A Rússia com 91 atletas suspensos lidera a lista dos países com maior número de atletas impedidos de competir por infração de doping. O Quênia vem segundo lugar, mas se considerarmos o atletismo, e em especial as provas de fundo, a grande especialidade dos quenianos, eles estão disparados na frente.

Nos últimos 100 dias, são sete corredores de alta performance flagrados em doping:

● Jan 10: Wilson Kipsang: testes perdidos
● Jan 14: Alfred Kipketer: testes perdidos
● Fev 14: Peter Kwemoi: doping
● Fev 25: Kenneth Kipkemoi: doping
● Mar 18: Mercy Jerotich Kibarus: doping
● Mar 27: Vincent Yator: doping
● bpr 10: Daniel Wanjiru: doping

No ano passado, foram 19 atletas do Quênia punidos por doping. A lista total de atletas impedidos de competir pelo Quênia são 57. Veja o ranking por países com atletas suspensos por doping:

1o Rússia 91
2o Quênia 57
3o Índia 48
4o Marrocos 34
5o Turquia 33
6o Dhina 32
7o Ucrânia
8o Itália 26

Atletismo tem sido uma oportunidade dourada para “mudar a vida” do cidadão queniano. Das 103 medalhas do país em Jogos Olímpicos, 96 vieram das provas de atletismo, grande parte das provas de longa distância.

Assim como o interesse da população incrementou na oportunidade, o doping veio junto nesta onda. Entre 2004 a 2018 foram 138 casos de atletas dopados.

O doping já é crime no país. Entretanto, apenas para quem prescreve e administra, ou seja, pega médicos, nutrólogos, treinadores e assistentes. A Ministra do Esporte Amina Mohamed lidera o movimento que vai transformar os atletas dopados também passível de prisão. O movimento tem o apoio de Paul Tergat, o lendário corredor recordista mundial da maratona e duas vezes medalhista olímpico que preside o Comitê Olímpico do país desde 2017.

Doping virar crime é algo que Juan Antonio Samaranch, o ex-Presidente o COI, já falecido em 2010, sempre defendeu. Atualmente, países que já criminalizam o doping no esporte estão Itália, Áustria, Alemanha, Quênia e uma lei a ser aprovada nos Estados Unidos.

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