Sábado e domingo, a partir das 14 horas, horário de Brasília, transmissão do SporTV, a Super Final da temporada 2 da ISL, na água as quatro equipes classificadas das semifinais, por acaso, as mesmas finalistas do ano passado. Energy Standard, London Roar, Cali Condors e LA Current, nesta ordem fecharam o Top 4 de 2019 e voltam a Super Final para ver quem leva o título de 2020.

O ano é diferente, algumas contratações, trocas de clube, a saída dos australianos, a bolha de Budapeste, a temporada 2 definitivamente tem outros componentes e os resultados indicam isso.

Ter realizado a temporada toda num só local, isolamento dos atletas, pode ter trazido alguns pormenores diários para os participantes, uma concentração muito grande não agradável para as transmissões de TV, mas, sem dúvida, funcionou perfeito nos padrões atuais de Pandemia, minimizou custos da organização e quem sabe até gerou a intenção de ser repetida. Talvez não numa só localidade, mas em duas, três, uma concentração maior e minimização de logística para o evento.

O nível da competição deste ano também supera 2019. Antes da Super Final já igualamos a marca de 3 recordes mundiais alcançados no ano passado e das 39 provas do programa, 27 já tiveram novos recordes de campeonato estabelecidos, muitos deles várias vezes.

Uma grande vantagem que o Energy Standard levava no ano passado foi perdida. O fato de ser o único clube físico existente fora da Liga, aumentava a relação, a sinergia e contato dos treinadores e atletas. Este ano, como todo mundo entrou na bolha, treinadores e atletas de todas as equipes tiveram esta oportunidade, afinal são pelo menos 5 a seis semanas treinando e competindo juntos.

A equipe do Cali Condors era, na minha opinião, a favorita para levar o título de 2019. Para ser sincero, mesmo com os bons resultados de Caeleb Dressel e Lilly King, as duas maiores estrelas da equipe no ano passado (e este ano), o rendimento do time ficou abaixo do esperado. Parece que não aconteceu a chamada “sinergia”. Para este ano, a coisa mudou. O Cali chega a Super Final como a única equipe invicta da temporada. Venceu os quatro torneios da fase inicial e a semifinal.

É o favorito? É sim!

O Cali tem o nadador mais dominante da Liga. Caeleb Dressel é absurdo como nadador, quando vai para a piscina curta, e toda esta qualidade de fundamentos e nado subersmo, ele fica ainda mais impressionante. Não é a toa que tem o maior número de vitórias na temporada entre todos os atletas, são 24 provas individuais. Dressel é decisivo nas provas individuais e se for para o skins ainda mais. Pode ser vitorioso se a opção for livre ou borboleta, e ainda será competitivo no peito.

O Cali ainda tem Lilly King. Esta demorou para perder uma invencibilidade que mantinha desde o ano passado. Foi derrotada nos 50 e 200 peito, mas ainda se mantém imbatível nos 100 peito. Mesmo com este predomínio, a “mulher da Liga deste ano” não é King, é a francesa Beryl Gastaldello do LA Current. É quem tem o maior número de vitórias, uma versatilidade maior e uma pontuação que tem sido decisiva para a sua equipe.

E olha que o Cali poderia estar ainda mais forte, isso porque perdeu uma de suas principais forças, e de toda Liga. Melanie Margalis deixou a ISL de volta para os Estados Unidos em razões indicadas como “particulares”.

Campeão da temporada passada, o Energy Standard continua forte. Pegou bem mal a saída do General Manager Jean-François Salessy. Ele reclamou da Liga, do patrão (Konstantin Grigorishin) e principalmente questionou a transparência da disputa. Bem provável que este confronto não se reflita na equipe. Na água, James Gibson vem se configurando num grande treinador, um exemplo de liderança.

Sua equipe tem estrelas Sarah Sjoestroem, Chad Le Clos, Florent Manaudou e outros tantos. Entra como a segunda força para a Super Final onde uma boa escalação e principalmente um belo polimento fará muita diferença.

A saída dos australianos no início da temporada afetou quase todas as equipes, mas se teve uma que foi mais afetada foi o London Roar. Eles perderam nove atletas. Mesmo assim, o grupo segue forte, e faz uma boa temporada. No ano passado, o título ficou por pouco, desta vez, briga pela terceira posição contra o LA Current.

Este talvez tenha sido dos quatro o que melhor se reforçou e cresceu em 2020. Além de Gastaldello, Ryan Murphy e Tom Shields têm sido decisivos e protagonistas de resultados incríveis. A equipe carece um pouco mais do chamado miolo e na disputa por pontos isso pode ser decisivo.

Previsão Best Swimming para o título da ISL 2020:
1o Cali Condors
2o Energy Standard
3o London Roar
4o LA Current

0 respostas

Deixe uma resposta

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *