Na segunda-feira, a Guarda Costeira dos Estados Unidos encontrou a atleta paralímpica Angela Madsen morta em seu barco horas depois de perder contato na sua jornada de remar de Los Angeles até Honolulu, no Hawaii. Aos 60 anos, Madsen já aparecia por seis recordes mundiais no Guiness Livro dos Recordes e buscava mais um. Queria ser a primeira atleta paralímpica e mais velha na tentativa de cruzar a remo da Califórnia até o Hawaii.

Seu barco e sua jornada era acompanhado pela sua esposa Debra Madsen e a cineasta Soraya Simi para um futuro documentário. Madsen carregava sua própria comida e um equipamento dessalinizador para tornar a água do mar potável. Remando até 12 horas por dia, sua jornada seria entre três a quatro meses.

O último contato foi no domingo e sua trajetória era acompanhada via satélite até que se perdeu contato por algumas horas quando as autoridades foram avisadas.

A história de Angela Madsen, muito antes desta sua jornada, já merecia um filme. Mãe solteira aos 17 anos, foi parar na vida militar pois não tinha com quem deixar sua filha. Aos 20 anos, no primeiro treinamento sofreu uma queda e uma lesão gravíssima lhe deixou paralisada das duas pernas.

Madsen entrou na justiça contra o Governo Americano, mas perdeu. Isso gerou inúmeros problemas financeiros e pessoais. Madsen perdeu sua casa, acabou com sua relação matrimonial, entrou em depressão e acabou mendigando nas ruas da Califórnia.

A vida de Angela Madsen mudou quando ela descobriu o esporte paralímpico. Um convite para participar dos Jogos dos Veteranos de Guerra introduziu o basquete sobre cadeira de rodas onde ela começou a se destacar. Depois disso, veio o remo paralímpico e diversas medalhas de campeã mundial.

Em 2011, Madsen estava no time americano para os Jogos Parapanamericanos de Guadalajara, desta vez na equipe de para-atletismo. Foi bronze no lançamento de peso e no ano seguinte repetiu a medalha de bronze nas Paralimpíadas de Londres.

Nesta sua nova fase, Angela Madsen virou uma ativista da causa gay, escreveu uma autobiografia e teria sua jornada até o Hawaii reproduzida num documentário.

Uma grande história e um grande filme vem por aí.

Aqui um vídeo de Angela Madsen na sua participação dos Jogos Paralímpicos do Rio 2016

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