O dia a gente já sabe, 29 de julho, a hora também, vai ser próximo do meio dia em Budapeste, na Hungria, pouco mais das sete da manhã em Brasília. O atleta também, é o fluminense Guilherme Pereira da Costa, natural de Itaguaí, o caçula da equipe brasileira que vai ao Mundial.

O desafio é fazer algo que nunca nenhum nadador da América do Sul conseguir. São 1500 metros, 15 tiros de 100, nadando abaixo do minuto e finalmente quebrar a barreira dos 15.

Se ninguém conseguiu isso na América doSul, nadadores de 24 países já alcançaram tal feito. No total, são 72 nadadores que conseguiram quebrar a barreira desde 22 de julho de 1980, quando o russo Vladimir Salnikov fez isso pela primeira vez. Era a Olimpíada de Moscou e Salnikov, o favorito para vencer. Nadou para 14:58.27 fazendo história.

Desde então, estes 72 nadadores nadaram 372 vezes abaixo dos 15 minutos. O brasileiro que mais chegou perto foi Guilherme Costa e seu recorde sul-americano de 15:02.18. Baixar pouco mais de dois segundos é o desafio para ele.

Entretanto, Guilherme e seu treinador, Rogério Karfunkelsein querem mais que isso. O projeto não é só quebrar a barreira, é fazer a prova da vida. E se isso ocorrer, Guilherme não só bate o seu recorde continental como briga por vaga na final da prova.

A projeção é de que entre 14:56-14:57 seja o suficiente para estar na final, talvez um pouco mais, talvez um pouco menos. O balizamento das provas de fundo (400 para cima) reúnem os 20 melhores tempos nas duas últimas séries. Guilherme vai balizado com os 15:06.35 que fez no Maria Lenk. Isso, provavelmente lhe deixa numa posição de Top 25, fora das duas últimas séries. A tendência é nadar na última série anterior as duas principais.

Guilherme Costa. Trofeu Maria Lenk. Parque Aquatico Maria Lenk. 06 de Maio de 2017, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Foto: Satiro Sodré/SSPress/CBDA

Fazendo um levantamento, a última vez em competições internacionais que não foi preciso quebrar a barreira dos 15 minutos para se chegar a final foi no Mundial de Barcelona, em 2013. O britânico Daniel Fogg ganhou a oitava vaga com 15:00.48. No último Mundial, o ucraniano Mykhailo Romanchuk foi o oitavo nas eliminatórias com 14:57.82. No ano passado, o norueguês Henrik Christiansen ficou com a oitava vaga para a final com 14:55.40.

A Olimpíada é fora da curva. Não vai ser tão forte, pelo menos é a projeção dos tempos da temporada. Este ano são só nove atletas abaixo dos 15 minutos.

Veja aqui por país o número de nadadores abaixo dos 15 minutos na história –
Estados Unidos – 11
China – 9
Austrália – 8
Grã-Bretanha – 7
Itália – 5
Rússia – 4
Polônia – 3
França – 3
Alemanha – 3
Japão – 3
Hungria – 2
Ucrânia – 2
Tunísia – 1
Canadá – 1
Ilhas Faroe – 1
Coreia do Sul – 1
Grécia – 1
Egito – 1
Noruega – 1
Espanha – 1
África do Sul – 1
Holanda – 1
Dinamarca – 1
República Tcheca – 1

Aqui o número de atletas abaixo da barreira dos 15 minutos nos últimos anos:
Atletas abaixo dos 15 minutos por ano
2017 – 9
2016 – 20
2015 – 17
2014 – 16
2013 – 10
2012 – 13
2011 – 10

Trofeu Maria Lenk. Parque Aquatico Maria Lenk. 06 de Maio de 2017, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Foto: Satiro Sodré/SSPress/CBDA

O ranking mundial dos 1500 livre em 2017:
14:37.08 Gregorio Paltrinieri da Itália
14:48.21 Gabrielle Detti da Itália
14:51.21 Mack Horton da Austrália
14:51.48 Daniel Jervis da Grã-Bretanha
14:54.07 Wojciech Wojdak da Polônia
14:54.95 Jack McLoughlin da Austrália
14:55.18 Mykhailo Romancuk da ucrânia
14:59.56 Henrik Christiansen da Noruega
14:59.73 True Sweetser dos Estados Unidos
15;01.31 Robert Finke dos Estados Unidos
15:01.42 Jan Micka da República Tcheca
15:01.82 PJ Ransford dos Estados Unidos
15:02.12 Tom Derbyshire da Grã-Bretanha
15:02.18 Guilherme Costa do Brasil

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