Estados Unidos campeão, Katinka Hosszu e Chad Le Clos os melhores do Mundial

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FABIOLA MOLINA

Terminou o Campeonato Mundial de Piscina Curta em Windsor. A 13a edição da competição teve os Estados Unidos de volta ao topo do pódio repetindo 2012 em Istambul e depois de uma péssima campanha em 2014 em Doha, quando o Brasil foi campeão. Time americano que havia ganho apenas duas medalhas de ouro no último Mundial, desta vez subiu ao pódio 30 vezes, 2 medalhas de ouro, 14 de prata e 7 de bronze. Katinka Hosszu, sem dúvida, o grande nome da competição, e sua Hungria ficaram em segundo lugar com 11 medalhas, sendo 7 de ouro, 2 de prata e 2 de bronze. Katinka foi responsável pelos 7 ouros e mais 2 pratas, sendo a primeira nadadora da história a ganhar nove medalhas em campeonatos mundiais de piscina curta.

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Katinka Hosszu e o sul-africano Chad Le Clos foram premiados pela FINA com os prêmios de melhores nadadores da competição. Um sistema de pontos contabilizando pódios e recordes deu a Dama de Ferro um total de 42 pontos e 20 para o sul-africano. A jamaicana Alia Atkinson e a americana Leah Smith com 10 pontos ficaram em segundo no feminino e o sul-coreano Tae Hwan Park em segundo no masculino com 15 pontos.

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Um total de 18 recordes foram quebrados no Mundial. Dois recordes mundiais, sete recordes de campeonato, quatro recordes da Ásia, um recorde da Oceania, três recordes americanos e um recorde africano. O Mundial também teve a estatística apresentada pela Best Swimming como a competição com o maior número de “no shows” da história. Foram 203 desistências de atletas inscritos e que não apareceram em suas raias. Um aumento de quase 100% sobre as 115 ausências do último Mundial.

Veja o resumo das provas do último dia:
Revezamento 4×50 livre feminino –

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Uma surpresa, até mesmo para a canadense Penny Oleksiak em sua entrevista ao repórter Bruno Côrtes do SporTV. Vitória canadense com 1:35.00, 37 centésimos a frente da Holanda e 61 centésimos da Itália. O time americano pela primeira, e única, vez em toda competição disputou uma final de revezamento sem levar uma medalha. Melhor parcial da prova para Ranomi Kromowidjojo da Holanda com 23.11.

1500 livre masculino –

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Espetacular resultado para o sul-coreano Tae Hwan Park, que competição! Depois de vencer os 200 e 400 metros nado livre, Park teve seu dia de “Dama de Ferro”. Encarou os 1500 e 100 metros nado livre, “back to back”, mais impressionante até mesmo que a campanha de Katinka Hosszu. Foi sair de uma prova para a outra. Nos 1500 livre, prova onde Park apareceu na juventude e não nadava há um bom tempo ele surpreendeu. Venceu com 14:15.51 novo recorde nacional de seu país, novo recorde asiático e novo recorde de campeonato superando os 14:16.10 do italiano Gregorio Paltrinieri. Este, até tentou, ficou na briga até por volta dos 1250 metros, chegando na segunda colocação com 14:21.94. A medalha de bronze ficou para o polonês Wojciech Wojdak com 14:25.37.
O tempo de Park é o quarto melhor tempo dos 1500 metros nado livre em piscina curta na história. Antes desta prova, Park nunca havia quebrado a barreira dos 14:30. Já havia sido a primeira vez na história dos Mundiais de Curta que um mesmo nadador vencia os 200 e 400 livre, agora Park adicionou este ineditismo dos 200 aos 1500.

100 livre masculino –

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Primeira medalha de ouro na carreira internacional para o lituano Simonas Bilis vencendo com 46.58, apenas um centésimo a frente do japonês Shinri Shioura. Beneficiado por quase 10 centímetros a mais na altura, Bilis que foi oitavo colocado nos 50 metros nado livre nos Jogos Olímpicos do Rio 2016 e medalha de bronze nos 50 livre em Windsor, aproveitou o que tem de melhor, sua velocidade. Saiu forte, esteve o tempo todo na frente e passou com 22.01 para voltar com 24.57 e vencer com novo recorde nacional de 46.58. Ele já havia feito o seu melhor nas semifinais com 46.73. Treinando nos Estados Unidos, na Universidade da North Carolina State, Bilis é o recordista nacional da Lituânia nos 50 e 100 livre, tanto em piscina curta como em piscina longa.
Medalha de prata para Shinri Shioura do Japão 46.59, recorde asiático, e bronze para Tommaso D’Orsogna da Austrália 46.70. Tae Hwan Park terminou seu desafio em sétimo lugar com 47.09.

200 peito feminino –

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Outra prova decidida na batida, e novamente apenas um centésimo de diferença entre a primeira e segunda colocada. Vitória britânica com Molly Renshaw marcando 2:18.51 contra 2:18.52 de Lauren Wog do Canadá. Chloe Tutton que nadou quase o tempo todo na frente chegou perto, em terceiro com 2:18.83. Foi a primeira e única vitória britânica na competição.

200 costas masculino –

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Sem chances, Radoslaw Kawecki da Polônia se sagrou tri campeão mundial da prova liderando de ponta a ponta e com facilidade 1:47.63, segundo tempo do mundo em 2016. Jacob Pebley dos Estados Unidos ficou em segundo 1:48.98 e o japonês Masaki Kaneko em terceiro com 1:49.18. O melhor tempo do mundo no ano e atual recordista mundial da prova, Mitchell Larkin, chegou em quarto lugar com 1:49.25.

100 borboleta feminino –

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Que prova! As quatro primeiras colocadas bateram os recordes nacionais de seus países. Katinka Hosszu ganhou sua última medalha de ouro, a sétima na competição, nadou para 55.12 superando o seu recorde húngaro. Kelsi Worrell chegou em segundo, completou sua terceira medalha de prata nas provas de borboleta e o terceiro recorde americano com 55.22. Rikako Ikee do Japão foi bronze com 55.64, novo recorde japonês e recorde mundial júnior. Para completar a festa dos recordes, Katerine Savard do Canadá ficou em quarto lugar com 56.15, novo recorde nacional de seu país.
A brasileira Daiene Dias repetiu a oitava colocação do Campeonato Mundial de Doha em 2014. Nadou para 57.56. Seu melhor foi no Finkel em setembro com 56.83.

50 peito masculino –

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Quando parecia que a briga estaria nas raias do meio, Cameron van der Burgh usou a sua tradicional saída espetacular para mudar o jogo. Saiu na frente e ali se manteve até o final para vencer com 25.64, apenas um centésimo do recorde de campeonato. O sul-africano que havia ficado de fora da final dos 100 peito e não parecia forte nos 50 peito, nadou bem na hora certa para vencer o seu primeiro título mundial de piscina curta na prova dos 50 peito.
Peter Stevens da Eslovênia que treina na Universidade do Tennessee chegou em segundo lugar com 25.85 e o brasileiro Felipe Lima nadando pela primeira vez na carreira abaixo dos 26 segundos em terceiro com 25.98. O outro brasileiro na prova, Felipe França, chegou na quinta colocação empatado com o sul-africano Giulio Zorzi com 26.13.
Os dois atletas que venceram Felipe Lima são os recordistas mundiais da prova em piscina longa. Van der Burgh no absoluto e Stevens na categoria júnior.

50 livre feminino –

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Última prova individual do programa, a holandesa Ranomi Kromowidjojo não deu chances para ninguém. Saiu forte e na frente, ali se manteve para vencer com o segundo tempo do mundo com 23.60. Silvia di Pietro da Itália ficou em segundo lugar com 23.90 e a americana Madison Kennedy na raia 8 levou o bronze com 23.93.

Revezamento 4×100 medley masculino –

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A Rússia se sagrou campeã com 3:21.17, mais de dois segundos de vantagem sobre a Austrália vice campeã com 3:23.56 e o Japão em terceiro 3:24.71. A equipe americana havia ficado em segundo lugar, mas foi desclassificada por virada irregular de Cody Miller executando múltiplas pernadas de borboleta na filipina.
No time russo os parciais de Andrei Shabasov 50.30, Kirill Prigoda 55.78, Aleksandr Kharlanov 49.51 e Vladimir Morozov fechando com 45.58. Morozov com este ouro, completou um total de sete medalhas na competição, o maior medalhista entre os homens.

Revezamento 4×100 medley feminino –

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A americana Kelsi Worrell chegou a sair da equipe de revezamento dos Estados Unidos após chocar de cabeça com outro nadador na piscina de soltura. Ela teve de ser medicada e até levou dois pontos no supercílio. Worrell pediu e nadou a prova para o time americano fazendo o expressivo parcial de 55.48.
Estados Unidos campeão com novo recorde de campeonato 3:47.89, Canadá em segundo 3:48.87 e Austrália em terceiro com 3:49.66. Os parciais do time campeão: Alexandra de Loof 56.68, Lilly King 1:03.71, Kelsi Worrell 55.48 e Elizabeth Comerford 52.02.

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