Dois recordes mundiais para fechar a competição coroando os Estados Unidos como campeão geral e consagrando Caeleb Dressel com oito medalhas e Simone Manuel com sete como os maiores medalhistas da história dos Mundiais. Veja como foi o último dia em Gwangju, prova a prova:

50 metros costas masculino
A surpresa do último dia, o sul-africano Zane Waddel recém chegado da Universíades onde venceu a prova também levou no Mundial. Venceu com 24.43, sua melhor marca pessoal ficando a apenas nove centésimos do recorde nacional de seu país ainda em posse de Gerhard Zandbergb que foi o último sul-africano campeão da prova em 2007.
Waddell ouro com 24.43 com a dupla russa Evgeny Rylov 24.49 e Kliment Kolesnikov 24.51 completando o pódio. Vale destacar que Kolesnikov escorregou na saída e mesmo assim ainda conseguiu recuperar velocidade e terminar em terceiro lugar.
O americano Michael Andrew que dominou a prova durante grande parte da temporada, finalista nas quatro provas de 50 metros deste Mundial, terminou em quinto lugar com 24.58.

50 metros peito feminino
Lilly King não saiu na frente, mas não demorou três braçadas para ultrapassar a jamaicana Alia Atkinson, sempre muito forte na saída e na filipina. Vitória da americana, a única abaixo dos 30 segundos, mas atacada no final pela juventude da italiana Benedetta Pilato, prata aos 14 anos de idade com 30.00. Yulia Efimova da Rússia completou o pódio com 30.15.
Não tínhamos uma bi campeã mundial consecutiva dos 50 metros peito, desde as duas primeiras edições quando a chinesa Leo Xuejuan venceu em 2001 e 2003.
A mesma nadadora vencer os 50 e 100 metros peito no mesmo Mundial aconteceu pela quarta vez, duas vezes com Luo Xuejuan e agora as duas vezes com Lilly King.

1500 metros nado livre masculino
Que prova sensacional, não pelos tempos, mas pela sua disputa. Três nadadores, desde o princípio, se estudando e nadando de forma estratégica. O favorito era Gregorio Paltrinieri, o italiano era o atual bi campeão mundial da prova, campeão olímpico, havia conseguido a vaga na prova dos 10 quilômetros e tinha vencido os 800, onde não era favorito. Na disputa, entretanto, não conseguiu abrir do alemão Florian Wellbrock e do ucraniano Mikhaylo Romanchuck que com um nado mais econômico conseguiram finalizar melhor.
Vitória para Wellbrock com 14:36.54 seguido por Romanchuk 14:37.63 e 14:38.75 para Paltrinieri. Os três tem melhores marcas do que isso, mas hoje o objetivo era ganhar.
Nos parciais de Wellbrock 7:18.56 para os primeiros 750 metros e 7:17.98 para o segundo parcial da prova. Com a vitória, ele se sagrou o primeiro nadador da história a vencer a prova dos 10 quilômetros e dos 1500 metros nado livre na mesma edição de Campeonato Mundial.

50 metros nado livre feminino
Assim como nos 100 livre, enquanto todos os olhos estavam para “as favoritas”, a americana Simone Manuel fez o seu serviço. Venceu com 24.05 conquistando sua sexta medalha no Campeonato Mundial. A briga era boa, mas Manuel teve melhor chegada. a sueca Sarah Sjoestroem chegou na segunda colocação com 24.07 e Cate Campbell da Austrália em terceiro com 24.11.
Não tínhamos uma americana campeã mundial dos 50 metros nado livre desde Amy van Dyken em 1998, a única até hoje. E a última vez que uma mesma nadadora venceu as provas de 50 e 100 metros nado livre, como Manuel fez este ano foi a australiana Bronte Campbell em 2015, no Mundial de Kazan.

400 metros medley masculino
Dono das melhores marcas do ano, único a baixar dos 4:10 em 2019, Daiya Seto era o franco favorito e confirmou. Venceu com uma certa dificuldade por ser apertado pelo americano Jay Litherland nos metros finais da prova. Seto venceu com 4:08.95 deixando Litherland com a prata com 4:09.22. O neozelandês Lewis Clareburt ficou em terceiro com 4:12.07. Tanto Litherland como Clareburt fizeram suas melhores marcas pessoais e o tempo do neozelandês foi recorde nacional.
Seto melhor marca é 4:07.95 feitos no Sette Colli há algumas semanas. Nos parciais da sua vitória:
55.73, 1:58.82, 3:08.89, 4:08.95.
Este foi o terceiro título de Seto nos 400 medley repetindo as conquistas de 2013 e 2015. Em 2017, ficou em terceiro lugar. São quatro Mundiais consecutivos no pódio da prova.

400 metros medley feminino
Tetra campeã consecutiva, penta se for alternada, Katinka Hosszu celebrou bastante a sua segunda medalha, a segunda de ouro neste Mundial ao vencer com 4:30.39. Em parciais mais equilibrados, Hosszu fez marca bem próxima de todas as suas conquistas na prova:
2009, Roma – 4:30.31
2013, Barcelona – 4:30.41
2015, Kazan – 4:30.39
2017, Budapeste – 4:29.33
2019, Gwangju – 4:30.39

Parciais de Hosszu:
1:01.33, 2;10.44, 3:27.82 e 4:30.39.

Pódio da prova, Hosszu 4:30.39, Ye Shiwen atacando no final para 4:32.07 e a japonesa Yui Ohashi em terceiro com 4:32.33.

Revezamento 4×100 metros medley masculino
Prova emocionante e com boa alternância de liderança. Estados Unidos, o grande favorito sabia que teria dificuldades, e teve. O Brasil chegou a abrir na frente, Guilherme Guido virou os primeiros 50 metros em primeiro com 25.38, mas entregou em quinto com 54.20. João Gomes Jr. caiu uma posição com 58.80 de parcial de peito. Vinicius Lanza com 51.29 e Marcelo Chierighini com 47.57 não conseguiram mudar a posição ficando o Brasil em sexto lugar com 3:30.86. Em Budapeste, 2017, o Brasil foi quinto, mas com 3:31.53.

Na briga pelo ouro, a Rússia tomou a frente com Evgeny Rylov e 52.57 de costas enquanto a Grã-Bretanha, no seu parcial mais fraco, Luke Greenbank com 53.95 entregava em sétimo. O parcial de Adam Peaty fez diferença, tirou o time do sétimo para o primeiro lugar, mas ficou longe do que se esperava dele, fez 57.20. James Guy com 50.81 perdeu duas posições e entregou em terceiro para Duncan Scott fechar. Os Estados Unidos, graças aos 49.28 de borboleta de Caeleb Dressel, o melhor parcial de borboleta da história, estava na frente com 1.11 segundos e tinha o capitão da equipe Nathan Adrian para fechar.

Ninguém esperava que Duncan Scott fizesse o segundo melhor parcial da história dos 100 metros nado livre com 46.14, atrás apenas dos 46.06 de Jason Lezak em 2008, muito menos que Nathan Adrian fechasse para 47.60. No final, Grã-Bretanha campeã do 4×100 metros medley masculino pela primeira vez em Mundiais com 3:28.10, Estados Unidos prata com 3:28.45 e Rússia em terceiro com 3:28.81.

Em 18 edições de Campeonatos Mundiais, a Grã-Bretanha já havia sido bronze nos anos de 1975 e 1978, depois prata em 2017 e agora ouro pela primeira vez.

Com a prata dos Estados Unidos, Caeleb Dressel terminou a competição com oito medalhas, seis ouros e duas pratas, se tornando no primeiro nadador da história dos Mundiais a conquistar tal número de pódios.

Revezamento 4×100 metros medley feminino
Para fechar dois recordes mundiais, começando por uma abertura de costas fantástica de Regan Smith se tornando na primeira mulher a quebrar a barreira dos 58 segundos na prova. Passou com 27.74 para fazer 57.57 e apagar os 58.00 de Kathleen Baker do ano passado. Lilly King 1:04.81, Kelsi Dahlia 56.16 e Simone Manuel 51.86 só mantiveram a ponta e nunca foram ameaçadas para quebrar o recorde mundial com 3:50.40. A antiga marca era da vitória no Mundial de 2017 com 3:51.56. As americanas venceram fácil, mais de três segundos a frente da prata da Austrália 3:53.42 e do bronze do Canadá 3:53.58.
Entre os parciais, fora das americanas, destaque para o parcial de borboleta de Margaret MacNeal do Canadá, a única não-americana mais rápida fazendo 55.56.

Com o ouro, Simone Manuel chegou a sete medalhas na competição, se isolando na história como a maior medalhista de um único mundial entre as mulheres.

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