O dia 12 de agosto de 2016 foi mágico para Anthony Ervin. Naquele dia, aos 35 anos de idade, ele se sagrou no mais velho campeão olímpico da história. Hoje, na data que completa 39 anos, relembramos um pouco do que foi a sua jornada.

Foram 21 segundos e 40 centésimos o suficiente para cruzar a piscina de 50 metros do Centro Aquático Olímpico Rio 2016 e vencer a medalha de ouro, mas uma carreira marcada por altos e baixos, conquistas e grandes crises numa demonstração de resiliência e superação para Ervin.

Anthony Lee Ervin, nasceu em Valencia, Califórnia, no dia 26 de maio de 1981, filho de um pai negro, mãe judia, teve uma carreira de muitos destaques nas categorias menores. Mesmo sem ser um grande aluno, ganhou uma bolsa de estudos e foi estudar na conceituada Universidade California Berkeley.

Lá, sob o treinamento de Mike Bottom, então assistant coach do programa, teve resultados espetaculares. Primeiro no NCAA e depois, e principalmente, pela Seleção Americana. Em 2000, um grupo de velocistas sob o comando de Bottom criou o chamado Race Club que acabou culminando com dois de seus integrantes, Ervin e Gary Hall Júnior dividindo a medalha de ouro dos 50 livre nos Jogos de Sydney.

 

 

Esta foi a primeira das quatro medalhas olímpicas de Ervin. Ele ainda seria prata no 4×100 livre nadando nas eliminatórias e mais dois ouros 50 livre e 4×100 livre no Rio 2016. Ervin ainda brilhou no Mundial de Fukuoka em 2001, venceu as provas dos 50 e 100 livre.

Em 2002, por razões pessoais, deixou o esporte. Não gostava, nem queria treinar. Teve problemas com drogas, bebidas, não conseguiu nem concluir a faculdade onde tinha bolsa. Levou anos, para se recuperar. Só retornou quase 10 anos depois, tentava, e conseguiu, a vaga olímpica para Londres.

A recuperação de Ervin é uma de suas maiores vitórias. No dia em que conseguiu a segunda vaga dos 50 metros nado livre no USA Olympic Trials sua alegria era contagiante. Cullen Jones venceu a prova e Ervin ficou em segundo batendo o favorito Nathan Adrian. Após a prova, todos classificados davam entrevista para uma repórter. Foi difícil controlá-lo. A emoção foi espetacular.
Em Londres, com uma saída bem ruim, terminou em 5o lugar com 21.78.

Para 2016, Ervin fez algumas mudanças durante a programação. A poucos meses dos Jogos, decidiu deixar Dave Salo e foi treinar com Dave Marsh. Era um toque final que faltava na sua preparação, e principalmente na sua saída. Ervin nunca saiu bem e iria enfrentar aquele que tinha a melhor saída da época.

Florent Manaudou era o grande favorito. Em 2016, ele conseguiu nadar para 21 segundos em todos os meses do ano. Desempenho incrível e constante. Nas eliminatórias, no dia 11 de agosto, Ervin fez o terceiro tempo 21.63. Manaudou fez o quarto, 21.72. No mesmo dia, a semifinal, Manaudou o melhor tempo da primeira semifinal e da etapa com 21.32. Ervin, na segunda série 21.46, segundo tempo.

Na final, Manaudou saiu melhor e tinha a liderança, mas não acertou a chegada enquanto Ervin num final de prova muito bom e uma chegada perfeita tocou 21.40, um centésimo a frente de Manaudou, estava ali consagrado o mais velho campeão olímpico da história.

 

 

Veja as vitórias olímpicas de Anthony Ervin

 

Galeria de imagens de Anthony Ervin ao longo de sua carreira:

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