A FINA tem 208 países filiados e talvez dezenas de diferentes critérios para apurar os seus melhores nadadores que estarão no Campeonato Mundial de Gwangju, de 21 a 28 de julho. Este caminho começou desde o dia 1o de março do ano passado e vai até 13 de julho deste ano.

Para ter direito de participar do Mundial, a FINA estabeleceu índices A e B baseados em rankings das temporadas anteriores. Os índices A dão direito para escalar até dois nadadores por prova e as marcas B dão apenas uma vaga por prova.

Países que não tiverem nadadores com as marcas exigidas, tem garantidas quatro vagas, duas para cada sexo, sendo que suas provas serão determinadas pela organização e respeitando o critério de um atleta por prova. Não há limite no total de atletas participantes na competição.

Tem país que faz seletiva com eliminatórias e finais, outros com eliminatórias, semifinais e finais , outros com final direta. Tem país que contabiliza os tempos só das finais, outros como a Espanha exigem tempos nas eliminatórias, nas semifinais e terminar entre os dois primeiros da final.

Tem países com seletiva única, outros com duas como a Austrália e Japão. Tem país que nem faz seletiva e pega tempos das competições internacionais. Aliás, somente as marcas feitas nestas competições previamente registradas na FINA que podem ser usadas como classificatórias.

Este período, março-abril, é o que concentra o maior número de seletivas nacionais, mas vai ter país definindo seus atletas até os últimos dias da janela estabelecida pela FINA. Quem optou por selecionar com mais antecedência foi os Estados Unidos.

O time americano que vai a Gwangju é conhecido desde agosto do ano passado. Foi resultado da combinação dos tempos do USA Nationals e do Pan Pacífico, algo que os Estados Unidos já vem fazendo nestes anos pré-olímpicos há dois ciclos.

O Brasil repete o sistema aplicado desde o ano passado. Apenas provas olímpicas, apenas resultados das finais, dois nadadores por prova, e tempos baseados no ranking mundial de 2018.

O time a ser apurado é de 16 atletas e ainda têm critérios específicos para a entrada dos revezamentos. O Mundial pré-Olimpíada tem um caráter decisivo para os revezamentos olímpicos. Os 12 primeiros colocados das eliminatórias ganham vaga para Tóquio.

Se um revezamento não for para o Mundial ele ainda tem a chance de entrar na repescagem e para isso estar entre os quatro melhores tempos do ranking mundial que se somarão aos 12 classificados de Gwangju.

O mundo das seletivas é interessante e intrigante. Ver critérios, datas e formatos distintos nos faz pensar. As diferentes opções apresentam resultados diversos e muitas vezes controversos.

O objetivo é levar o melhor time e não deixá-lo em casa. Outro objetivo ainda mais importante é fazer o melhor no Mundial e não no caminho para se chegar até lá.

A partir da próxima terça-feira, a nossa melhor piscina, o Centro Aquático Maria Lenk, no Rio de Janeiro, recebe o que temos de mais expressivo na natação nacional para montarmos o time ideal.

Boa sorte a todos nestes últimos dias de polimento!

Coach Alex Pussieldi, editor chefe Best Swimming

3 respostas
  1. PEDRO ALBERTO BALDO FERNANDES
    PEDRO ALBERTO BALDO FERNANDES says:

    Será que a CBDA conseguirá disponibilizar o Ranking Mundial , para o mundial Junior antes do Troféu Brasil ?

    Pela filtro básico do site da Fina não aparece o ano de nascimento .

    Seria bom entrar na disputa tendo a noção do que representa cada tempo né ?

    Abss

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