Talvez o mais dominante nadador do planeta, Adam Peaty de uma reveladora entrevista ao site britânico Brinkwire (link). Recordista e campeão mundial dos 50 e 100 metros peito, medalhista de ouro dos 100 peito e prata no 4×100 medley no Rio 2016, aos 25 anos, Peaty segue treinando em casa.

Numa piscina de pouco mais de 5 metros no quintal de sua casa, um trabalho de preparação física improvisado, mantém o principal nadador britânico em atividade a espera da melhora da Pandemia no país e consequente liberação dos centros de treinamento.

Na entrevista, Peaty revela que também teve problemas de depressão. Após ser campeão olímpico no Rio 2016, Peaty diz que teve altos e baixos nos seus treinamentos. Bebida e festas passaram a ser rotina na sua semana. O alerta foi a derrota dos 50 metros peito no Commonwealth Games de 2018 para o sul-africano Cameron van der Burgh. Meses depois, Peaty vencia o Europeu e batia o recorde mundial na prova.

Antes de chegar a Seleção Britânica, Peaty era um nadador bem mediano. E, conforme já havia revelado em entrevistas anteriores tinha muitos problemas com bebidas alcóolicas. Nesta nova entrevista, ele menciona que Craig Benson, outro nadador britânico, e que chegou a semifinal olímpica, foi decisivo na sua mudança de comportamento.

Peaty também sempre dedica grandes elogios a sua treinadora Melanie Marshall. Na entrevista, não é diferente. Peaty revela algo um não ortodoxo trabalho de preparação física e, principalmente, desafio a seus atletas. Algo similar a uma preparação militar e que teve até uma pulada de paraquedas a 14 mil pés de altura. “Nunca ninguém soube, agora vão ficar sabendo que eu fiz isso”.

A relação Melanie Marshall e Adam Peaty tem sido um dos fatores dos bons resultados de Peaty. Os dois se conhecem e Marshall está sempre pronta a desafiá-lo. Pós Rio 2016, os dois estiveram na África, foram fazer doações por lá. Uma forma de agradecer por tudo o que fizeram na Olimpíada.

Um dos tópicos que Peaty tem sido bastante intenso é doping no esporte. Diz que existem atletas que usam doping em diversos países, inclusive na Grã-Bretanha, e vê como alternativa para minimizar isso criminalizando a ação do doping. Reclama de que nunca teve boa relação com os dirigentes da FINA e cita algo bem forte: “Se algum dopado me tirar alguma medalha em Tóquio, e tentarem fazer algum tipo de cerimônia para me revolver em Paris, eu vou xxxxxx (palavrão)”.

Vale a pena ler a entrevista na íntegra:

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