A natação parece que gosta ser a última da fila. Um dos últimos esportes a se “profissionalizar”, agora, finalmente a revisão de infrações com o uso de câmeras está aprovada pela FINA. A mudança foi feita em decisão do Bureau que adicionou um parágrafo as regras vigentes e prevê o início do seu uso já para os Jogos Olímpicos de Tóquio.

O parágrafo alterado para as regras é o BL 9.2.2 que em sua versão em inglês indica:

The International Water Sports Federation (FINA) approved the amendment of regulation BL 9.2.2:“At Olympic Games and World Championships approved Automatic Officiating Equipment, including Underwater Video Judging Equipment shall be provided and used. The approved Underwater Video Judging Equipment shall be used to initiate stroke infraction calls, confirm stroke infraction calls or assist the Referee to overturn calls made on the pool deck.”

Isso muda a versão anterior do parágrafo que dizia apenas:

“At Olympic Games and World Championships approved Automatic Officiating Equipment shall be provided and used.”

Na tradução, a nova regra determina que para Jogos Olímpicos e Campeonatos Mundiais será obrigatório o uso de um sistema de câmeras sub-aquáticas que servirão para o controle da arbitragem. Na regra, está especificado que o sistema será utilizado para confirmar ou recusar as desclassificações executadas no deck pela arbitragem.

Este procedimento já é utilizado nos Campeonatos Nacionais Americanos em regra implantada desde 2012. Assim, o VAR da natação ele beneficia mais o atleta, que tem a possibilidade de ter sua desclassificação aplicada pela arbitragem na borda da piscina e “salva” no sistema de vídeo. O contrário, ou seja, uma desclassificação que o árbitro não viu, não poderá ser apontada pelo sistema de vídeo. Isso é diferente do sistema do VAR do futebol onde infrações podem ser marcadas pelo árbitro de vídeo.

A última vez que o sistema de vídeo esteve em discussão nas regras da FINA foi no Congresso do Mundial de Barcelona, em 2013. Na época, uma grande discussão e uma votação bem confusa acabou por recusar a sua implantação. A Best Swimming estava presente ao Congresso e foi evidente o direcionamento da condução para que a regra de vídeo não fosse aprovada.

Já está em funcionamento há muito tempo o sistema de vídeo que é utilizado no controle de cronometragem. Tal sistema são câmeras dispostas e focadas na chegada para apontar qualquer irregularidade em caso do sistema eletrônico não funcionar. Foi este sistema que ajudou a Gustavo Borges assegurar a sua medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Barcelona em 1992.

 

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