Não é por acaso, é sempre assim. Ciclos olímpicos marcam também o fim dos períodos de gestão das entidades esportivas. Não vamos ter Olimpíadas, nem Paralimpíadas este ano, mas o calendário eleitoral do esporte segue normal.

Em novembro, o Comitê Olímpico do Brasil tem eleições. Paulo Wanderley Teixeira, que era vice de Carlos Nuzman na eleição de 2016 e assumiu o cargo após a renúncia de Nuzman. Ainda não anunciou se vai concorrer para um segundo mandato, mas já temos dois nomes que se apresentaram para o cargo Sami Arap e Alberto Murray.

No primeiro trimestre de 2021, duas eleições. Na CBDA e no Comitê Paralímpico Brasileiro.

Na CBDA, Luiz Fernando Coelho é o atual Presidente e já manifestou interesse em seguir no cargo. Ele era o vice de Miguel Cagnoni que renunciou ao cargo no ano passado. Não há ainda nenhum candidato de oposição anunciada.

O Comitê Paralímpico Brasileiro tem Mizael Conrado como Presidente. Foi eleito por aclamação e a tendência é mais um mandato, sem qualquer adversário.

No plano internacional, três eleições importantíssimas. No Comitê Paralímpico Internacional chega ao fim os quatro anos de Andrew Parsons. O brasileiro foi eleito em 2017 e é o favorito para mais um mandato.

O Comitê Olímpico Internacional também terá eleições em 2021. Chega ao fim os oito anos de mandato do alemão Thomas Bach. Pelas regras do COI ele pode concorrer a mais um termo, mas de apenas quatro anos. Eleito em 2017 com 49 votos contra 29 do porto-riquenho Richard Carrion, Bach é favorito para seguir no cargo. Só não se sabe quando será a eleição. Pela organização da entidade a Assembleia será em Atenas, na Grécia, mas ainda sem data definida por conta da indefinição do período da Olimpíada em Tóquio.

Outra eleição internacional é da FINA. O uruguaio Julio Maglione termina seu terceiro mandato. Nas regras anteriores, os presidentes só podiam ficar dois mandados de quatro anos, porém em 2017, no Mundial de Budapeste, uma modificação no estatuto lhe deu mais quatro anos. Agora ele entrega o cargo. Nesta disputa, previsão de um conflito armado entre os vice presidentes, Husain Al-Musallam do Kuwait e o italiano Paolo Barelli.

Em breve, um post específico detalhando cada uma destas eleições.

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