Inspirados pelos recorde de 17 anos quebrado por Gabriele Detti na Itália e principalmente o recorde de 33 anos do venezuelano Marcos Lavado, a Best Swimming foi buscar os recordes mais antigos da natação mundial em piscinas de 50 metros. Fizemos um levantamento dos recordes mundiais, continentais e alguns dos principais recordes nacionais ao redor do planeta. Confira o levantamento.

Mundial


A marca mundial mais antiga é anterior aos trajes mais tecnológicos de 2009. É dos Jogos Olímpicos de Beijing, 10 de agosto de 2008, Michael Phelps e seus espetaculares 4:03.84 para os 400 medley.

Phelps já era o recordista mundial da prova desde 2002 quando quebrou a marca de Tom Dolan no Campeonato Americano fazendo 4:11.09. Depois disso, quebrou o recorde seis vezes até 4:05.25 feitos no Olympic Trials de 2008 cerca de 40 dias antes dos Jogos de Beijing.

Na prova olímpica, Phelps dominou desde o princípio conquistando o primeiro dos seus oito ouros daquela Olimpíada. Já se utilizavam trajes tecnológicos em 2008, todos os atletas nadavam com os bodysuits completos, mas os trajes não tinham a mesma flutuabilidade e compressão dos trajes de 2009, considerados os mais benéficos na história da natação.

Desde o recorde de Phelps, ninguém conseguiu chegar nem perto dele. Ryan Lochte e seu ouro olímpico de Londres 2012 com 4:05.18 foi quem mais se aproximou.

Veja a prova de Phelps e o recorde mundial mais antigo 

Europeu


Na mesma prova de Phelps em 2008, foi lá que aconteceu o mais antigo dos recordes europeus. Os Jogos de Beijing em 2008 ainda mantém quatro dos recordes europeus, Laszlo Cseh tem o mais velho deles quando ficou com a medalha de prata nadando para 4:06.16.

O húngaro também foi quem mais se aproximou de sua imbatível marca até hoje, foi no Mundial de Roma no ano seguinte quando marcou 4:07.37. Nenhum nadador europeu além de Cseh conseguiu nadar abaixo da barreira dos 4:10 desde então.

Ásia
Os dois recordes asiáticos mais antigos aconteceram no mesmo dia: 13 de agosto de 2008, Jogos Olímpicos de Beijing. No feminino, a chinesa Pang Jiaying marcava 1:55.05 nos 200 metros nado livre terminando com a medalha de bronze na prova. No mesmo dia, nos 200 borboleta masculino,Takeshi Matsuda do Japão foi bronze com 1:52.97. Nesta prova dos 200 borboleta, quatro recordes continentais foram quebrados e Michael Phelps quebrou o recorde mundial vencendo com 1:52.03.

https://www.youtube.com/watch?v=2Fez4am5j4g

África

24 Aug 1999: Penny Heyns of South Africa in action whilst winning the 100 metres breastroke gold medal during day three of the Pan Pacific Swimming Championships at the Aquatic Centre, Homebush, Sydney, Australia. Mandatory Credit: Nick Wilson/ALLSPORT

Este ano o recorde mais antigo do continente africano vai fazer 18 anos. É de Penny Heyns da África do Sul e seus 1:06.52 nos 100 metos nado peito do Pan Pacífico de 1999 em Sydney, na Austrália.

A marca, na época, foi recorde mundial, a sexta e última vez que Heyns quebrou o recorde da prova. Cinco dias depois, Heyns quebrava o recorde mundial dos 50 peito, recorde africano que também se mantém imbatível até hoje.

Não há vídeo disponível na marca de Penny Heyns, mas encontramos o recorde dos 50 peito batido poucos dias depois. Vale o registro da época.

Oceania


Duas do Mundial de 2001 em Fukuoka, uma de Ian Thorpe outra de Grant Hackett, são os recordes mais velhos do continente. A de Thorpe nos 200 livre com 1:44.06 é quatro dias mais velha do que os 1500 livre de Hackett e seus 14:34.56.

As duas marcas foram recordes mundiais na época. Os 200 livre de Thorpe ficaram como marca mundial até 2007 quando Phelps nadou para 1:43.86 no Mundial de Melbourne. O de Hackett durou ainda mais, considerado o recorde mais duradouro da natação moderna. Foram 10 anos até Sun Yang da China vencer o Mundial de Shanghai em 2011 com 14:34.14.

Vídeo dos 200 livre de Ian Thorpe em 2001 

América do Sul


No próximo dia 14 de agosto, o recorde sul-americano dos 400 medley de Georgina Bardach vai completar 13 anos. A marca da argentina foi obtida na final olímpica de Atenas onde Bardach terminou com a medalha de bronze.

Nenhum outro recorde se aproxima desta marca. As outras marcas mais antigas datam da era dos trajes tecnológicos de 2009. Nos 400 medley feminio, quem mais se aproximou do tempo de Georgina Bardach foi Joanna Maranhão no bronze dos Jogos Pan Americanos de Toronto em 2015 com 4:38.07.

Alguns dos principais recordes nacionais mais antigos:

Brasil


A natação brasileira foi uma das mais beneficiadas pelos trajes tecnológicos no cenário internacional. 22 de nossos recordes nacionais são de 2009.

Os dois mais antigos aconteceram no mesmo dia, os 200 peito feminino com Carolina Mussi e o masculino com Henrique Barbosa. O fortíssimo Maria Lenk daquele ano foi recheado de marcas espetaculares muitos recordes sul-americanos e até um recorde mundial com Felipe França.

Carolina Mussi nadou os 200 peito para 2:27.42. A marca já não é mais recorde sul-americano quebrado por Julia Sebastian da Argentina no ano passado com 2:27.03 no Sul-Americano, mas nenhuma brasileira conseguiu quebrar a barreira dos 2:30 desde então.

Henrique Barbosa levou o recorde sul-americano nos 200 peito, estes imbatíveis até hoje com impressionantes 2:08.44. Foi o próprio Henrique quem mais se aproximou deste tempo desde então. Meses depois, no Mundial de Roma nadou para 2:08.56, sendo até hoje o único nadador brasileiro a nadar abaixo dos 2:09 nos 200 peito.

Estados Unidos


O mais antigo recorde da natação americana é do Olympic Trials de 2008 em Omaha. Katie Hoff quebrou o recorde americano e mundial com 4:31.12. Cerca de 40 dias depois, ficaria com o bronze olímpico na prova com 4:31.71. O ouro foi da australiana Stephanie Rice que com 4:29.45 recuperava o recorde mundial.

Austrália
São as marcas continentais citadas, os 200 livre de Ian Thorpe e os 1500 livre de Grant Hackett do Mundial de Fukuoka em 2001.

Japão


No mês passado completou 13 anos. É de Sachiko Yamada nos 800 metros nado livre feminino com 8:23.68 feitos no Campeonato Japonês em 23 de abril de 2004. A competição era seletiva para a Olimpíada de Atenas e foi uma japonesa que levou o ouro olímpico, Ai Shibata com 8:24.54. Yamada ficou nas eliminatórias, nadou mal, piorou 12 segundos e terminou em 12o lugar com 8:36.4i.

China
Além do recorde de Pan Yiaying nos 200 livre feminino já citado entre os mais antigos do continente asiático, no mesmo dia 13 de agosto de 2008, Wu Peng nadou os 200 borboleta para 1:54.35. Peng terminou aquela Olimpíada de Beijing em quarto lugar empatado com o neo-zelandês Moss Burmester a 38 centésimos do bronze.

Prova dos 200 livre feminino nos Jogos de Beijing 2008

https://www.youtube.com/watch?v=bQ5at_4pQ1A

Alemanha

Anke Mohring, no meio, prata nos 400 livre dos Jogos de Seul 1988

Este é antigo. No dia 17 de agosto, vai completar 38 anos! É de Anke Möhring nadando no Campeoanto Europeu em Bonn marcando 4:05.84. A marca nem foi recorde mundial e se mantém intocável até hoje. Cinco dias depois, Möhring marcava 8:19.53 nos 800 livre, outro recorde nacional da Alemanha que se mantém intocável até hoje.

Grã-Bretanha


David Davies ainda mantém dois recordes britânicos. Já aposentado como nadador de águas abertas, Davies deixou os recordes dos 800 e 1500 metros nado livre. A marca dos 1500 é cinco anos mais velha, ainda remanescente dos Jogos Olímpicos de Atenas em 2004.

Foi no dia 21 de agosto, Davies foi medalha de bronze na prova com 14:45.95 ficando a apenas dois segundos do medalhista de ouro Grant Hackett da Austrália.

Final olímpica dos 1500 livre em Atenas 2004 

França


O recorde dos 200 borboleta de Frank Esposito 1:54.62 completou 15 anos no mês passado. Esposito fez a marca no Campeonato Francês em Chalon-sur-Saône no dia 18 de abril de 2002. A marca, na época, ficou a apenas quatro centésimos do recorde mundial de Michael Phelps.

Itália
Com o recorde dos 400 livre quebrados por Gabriele Detti no Campeonato Italiano em abril, agora, o recorde italiano mais antigo é de 2007, Luca Marin e seus 4:09.88 no Campeonato Mundial em Melbourne, na Austrália.

Marin foi medalha de bronze na prova muito próximo da prata de Ryan Lochte, 14 centésimos a sua frente. Na altura dos 300 metros, Lochte estava quase um segundo e meio em vantagem sobre o italiano.

Recorde recém quebrado por Gabrielle Detti nos 400 livre no Italiano em abril 

E o recorde que ele quebrou de Massimiliano Rosolino de Sydney 2000 

Aqui o novo recorde mais antigo da Itália, Luca Marin bronze no Mundial de 2007 

Venezuela
Marcos Lavado quebrou o recorde nacional mais antigo da América do Sul ao nadar os 200 borboleta para 1:56.98 numa competição em Barbados. A marca era histórica para a natação venezuelana. Pertencia a Rafael Vidal desde 3 de agosto de 1984 quando ele ganhou a medalha de bronze com 1:57.51. Na época, o tempo era recorde das Américas.

Recorde histórico de Rafael Vidal em 1984 

2 respostas
  1. Daniel Takata
    Daniel Takata says:

    Excelente matéria!

    Só uma correção, o recorde alemão dos 400m livre Anke Mohring irá completar 28 anos, e não 38. E o recorde dos 800m livre dela é mais antigo: é de 1987, então irá completar 30 anos.

    Indo para países menos tradicionais, alguns recordes duradouros são dignos de nota.

    A belga Isabelle Arnould foi finalista nos 400m (4:11.71) e 800m (8:34.56) livre em 1988, que persistem como recordes da Bélgica por quase 29 anos.

    A romena Tamara Costache foi vice-campeã mundial dos 50m livre em 1986 com 25.28, e irá completar 31 anos como recorde nacional.

    E Andrew Phillips, único nadador jamaicano finalista olímpico no masculino, bateu recordes nacionais em 1984 nos 200m medley (2:05.60) e 400m medley (4:27.98). Foi finalista na primeira prova e os tempos são recordes nacionais há quase 33 anos.

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