Contribuição especial do treinador brasileiro Rodrigo Zacca, radicado em Portugal, que participou da 2a Convenção da Federação Portuguesa de Natação com o tema “Rumo a Tóquio 2020”.

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A “II Convenção Portuguesa de Natação – Rumo a Tóquio 2020” realizou-se hoje no Instituto Universitário da Maia, 15 km ao norte da cidade do Porto. Encerrado o ciclo olímpico/paralímpico Rio 2016, dá-se inicio a um novo período de preparação e competição rumo a Tóquio. Preocupada em preparar 2020, a Federação Portuguesa de Natação-FPN organizou um evento visando um momento de partilha e ‘networking’ entre as diferentes áreas e instituições que constituem a Natação Portuguesa.

Pela manhã o Comitê Olímpico de Portugal apresentou um balanço da participação Portuguesa nos Jogos no Rio, natação, maratonas aquáticas, natação paralímpica. José Manuel Constantino, presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), pediu “mais seletividade dos atletas que integram o programa de preparação olímpica” para Tóquio-2020. “49% dos atletas apoiados não conseguiram confirmar o apuramento para os Jogos do Rio de Janeiro”, um percentual muito alto, afirmou José. Ainda, Constantino relatou que 60% dos atletas apresentaram performances abaixo do que de suas melhores marcas. José também manifestou preocupação com a avaliação e controle dos treinamentos dos atletas.

Já António José Silva, presidente da Federação Portuguesa de Natação (FPN), considera que os Jogos têm de ser projetados muito além de apenas um ciclo olímpico: “Não podemos continuar a projetar a quatro anos os Jogos, tem de se perspetivar a três ciclos olímpicos, em 2024 as esperanças olímpicas e em 2028 a deteção de talentos”. Citando o centro de treinamento do Jamor e o Estádio Universitário de Lisboa, o Sr. António José Silva demonstrou preocupação com as infraestruturas desportivas e seu aproveitamento a fim de otimizar os locais de treino. Mesmo satisfeito com a performance lusa nos jogos, é possível um melhor aproveitamento do financiamento anual da FPN, ressalta José Silva.

No início da tarde foi apresentado o novo e inédito Departamento de Fisioterapia da FPN. Na sequência, os participantes tiveram a oportunidade de assistir a apresentação dos planejamentos para o alto nível para natação, natação adaptada, águas abertas, nado sincronizado e pólo aquático. Todas as sessões foram realizadas no mesmo horário, em salas separadas, o que infelizmente tornou inviável que assistíssemos mais de uma sessão. A criação de “um Centro de Alto Rendimento Universitário” no próximo, provavelmente em Coimbra, foi mencionada pelo diretor-técnico nacional, José Machado. Nas sessões da tarde os presentes tiveram a oportunidade de verificar, além do planejamento, os critérios de convocações para concentrações, estágios, eventos internacionais (FINA e LEN) e outras competições relevantes. A possibilidade de uso de trajes térmicos nas provas de águas abertas a partir de janeiro do próximo ano foi muito celebrada na sessão de águas abertas, já que a temperatura da água em quase todas as regiões do país é extremamente fria durante boa parte do ano.

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1 responder
  1. Robson
    Robson says:

    Sei que a vida de imigrante não é fácil, já fui imigrante e conheçon as dificuldades de uma pessoa que sai do seu país de origem.
    Tenho uma página no facebook, nela dá pra conhecer melhor Portugal a realidade da vida Num Pais estrangeiro… deixei o link pra vocês conhecerem.

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