Hoje estamos a exatos 400 dias da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de 2020. Para celebrar a data, a Best Swimming traz algumas histórias das das provas de 400 metros nado livre e 400 metros medley nas Olimpíadas.

1908, Jogos Olímpicos de Londres, o primeiro a ter uma piscina construída para a competição teve a primeira vez que os 400 metros nado livre foram disputados. Era uma piscina temporária, de 100 metros de extensão e que foi construída dentro do White City Stadium, um estádio de atletismo.

White City Stadium, a primeira piscina olímpica

A Olimpíada anterior foi disputada em Saint Louis, nos Estados Unidos, e realizada numa piscina de jardas. A prova foi de 440 jardas. Agora, era a primeira edição dos 400 metros.

O britânico Henry Taylor foi o primeiro campeão olímpico com o tempo de 5:36.8. A prova foi disputada em eliminatórias, semifinal e final e Taylor conseguiu bater o seu adversário Frank Beaurepaire da Australásia (combinação de Austrália e Nova Zelândia) nos metros finais.

Mack Horton campeão dos 400 livre no Rio 2016. Foto Getty Images

Americanos dominam os 400 livre masculino em Jogos Olímpicos. São nove vitórias desde então. O último campeão é o australiano Mack Horton que venceu a prova no Rio 2016 com 3:41.55 batendo o chinês Sun Yang especialmente nas viradas.

O melhor resultado do Brasil nos 400 metros nado livre na Olimpíada foi com Djan Madruga, duas vezes quarto colocado. Em 1976, quando tinha apenas 17 anos de idade, chegou a bater o recorde olímpico nas eliminatórias e terminou na quarta colocação com 3:57.18. Nos Jogos de Moscou, em 1980, Madruga voltou a ser quarto colocado, desta vez ficando a apenas dois décimos da medalha de bronze.

Djan Madruga perto do pódio em Moscou 1980

Os 400 livre só chegou para as mulheres nos Jogos de 1924 em Paris, quando Martha Norelius venceu a prova com pódio completo americano. Norelius voltaria a vencer em Amsterdam em 1928 sendo até hoje a única bi campeã olímpica da prova.

Katie Ledecky foi a última campeã olímpica vencendo com recorde mundial de 3:56.46. Já nas eliminatórias ela havia batido o recorde olímpico ocm 3:58.71. As americanas dominam os 400 livre em Olimpíadas com 11 vitórias.

As provas de medley foram as últimas a chegarem aos Jogos Olímpicos. Os 400 medley antes dos 200 medley. A estreia dos 400 foi nos Jogos de Tóquio em 1964 quando o jovem Dick Roth de 17 anos venceu com 4:45.4, então recorde mundial. Detalhe que Roth foi diagnosticado com uma apendicite dias antes da prova, mas recusou fazer a cirurgia, pois queria ser campeão olímpico.

Kosuke Hagino é o atual campeão olímpico dos 400 medley masculino batendo o americano Chase Kalisz na final dos Jogos do Rio 2016. Foi a primeira vez que um japonês venceu a prova e ele havia sido bronze nos Jogos anteriores, em Londres 2012.

Thiago Pereira medalha de Prata durante final dos 400 metros medley na Arena Aquatics Centre durante os Jogos Ol’mpicos de Londres em 28 de Julho de 2012 em Londres, Inglaterra. Foto: Satiro Sodre/AGIF

A prova tem memórias especiais para o Brasil com duas medalhas, as duas de prata, em 1984, Los Angeles, com Ricardo Prado, e com Thiago Pereira nos Jogos de Londres em 2012.

A prata de Ricardo Prado em Los Angeles 1984

Os 400 medley na Olimpíada chegaram para as mulheres junto com os homens, Tóquio em 1964. Donna de Verona dos Estados Unidos foi a campeã em pódio todo americano. Desde então as americanas são as maiores vencedoras, com quatro títulos, porém o último foi há 31 anos, com Janet Evans em Seul 1988. A ucraniana Yana Klochkova é a única bi campeã olímpica da história tendo vencido os Jogos de Sydney 2000 e Atenas 2004.

Yana Klochkova da Ucrânia

Importante destacar que é nos 400 metros nado livre e nos 400 metros medley que estão os dois melhores resultados da natação feminina do Brasil em Jogos Olímpicos. Piedade Coutinho, quinta colocada nos 400 livre dos Jogos de 1948 em Londres, e Joanna Maranhão quinta colocada nos 400 medley de Atenas 2004.

Joanna Maranhão e seu quinto lugar olímpico 

0 respostas

Deixe uma resposta

Quer juntar-se a discussão?
Sinta-se livre para contribuir!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *