mais simpático de todos, disparado), que ficou muito
satisfeito em saber da minha proposta de filmar os "grandes" e ainda
me ajudou nos comentários sobre o aquecimento e a preparação do atleta.
Importância máxima na parte técnica, com o atleta nadando sempre a cada 50
metros, dando intervalos de 15 a 20 segundos para sempre que nadar estar com a
atenção total na parte técnica. Educativos com ênfase na perna e no deslize
do nado, bem encaixado. Após o acerto da parte técnica, algumas acelerações
com muita soltura após as mesmas (exemplo: 15 metros acelerando , soltando até
os 50 metros). Após a prova (e os recordes mundiais…), nada de lactato,
soltura, hidratação. O negócio é dar entrevista e comemorar (eles são muito
alegres!). Em virtude dessa atitude e de um programa de provas não muito
inteligente, o atleta desistiu de nadar os 50 Peito para concentrar para os 200.
Nota: para os 200 peito a estratégia foi a seguinte:

– Eliminatórias: Passar os 150 fortes (todas
as parciais abaixo do recorde mundial) e encaixar os últimos 50;

– Semi-finais: No aquecimento perguntei se já
iriam tentar o recorde, e para minha surpresa o Nori me mostrou o programa das
semi com o nome do russo (até então recordista mundial) riscado e com o nome
de Kosuke Kitajima à caneta com a data da semi, local Barcelona: Falhou!! (por
pouco)

– Finais: Aí não teve jeito!! O Japonês
nadou muito bem, liderando a prova desde o começo e estabelecendo nova marca
mundial. Soltar? Lactato? Hidartar? Esquece, eu quero é comemorar…!!

Dia de 100 livres masculino. Conversei com o
técnico do Hoogenband sobre minhas "espionagens" e ele foi também
muito simpático com a idéia. Mas nas semi-finais,enquanto dava treino para
Paula Baracho na piscina de competição, não vi o holandês, já que ele
poderia estar aquecendo na piscina de apoio, que ficava a uns 500 metros dali.
Foi então que observei e filmei o Czar Popov. Esbanjando uma excelente forma
física, o czar adora conversar com todo mundo antes de cair na água, girando
bem meia-boca os braços e os alongamentos. Quando entrou para aquecer na água,
não houve 50 metros em que ele não parava para afundar, puxar raia, puxar o
pé dos outros. Esperava sempre um espaço na raia para acelerar nas viradas e
nas chegadas. Total do aquecimento do Popov: 600 metros. Uma saída do bloco e
tchau!

Com Hoogenband a espionagem foi na final, com o
aval do Jacco (técnico), mas observei a presença de um "pit-bull"
constante e ininterrupta ao lado do holandês, e que não estava muito contente
com minhas filmagens. Muita concentração e conversa com o técnico enquanto
alongava pernas, braços, ombros, costas (e o pit-bull do lado). Na água u
início de aquecimento com um tiro de 600 metros sem parar, ritmo A1 para A2
imagino, para depois um trabalho de perna e braço (esse com algumas
acelerações), educativos e acelerações. Total de aquecimento : 2500 metros.
Como esse trabalho foi feito na piscina de apoio, o deslocamento até a piscina
de competição foi cercado de muita conversa com o técnico (Hoogie parecia
muito tenso e preocupado). Antes de descer para a sala de concentração, uma
sessão de massagem com um fisioterapeuta (dedo-duro, que me apontou pro
pit-bull), que quase me agredindo disse que não queria que eu filmasse. Eu,
muito atrevido e cercado de seguranças do evento, respondi dizendo que não
sabia quem ele era, que já havia pedido permissão ao técnico e que poderia
filmar onde quisesse!!!! Saí rápido de perto antes que minha sorte mudasse.
Mas após a prova minha vingança: acompanhando a soltura na piscina (de cima de
uma escada para não ser visto pelo pit-bull, é lógico), o cordão da calça
do holandês deu um nó, e ele nervoso e desapontado com a derrota não
conseguia desatar. Quem foi que botou a mão na massa? O Pit-bull!!! Enfiando a
mão dentro da calça do holandês para desatar o nó. EU FILMEI
TUDO,HAHAHAHA!!!

O grande detalhe dessa final foi a diferença
de comportamento entre os três principais nomes da prova:

– Hoogenband: tenso, nervoso, olhar perdido,
isolado!

– Popov: conversando com todo mundo,
descontraído;

– Thorpe: brincando mão com uma voluntária no
banco de controle, tipo "nós quatro, eu e ela…" Tá filmado, pra
quem duvidar…

Para a apresentação dos nadadores para a
prova mais um detalhe que terminou de derrotar o holandês antes da prova: Popov
foi ovacionado por quase um minuto pelo público, muito mais que para sua
principal chance de medalha que era a nadadora Nina Zivaneskhaia. Um barulho
ensurdecedor!!!

O Czar aquecia 600 metros, mas a soltura durava
40 minutos, quase que sem parar, agora sem puxar raia ou afundar.

Acompanhando essa soltura (em que o pit-bull
quase bateu em mais uma: a menina que chamava os atletas para a premiação), vi
o nome do evento em seu aquecimento: Michael Phelps. Todo o trabalho era
realizado em medley. Perna, braço, educativo, ritmo, tudo em medley. Após a
prova e o recorde mundial nos 200 borboleta, a soltura também em medley.
Colheita de lactato após a prova, alimentação com gel, muita água e medley
na cabeça pra soltar…

Finalmente no último dia pela manhã, para as
eliminatórias dos 400 medley, dei sorte de estar dando treino na piscina
Bernart Piccornell (verdadeira piscina olímpica, já que foi nela a
realização das provas em 1992) e estar o Phelps aquecendo na mesma. Conversei
com seu técnico sobre minha filmagem e ele também foi muito simpático à
idéia (só o pit-bull não gostou….). Note-se: tudo em medley novamente.
Total do aquecimento: 2500 metros, quase todo sem interrupção, com poucos
intervalos. Pouco antes do término desse aquecimento (faltando uns 600 metros),
observei Phelps reclamando de dor nas costas, proveniente do esforço que fez no
final da prova dos 100 borboleta (que perdeu para Ian Crocker). Ao sair da água
abordei-o para parabenizá-lo e ele foi muito simpático e solícito, dizendo
que nadaria mais tranqüilo na manhã em virtude de ter que nadar também o
revezamento para classificação, e já estar um pouco desgastado de todas as
provas que nadou, para tentar bater mais um recorde na final à noite. Foi o que
aconteceu….

Com tudo isso, pude concluir que para se
alcançar o altíssimo nível o trabalho tem que realmente ser muito
individualizado e com uma equipe multi-disciplinar acompanhando. Confirmado que
não existe fórmula mágica ou receita de bolo: tem que conhecer bem o atleta e
saber o que é mais importante pra ele numa competição, inclusive o
psicológico, que pode realmente perder a competição (caso Hoogie).

E foi isso!!! Abração

José Meolans, o maior nadador argentino de todos os tempos

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Autor • Alex Pussieldi
Fonte • Best Swimming

No
seu país ele é conhecido como “El Tiburon”, na família
“Pepe”, para seu treinador “Campeón”, no mundo da natação
seu nome já está registrado José Martin Meolans.

Sua trajetória é espetacular. Quebrou um
hiato da natação argentina de mais de meio século sem qualquer resultado de
expressão mundial. A última conquista antes de Meolans havia sido em 1928 com
Alberto Zorilla medalha de ouro dos 400 livre nos Jogos de Amsterdã. O apogeu
de Meolans foi a vitória no Campeonato Mundial de Piscina Curta em Moscou no
ano passado quando venceu a prova e quebrou o recorde mundial dos 50 livre com a
marca de 21:36.

A competição marcou para José Meolans um
grande progresso. Até então sua melhor marcar era 21:75. Nas eliminatórias
fez 21:48, nas semifinais 21:47 para chegar ao recorde mundial na final com
21:36. Isso lhe fez esquecer um pouco o resultado do 9o. lugar dos Jogos
Olímpicos de Sidney. Ele já havia sido vice campeão mundial em 1999 no
certame disputado em Hong Kong.

Nos
Panamericanos, José Melolans já esteve em duas edições. A primeira em 1995
em Mar del Plata com apenas 17 anos, aonde ficou em 7o. lugar na prova dos 100
borboleta estabelecendo novo recorde argentino.

Em 99, em Winninpeg, Meolans ganhou 3 medalhas:
2 de prata nos 50 e 100 livre, e uma de bronze nos 100 borboleta. Agora em Santo
Domingo as expectativas são maiores.

Maiores ainda, são suas expectativas para
Atenas no próximo ano.

FICHA DE
MEOLANS –
Nome completo – José Martin Meolans
Data de nascimento – 22 de junho de 1978
Altura – 1,96 cm
Peso – 93 kg
Time de futebol – Bellgrano de Córdoba (inimigo mortal do Talleres)

PROGRAMA NORMAL DE JOSÉ MEOLANS
08:00 – Flexibilidade & alongamento
08:30 – Treinamento até as 10:30
10:30 – Musculação até as 12:00
12:00 – Almoço e descanso (chega a dormir as vezes até 2 horas!)
16:30 – Flexibilidade & alongamento
17:00 – Treinamento até as 19:00

10 a 11 sessões semanais, folga às
quartas-feiras à tarde e sábados à tarde, folga total domingo.

O QUE A BEST SWIMMING SABE DE MEOLANS E
NINGUÉM SABE (ou pouca gente sabe)

  • A primeira competição de Melonas foi
    quando ele tinha 7 anos de idade, 25 metros nado livre. Mas nervoso, nadou
    peito o tempo todo, ainda ficou em 2o. ou 3o. (ele não lembra ao certo)
  • Meolans começou a nadar com Horacio
    Grimaldi, depois passou para o pai de Horacio, Juan Carlos Grimaldi, e
    passou para outro filho Daniel Grimaldi. Depois desta circulada pela
    família Grimaldi, está sob o comando de Orlando Moccagatta desde 2 meses
    dos Jogos Olímpicos de Sidney até hoje.


MAIS
DE MEOLANS:
Site não-oficial do nadador (??): www.josemeolans.com.ar
Muito bom por sinal, cheio de fotos, notícias, histórias, dados.

Monastério já tem sua bolsa garantida até a Olimpíada

0
Autor • Alex Pussieldi
Fonte • Best Swimming

O Comitê Olímpico Venezuelano aprovou desde o ano passado uma verba que garante toda a preparação de Ricardo Monastério até os Jogos Olímpicos de 2004 em Atenas. A verba é o suficiente para o atleta continuar a treinar e viver nos Estados Unidos aonde está se formando no final do ano na Universidade da Flórida.

Ele já perdeu sua elegibilidade como atleta da universidade, mas treina com o clube da Universidade, o chamado Gators Swim Club, sob orientação direta de Gregg Troy, Anthony Nesty e Vic Riggs.

EQUIPE DA VENEZUELA PARA O PAN 2003

A Seleção da Venezuela é composta por 19 atletas e viaja neste final de semana para Santo Domingo e a relação de atletas por provas é a seguinte:

Ricardo Monasterio (1.500, 800m), Albert Subiras (4×100), Oswaldo Quevedo (100m, 4×100), Erwin Maldonado (100, 200 libres y 200, 400 combinados), Raymond Rosal (4×100), Luis Rojas (50m y 100 mariposa), Arlene Semeco (50, 100m y 4×100), Ximena Vilar (4×100), María Carolina Rivero (100 espalda y 4×100) y Diana López (50, 100m y 4×100), mais a equipe de nado sincronizado: Nineth Martínez, Egleen Martínez, Rita Rubino, Cinthia Bell, Verónica Sánchez, Greysi Gómez, Verónica Russian, Adriana Ubieda e Irene Valls.

Entrevista exclusiva: Ricardo Monastério

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Autor • Alex Pussieldi
Fonte • Best Swimming

ENTREVISTA PAN 2003 –

Ricardo
Monasterio

A Best Swimming foi conversar com o maior
fundista da América do Sul na atualidade, o venezuelano Ricardo Monastério de
24 anos. Radicado nos Estados Unidos há vários anos, faz parte do Gators Swim
Club, o time da Universidade da Flórida, aonde ele está se formando no final
deste ano.

Monastério é o atual recordista sul-americano
dos 1500 livre com 15:15:05, tempo este estabelecido no Senior Nationals de
março passado. Ele e seu treinador, Greg Troy, tem expectativa de ver um 1500
na casa dos 15 minutos baixo ou talvez até abaixo disso. Para isso passou por
um programa incrível de trabalho com grande volume.

A Best Swimming foi até Gainsville escutar
Ricardo Monastério que decidiu ficar de fora do Mundial de Barcelona se
concentrando exclusivamente para o Pan.

Best Swimming – Ricardo, conte para nós
quantos anos de natação e onde foi seu início?

Ricardo Monastério – Aprendi a nadar
com 7 anos de idade mas não treinava natação até os 10 anos. Cheguei a
Seleção Brasileira em 1994 com 16 anos.

BS – E há quanto tempo está nos
Estados Unidos e por onde já passou por aqui?

RM – Vim para os Estados Unidos logo
após os Jogos Olímpicos de 96. Estive em Fort Pierce, Flórida, onde estudei
inglês por um ano enquanto treinava com a equipe do Indian River Community
College aonde acabei estudando por dois anos até me formar em 1999. Logo após,
me transferi para a Universidade da Flórida em Gainsville aonde estou até
hoje.

BS – Seu programa de treinamento na UF
(Universidade da Flórida) é muito forte. Descreva um pouco deste programa
duríssimo.

RM – A Flórida é um grande programa
para fundistas. Tenho vários companheiros de grupo o que me dá mais
motivação para treinar e isso me ajuda muito. Fazemos uma metragem bem longa
mas sempre combinados com boa preparação física de musculação e exercícios
fora d´água.

BS – Eu estive conversando com vários
de seus treinadores na UF e todos eles tem grandes expectativas para o seu
desempenho no Pan. Aliás, se fala em que você planeja nadar abaixo dos 15
minutos, já agora no Pan ou no próximo ano em Atenas?

RM – Meu treinador (Gregg Troy) tem
confiança que eu já posso baixar dos 15 minutos. Agora no Pan vou nadar contra
Chris Thompson que já nadou para baixo disso eu espero estar em condições de
competir contra ele.

BS – Porque não disputasse o Mundial de
Barcelona?

RM – Esa foi uma decisão que tomamos
juntos (eu e meu treinador). Eu queria ir bem em uma competição este ano assim
como já havia definido o Pan como meu objetivo, viajar para o Mundial poderia
afetar minha preparação. Eu gostaria muito de ter nadado o Mundial também,
mas é uma pena que as competições foram colocadas tão próximas uma da
outra.

BS – Você já treinou no Brasil. Conte
como foi essa passagem por lá.

RM – Eu tenho ótimas lembranças de
minha passagem pelo Brasil. Tive a oportunidade de nadar com atletas como Luis
Lima, Fernando Saez e Leonardo Costa, entre outros. Considero a todos meus
grandes amigos e excelentes atletas. O grupo que tínhamos no Fluminense tinha
um nível muito bom e treinávamos muito além de ter um ótimo ambiente entre
os atletas. Gostei muito também de ter Luis Raphael como treinador. Ele me
ajudou bastante com sua preparação e tive bons resultados no Mundial de Curta
que foi no Rio.

BS – Sua mãe é brasileira?

RM – Sim, minha mãe, Aldaléia, é
carioca, e por isso eu tenho dupla nacionalidade. Aliás, tenho até passaporte
brasileiro.

BS – Fale dos brasileiros que treinam
com você aí na Universidade da Flórida.

RM – Temos um grupo bastante expressivo
de nadadores estrangeiros na UF, e melhor ainda temos vários brasileiros.
Carlos Jayme, Gabriel Mangabeira e Cláudio Ulrich são nadadores que se
esforçam muito nas competições e treinamentos, além de terem grande talento.
São ótimos companheiros fora d´água também.

BS – Conte basicamente o seu dia-a-dia
aí na Flórida.

RM – Em temporada escolar normal, os
dias são um pouco agitados. Treino quase todas as manhãs e de lá mesmo vou
direto para as classes. Tenho um pouco mais de uma hora para almoçar e depende
do dia já tenho classe à tarde de novo. E já vem o treino da tarde. É pela
tarde que fazemos nossa preparação física. É bem corrido mesmo.

BS – Qual foi a pior (a mais forte) que
já fez até hoje na UF?

RM – Um dos mais fortes que fiz foi 100
x 100 em piscina de 50 metros e este ano fiz a cada 1:07! Esta é uma série
muito difícil não só pela intensidade mas também a nível mental, pois minha
confiança aumentou muito assim que finalizei.

BS – Recado final do Ricardo
Monastério:

RM – Obrigado por sua atenção e
"saludos a todos".

BS – Boa Sorte Ricardo no Pan 2003!

FICHA DE MONASTÉRIO –
Nome completo – Ricardo Andres Monasterio Guimaraes
Nasceu em Caracas em 22 de outubro de 1978
Filho de Hector Monastério e Aldaleia de Monastério (brasileira)
Hobbies – Gosta de ler e escutar música
Graduação – Em dezembro deste ano em Agriculture Statistics
Competições internacionais –
Olimpíadas 1996 – 20o. nos 1500 livre
Olimpíadas 2000 – 15o. nos 1500 livre
Pan Americano de 1999 – 3o. nos 1500 livre
Recordista Sul-Americano
Recordista Centro-Americano

Notícias do Pan

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Autor • Alex Pussieldi
Fonte • Best Swimming

  • Joshua Ilika

    O mexicano Joshua Ilika, única esperança
    do país em ganhar uma medalha no Pan na prova dos 100 borboleta fez seu
    cheque final na piscina do International Swimming Hall of Fame. Colocou seu
    Fast Skin Body Skin Long Sleeves (com mangas) para executar um tiro de 50
    borboleta para tempo saindo do bloco. Tempo: 24:80.
    Comentário de Ilika:
    "Nadei bem e não nadei a 100%. Estou me sentindo bem".
    Sobre o Body Skin:
    "Talvez exista uns 2 ou 3 nadadores no Mundo inteiro que estejam
    entre os 25 primeiros do ranking mundial e que gostem de nadar com o body
    suit com mangas. Thorpe, eu e mais algum outro. Eu me sinto bem, me ajuda
    mesmo, dá mais força, velocidade, eu gosto muito e vou usá-lo".
    No dia seguinte, Joshua trocou o fast skin com mangas por um sem manga.
    Ele mesmo chamou a Best Swimming para dizer: "Eu acho que esta
    temporada meu corpo mudou e estou muito forte para usar o modelo com mangas,
    vou tentar um sem mangas hoje".
    Joshua nadou para 25:00. E agora Ilika qual vai ser o modelo para o Pan?

  • A nadadora mexicana Danielle de Alva ganhou
    um presente muito especial na véspera de deixar Fort Lauderdale a caminho
    de Santo Domingo. O noivo dela, o americano Jason Lezak, nadador integrante
    da equipe que venceu o Mundial de Barcelona apareceu na piscina para
    "aquela despedida". Lezak e Danielle de Alva são companheiros de
    clube nadando no Novaquatics na Califórnia e já estão de casamento
    marcado para o próximo ano em maio. Detalhe o espanhol de Jason Lezak é
    horrível!
  • Bradley Ally, atleta do Fort Lauderdale Swim
    Team e considerada uma das grandes revelações dos últimos anos dentro da
    natação americana conseguiu seu visto de viagem e poderá viajar para o
    Pan afim de representar seu país, Barbados. Bradley, 16 anos, tem sido um
    dos maiores destaques da atualidade dentro da natação americana para
    nadadores abaixo dos 18 anos. Ele é atleta do Coach Alex Pussieldi no Saint
    Thomas Aquinas High School. Ele deve nadar as provas de 200 e 400 medley,
    além de 100 e 200 peito, 200 costas e 200 borboleta.
  • Hora dos detalhes finais. Hora do material
    esportivo chegar e ser testado.
    Ben Michaelson em Tampa, no training camp americano comentou satisfeito: "O
    melhor de estar na seleção americana é o free stuff que a gente
    recebe".

    Os mexicanos aqui em Fort Lauderdale receberam das mãos do treinador chefe
    da equipe o cubano Pelaez o material da Speedo que será utilizado no Pan.
    Cada um recebeu um fast skin, um de treinamento (horríveis por sinal),
    além de toucas e modelos do óculos Socket Rocket da Speedo.
    O argentino José Meolans teve de treinar um dia sozinho na piscina do
    International Swimming Hall of Fame. Motivo: Seu treinador Orlando
    Moccagatta foi receber o material da Arena que chegava diretamente de Paris
    para Meolans.
    O nadador velocista Ismael Ortiz do Panamá que treina em Fort Lauderdale
    não teve a mesma sorte do argentino. Ismael também é patrocinado pela
    Arena que desta vez não enviou nenhum modelo para o panamenho que vai
    competir de Adidas pois acabou de receber um modelo igual ao utilizado por
    Ian Thorpe em Barcelona.
  • Água da piscina está muito quente!!!
    Para quem já foi treinar no palco da competição o comentário foi o
    mesmo: MUITO QUENTE! Dizem que está na casa dos 29o centígrados, mais
    quente do que a praia de Recife!!! E olha que é quente…
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