Comitê Olímpico do Brasil anunciou ontem o novo formato, nome, sede e data para a nova versão dos Jogos da Juventude. Isso mesmo, agora se chama “Jogos da Juventude”. Este ano, a versão nacional que reúne atletas-estudantes não foi disputada, mas na temporada passada, em Blumenau, Santa Catarina, tivemos a última edição dos Jogos Escolares da Juventude. Antes, a mesma competição era Jogos Olímpicos da Juventude, mas até mesma pela falta de relação direta, embora o COB seja detentor do uso do nome “Olímpico” no Brasil, a nomenclatura não fazia muito sentido.

O nome talvez seja o que menos interessa. A competição tem sido muito bem organizada e veio para suprir uma ausência no calendário nacional. Isto porque quando o Ministério da Educação e Cultura deixou de organizar os antigos JEBs, Jogos Escolares Brasileiros, o COB correu na frente e formatou este renovado evento.

Retirar o “Escolares” também faz sentido, afinal a CBDE, Confederação Brasileira de Desporto Escolar, traz em 2021 a volta dos JEBs, agora limitado as categorias 12-14 anos. Assim, enquanto a CBDE promove a busca do talento na base do esporte escolar, o COB vai promover o funil na busca de algum futuro promissor.

Internacionalmente não é comum Comitês Olímpicos Nacionais organizarem competições escolares. Não dá para colocar a culpa no COB, pelo contrário, além de ele ter feito grandes eventos, muito bem organizados, ele supriu uma ausência na organização do desporto nacional.

No final das contas, é bom para todo mundo. Mais que isso, sigo martelando numa tecla há algum tempo. O futuro do esporte no Brasil passa pela via do esporte escolar. Temos um sistema clubístico que vive uma crise e precisamos ampliar nossas bases.

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