O Blog do Coach (link) revelou esta manhã a notícia da troca de treinador de Gregorio Paltrinieri que deixa Stefano Morini para trabalhar com Fabrizio Antonelli. É o rompimento de uma relação de nove anos de trabalho e muito sucesso. A troca foi uma entre as tantas ocorridas entre os nadadores que foram medalhistas nos Jogos Olímpicos do Rio 2016.

A Best Swimming fez a conta e encontrou 16 atletas medalhistas que trocaram de técnico nestes últimos quatro anos na preparação para os Jogos Olímpicos de Tóquio. Confira abaixo a lista:

MASCULINO
Anthony Ervin
, após ganhar a medalha de ouro dos 50 metros nado livre no Rio e se tornar no campeão olímpico mais velho da história, Ervin tem rodado o mundo. Tem treinado pouco, e feito clínicas e palestras. Atualmente, ele mesmo é seu treinador, diferente da Olimpíada onde era orientado por David Marsh.

Florent Manaudou, a derrota nos 50 livre por um centésimo foi muito impactante para o francês que se aposentou meses depois. Na época, Manaudou era treinado por Romain Barnier. No ano passado, Manaudou decidiu retornar as piscinas e agora faz parte do grupo do Energy Standard treinando com James Gibson, o birtânico que foi seu técnico na conquista do ouro olímpico em Londres 2012.

Sun Yang, mesmo fora da Olimpíada de Tóquio por conta dos oito anos de suspensão imposta pelo CAS/TAS, o chinês segue treinando. Sob forte sistema de segurança, ele está sendo orientado por um treinador chinês não identificado. Pela suspensão, qualquer técnico ligado a Federação Chinesa seria uma violação de sua suspensão. O australiano Dennis Coterell que assumiu o comando da programação de Sun Yang em 2017, já retornou para o seu país encerrando sua carreira. Na Olimpíada do Rio, Sun Yang era orientado por outro treinador australiano, Ryan King, ex-auxiliar de Coterell.

Chad Le Clos, duas medalhas de prata na Olimpíada do Rio, nos 100 borboleta e 200 livre. Depois dos Jogos, Chad Le Clos anunciou o fim da relação de uma década com Graham Hill e foi treinar com Andrea Di Nino na Itália. A relação se manteve até o ano passado, quando Le Clos por alguns meses teve o brasileiro Dellano Cezar como seu treinador pessoal. Atualmente, Le Clos faz parte do grupo do Energy Standard e tem James Gibson como seu técnico.

Mitchell Larkin, depois de ser campeão mundial dos 100 e 200 costas em Kazan, em 2015, Larkin não foi bem no Rio 2016. Ganhou um bronze nos 200 costas e o resultado lhe levou a encerrar uma relação de muitos anos com Michael Bohl. A partir de 2017, Larkin vem sendo orientado por Dean Boxall, que foi auxiliar de Bohl. Larkin chegou a fazer um teste com vários treinadores, mas decidiu pela opção caseira.

Dimitry Balandin, uma das grandes surpresas da Olimpíada do Rio foi o ouro de Balandin nos 200 metros peito. Foi a primeira medalha de ouro da história do Cazaquistão na natação olímpica. Depois de meses sem conseguir bons resultados, Balandin decidiu se mudar para os Estados Unidos onde está treinando com Dave Salo no Trojan Swim Club.

Joseph Schooling, a vitória história de Singapura e o tríplice empate no segundo lugar, deixaram o ouro de Schooling no Rio ainda mais especial. Na época, Schooling treinava com Eddie Reese, na Universidade do Texas, mas fez a parte final do seu treinamento olímpico com Sérgio Lopez. Depois dos Jogos, Schooling retornou a Universidade do Texas, onde se graduou e se mudou de volta para Singapura em 2019. Sem bons resultados com o treinador da Seleção Nacional, este ano voltou para os Estados Unidos e agora treina novamente com Lopez, relocado para a Universidade da Virginia Tech.

Daiya Seto, medalhista de bronze nos 400 medley do Rio 2016, Seto vive uma das melhores fases de sua carreira. Ese ano, conseguiu baixar todos os seus melhores tempos e durante a pandemia surpreendeu a todos o rompimento com o seu técnico Takayuki Umehara. Sem motivo aparente, e como os japoneses seguem em quarentena, pelo notiário local, Seto deverá ser o seu próprio treinador. Não está afastada a passagem para o head coach da Seleção do Japão, Norimasa Hirai.

 

Daiya Seto, foto de  Jack Spitser

FEMININO
Pernille Blume, a surpresa feminina dos Jogos, a vitória de Pernille Blume nos 50 metros nado livre na época treinando com o australiano Shannon Rollason. Desde o ano passado, Blume após uma cirurgia de coração, teve um processo de retorno progressivo a natação e passou a fazer parte do grupo do Energy Standard, agora orientada por James Gibson.

Penny Oleksiak, grande destaque da natação canadense nos Jogos, então, com apenas 17 anos de idade, ouro nos 100 livre, prata nos 100 borboleta e mais duas medalhas nos revezamentos, Oleksiak não foi bem nos anos de 2017 e 2018. Seus resultados caíram bastante e decidiu deixar o programa de alto rendimento comandado por Ben Titley retornando para seu treinador de formação Bill O’Toole. Entretanto, no ano passado, Oleksiak decidiu retomar o programa de Titley no Centro de Alto Rendimento de Toronto.

Sarah Sjoestroem, ouro nos 100 borboleta, prata nos 200 livre e bronze nos 100 livre, Sjoestroem deixou a dupla de técnicos Carl Jenner da Grã-Bretanha e o russo Andrei Vorontsov no final de 2016. Sua opção foi Johan Wallberg, marido e treinador de Therese Alshammar, num programa mais focado na velocidade e treinos mais curtos e intensos.

Katie Ledecky, campeã olímpica com recordes mundiais dos 400 e 800 metros nado livre, além do ouro nos 200 livre e no 4×200 livre marcaram o fim da relação de Katie Ledecky com Bruce Gemmell. Em agosto daquele ano, Ledecky ingressou na Universidade de Stanford onde está treinando com Greg Meehan desde então.

Leah Smith, medalha de bronze nos 400 livre e integrante do revezamento campeão olímpico 4×200 livre, Leah Smith treinava com Augie Busch na Universidade da Virginia. Com a mudança de Busch para a Universidade do Arizona, Smith seguiu Busch, mas não treina mais com ele. Agora está com o seu assistente Peter Richardson, no clube da Universidade, o Tucson Ford.

Katinka Hosszu, ouro nos 100 costas, 200 e 400 medley, prata nos 200 costas, a troca de técnico mais explosiva entre todos os medalhistas dos Jogos Olímpicos do Rio para cá. Em 2018, após diversos conflitos públicos, Hosszu e seu marido/treinador Shane Tusup romperam relações fechando a carreira de seis anos de trabalho e cinco anos de casamento. O divórcio ainda perdura nas cortes da Hungria e Hosszu voltou a trocar de treinador no ano passado. Agora, ela mesmo faz o seu programa e tem apenas alguns assistentes para acompanhar o seu trabalho.

Madeline Groves, australiana foi prata nos 200 metros borboleta e atualmente se recupera de uma cirurgia de um câncer na coluna cervical. Desde o ano passado, ela deixou o programa de Michael Bohl e agora está treinando no clube Rackley sob o comando de Damien Jones.

Siobhan-Marie O’Conor, medalha de prata nos 200 medley no Rio 2016, O’Connor trocou este ano de programa. Depois de 12 anos trabalhando com Dave McNulty na Universidade de Bath, agora ela está no Centro de Alto Rendimento de Loughborouh onde está sendo treinada por Dave Hemmings.

 

Siobah-Marie O’Connor

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