Caeleb Dressel conquistou oito medalhas no Mundial de natação que terminou neste domingo, em Gwangju, na Coreia do Sul. Foram seis de ouro e duas de prata.

A performance foi a melhor da história, em número de pódios. Só não foi em ouros porque ele mesmo já havia conseguido mais, com os sete de Budapeste-2017. Quem também já levou sete ouros em um único Mundial foi Michael Phelps, em Melbourne-2007.

Voltando a Dressel, foi eleito o melhor nadador em Gwangju, em um ranking por pontos estipulado pela Fina.
Bateu um recorde mundial, nos 100m borboleta, com 49s50, superando uma marca que pertencia a Phelps desde 2009, com 49s82.

Registrou dois tempos espetaculares nos 50m e 100m livre, por pouco não batendo também os recordes mundiais de Cesar Cielo.

Nos 50m, fez 21s04. A marca do brasileiro é de 20s91.

Nos 100m, cravou 46s96. Cielo tem 46s91.

São, claro, os dois melhores tempos dele na carreira.

No total, ele já soma 15 medalhas em Mundiais de longa. Como dito, as sete de 2017 e as oito deste ano. Dessas, 13 são de ouro.

Também já tem duas de ouro olímpicas. Ambas em revezamentos, o 4 x 100m livre e o 4 x 100m medley, no Rio-2016.
Dressel tem uma história de superação incrível.

Em junho de 2018, caiu de moto na Flórida, onde mora e treina. Sofreu muitas lesões e teve um ano ruim.
Foi criticado por isso nos Estados Unidos.

Ainda teve de lutar contra uma forte depressão, causada pela punição por doping a Ryan Lochte, de quem é grande amigo.

Quem lê pode pensar que é besteira. Não é. Depressão é coisa séria, e não se escolhe ter ou não, muito menos o motivo.

Superou, até, a morte de uma pessoa próxima. Trata-se de uma ex-professora, Clairie McCool, de quem era muito próximo. A quem ouvia, em quem confiava, quem lhe ajudava demais. Em memória a ela, inclusive, vai a todas as cerimônias de pódio com uma bandana, usada por McCool.

Não foi pouca coisa.

Mas superou tudo. Para brilhar demais na Coreia do Sul.

Caeleb Dressel tem apenas 22 anos. Repito, 22 anos.

Plínio Rocha escreve a coluna Na Raia no Best Swimming desde 2007

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