A FINA anunciou hoje a decisão de seu Painel de Doping no caso do nadador brasileiro Henrique Rodrigues que testou positivo no dia 13 de março para Clostebol em teste surpresa em São Paulo. Mesmo com os argumentos da defesa de Henrique e a mínima quantidade encontrada no exame de Henrique, o Painel decidiu pela suspensão de um ano do nadador no período de 13 de março de 2017 a 12 de março de 2018.

Como Henrique nadou o Troféu Maria Lenk em abril e outro torneio em São Paulo, todos estes resultados devem ser cancelados segundo a decisão da FINA.

Clostebol é uma substância que faz parte da lista proibida da WADA na classe S1.A dos esteróides anabólicos exógenos. É dos mais fracos e com pouca influência direta em performance. É a mesma substância que apontou doping na saltadora Maurren Maggi inicialmente absolvida e depois suspensa por dois anos. No caso de Henrique, foi encontrado apenas 0,1 nanogramas da substância com apenas dois metabólicos, mas mesmo assim a FINA decidiu pela sua suspensão.

A substância Clostebol é encontrada em cremes de cicatrizarão de cortes e ferimentos. Na defesa de Henrique Rodrigues, foi apresentado laudo de quem teria utilizado tal tipo de substância teria sido a namorada do atleta com contaminação cruzada no exame do atleta.

Henrique Rodrigues foi representado pelo advogado Thomas Mattos de Paiva. Henrique Rodrigues é três vezes medalhista de ouro nos Jogos Pan Americanos, duas vezes atleta olímpico e ficou de fora da Seleção Brasileira que foi ao Mundial de Budapeste após não conseguir vaga no Troféu Maria Lenk.

Com a suspensão, Henrique perde o Open em dezembro, mas voltará em tempo da disputa do Troféu Maria Lenk 2018 na briga por uma vaga do time que vai ao Pan Pacífico de Tóquio, no Japão.

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