Foi o jornal australiano The Australian que divulgou ontem a entrada da defesa de Sun Yang na Suprema Corte Federal da Suiça a apelação da suspensão de oito anos imposta pelo Tribunal da Corte Suprema do Esporte CAS/TAS. Esta é a única e última chance do nadador chinês tentar reverter a punição imposta pelo CAS/TAS.

O caso Sun Yang começou em setembro de 2018 quando após uma controversa coleta de amostra de controle anti-doping destruiu o sangue coletado e se negou a fornecer o exame de urina. O caso foi inicialmente analisado pelo Painel de Doping da FINA em janeiro de 2019 emitindo apenas uma nota de desagravo ao nadador, mas inocentado de qualquer punição. Em apelação da WADA, o caso foi analisado em julgamento público transmitido pela internet em novembro do ano passado e a punição de oito anos anunciada em fevereiro deste ano. Sun Yang está suspenso até 2027.

Ainda não se tem acesso as informações do teor apresentado pela defesa de Sun Yang, mas as indicações são de que contesta as credenciais dos oficiais de controle que fizeram a visita ao nadador no dia 4 de setembro de 2018.

Sun Yang já havia entrado com duas ações na Suprema Corte Federal da Suíça antes do julgamento do CAS/TAS e foi perdedor em ambas. Eram contestações com relação ao tipo de acusação que estava sendo submetido e ao impedimento de um advogado que trabalhou no caso pela WADA.

A Suprema Corte Federal da Suiça fica localizada em Lausanne e é considerada a decisão final para os casos de leis civis envolvendo cidadãos, empresas e entidades dentro do território suíço. Como a FINA, a WADA e o CAS/TAS estão na Suiça, a Suprema Corte será a única chance de Sun Yang tentar reverter a sua suspensão.

Entre os princípios da Corte Federal da Suiça, por definição, ela não avalia os fatos, e sim a lei que vigora no país. Ou seja, o que estaria em questão, seria o julgamento e a suspensão imposta a Sun Yang, e não propriamente o que aconteceu nos episódios que levaram a sua suspensão.

Fora a chance bem difícil de sucesso an Corte Federal da Suiça, , uma possível, porém ainda mais remota, opção, seria levar o caso a Corte Europeia dos Direitos Humanos em Estrasburgo, na França. .

 

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