Hoje é dia de festa para o esporte paralímpico em nosso país. O Comitê Paralímpico Brasileiro está completando 24 anos de existência.

Foi a partir da fundação do Comitê Paralímpico Internacional em 22 de setembro de 1989 que surgiu uma tendência mundial para a criação dos Comitês Paralímpicos Nacionais. Foi na preparação dos Jogos de Barcelona em 1992 onde a existência de tal entidade se fez necessária.

Na época, inúmeras entidades já organizadas faziam competições paralelas movimentando atletas paralímpicos no Brasil. E foi através delas, ABRADECAR, ABDA, ABDC, ANDE e ABDEM que surgiu a criação do nosso Comitê. A decisão veio no dia 9 de fevereiro de 1995, na cidade de Niterói, no Rio de Janeiro.

No dia 19 de junho de 2002, a sede do CPB deixou Niterói para se instalar em Brasília. Lá ficou até o estabelecimento definitivo no Centro Paralímpico Brasileiro em São Paulo, desde 2017.

Na história do movimento paralímpico no Brasil, que em 1958 se sabe que o cadeirante Robson Sampaio de Almeida em parceria com um amigo, Aldo Miccolis, fundaram o Clube do Otimismo, no Rio de Janeiro. Meses depois, o também deficiente Sérgio Seraphin del Grande criava o Clube dos Paraplégicos de São Paulo.

Estes pioneiros trouxeram o esporte paralímpico para o país após observarem a prática esportiva de defiicientes nos Estados Unidos onde faziam tratamento.

O Comitê Paralímpico Brasileiro chega aos 24 anos de vida tendo o deficiente visual Mizael Conrado na sua presidência desde 2017 sucedendo a Andrew Parsons, atual presidente do Comitê Paralímpico Internacional.

O Brasil participa dos Jogos Paralímpicos desde Heidelberg, na Alemanha, em 1972. Nossa primeira medalha veio na segunda edição, Toronto, no Canadá em 1976, uma medalha de prata com a dupla Robson Almeida e Luiz Carlos Costa no lawn bowls, uma espécie de bocha na grama.

Nos Jogos Paralímpicos de Inverno, a estreia do Brasil foi nos Jogos de Sochi, na Rússia, em 2014.

Enquanto até hoje nunca vencemos uma só medalha nos Jogos de Inverno, o Brasil acumula 307 medalhas nas Paralimpíadas de Verão. São 88 ouros, 115 pratas e 104 bronzes.

A melhor campanha do Brasil foi em Londres 2012, 43 medalhas, mas 21 de ouro. No Rio 2016, tivemos 72 medalhas, mas 14 ouros. Nas três últimas Paralimpíadas o Brasil esteve no Top 10 do quadro final de medalhas. Ficamos em nono em Beijing 2008, sétimo em Londres 2012, nossa melhor posição, e em oitavo na última, Rio 2016.

No CPB existe a prática e a disputa de 28 modalidades paralímpicas, de inverno e verão. São nove associações e confederações filiadas a entidade e outras nove reconhecidas.

Nesta data tão importante, a Best Swimming revive um dos momentos mais emocionantes dos últimos Jogos Paralímpicos no Rio 2016. O revezamento 4×100 metros medley masculino que fechou a competição.

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