2016, ah 2016.

Uns falam mal de você, outros nem tanto, tem gente até que te ama. Pergunta para Katinka Hosszu? Para Michael Phelps? Adam Peaty, Poliana Okimoto, até mesmo este que vos escreve. Além de ter participado de coberturas históricas pelo SporTV, tanto nos Jogos Olímpicos como nos Paralímpicos, ainda tive o prazer de rodar o país e o exterior. Foram 19 clínicas do Coach!

Ufa, que ano bom. Ou melhor, nem tanto, afinal nestes tempos de intolerância, onde a dicotomia é abundante, tivemos um ano de tragédias, de dor, de crise. A incerteza do que vem pela frente neste 2017 e depois, é um drama. Tão grande quanto o fim de gestão de Coaracy Nunes a frente da CBDA envolvido numa série de acusações ainda em andamento e numa tensa eleição marcada para março.

Seja quem for o presidente, está na hora de mudar. Ou melhor, 28 anos, passou da hora. Uma pena que Coaracy Nunes, que tanto fez pela aquática nacional, mudou a história e a dimensão do nosso esporte, não vai ficar marcado pelo que fez de bom, e sim pela eternidade que se manteve no cargo, isso sem falar nos problemas com a justiça.

2016 foi duro com a natação brasileira. Passamos em branco nas Olimpíadas e a projeção de corte de gastos nos clubes é grande para o próximo ano. Uma leva grande de gente boa indo para os Estados Unidos, vamos precisar reciclar para o início de um novo ciclo. Tem muita gente boa vindo das categorias de baixo!

As águas abertas foi diferente, como uma medalha faz diferença…. Nossas estrelas seguem entre as principais do mundo, alguns novos nomes aparecendo e o calendário nacional foi um sucesso, uma evolução e tanto em relação as temporadas passadas.

2016 foi igual a todos os anos. Ano que nos dividiu e também nos uniu. A tragédia da Chapecoense fez todos nós mudarmos a nossa visão da vida. O Rio 2016 foi motivo de orgulho, de satisfação e muita emoção. Não sei vocês, mas perdi as contas de quantas vezes chorei. Nas medalhas conquistadas, nas vitórias mais difíceis. Reconheço, sou chorão! Com Phelps, com Thiago, com Poliana, com Ana Marcela, com Daniel Dias, bah com Susana Schnarndorf fui aos prantos, e com o tubarão Clodoaldo, não sabia se chorava ou gargalhava. Fizemos uma bela festa e afortunado de ter vivido tudo isso tão intensamente.

Pouca gente sabe, mas no Rio 2016, trabalhei muito. Stress, baixa de defesa, até uma erisipela, fui parar no hospital. Nada que diminuísse a paixão e o prazer de ter feito parte desta festa.

Um ano que machucou, que alegrou, que deixa saudades, mas principalmente esperança. Afinal, 2017 vai ser um ano igual a todos os outros. Cheio de coisas para se falar, para se reclamar, para se lembrar.

Feliz ano novo a todos vocês.

1 responder

Deixe uma resposta

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *