Começou hoje na piscina do Internacional em Santos o Troféu José Finkel. A competição marca a despedida do treinador australiano Scott Volkers do comando do Minas Tênis Clube após quatro anos de trabalho. O clube mineiro, atual vice campeão da competição, e um dos postulantes ao título, já anunciou o treinador Eduardo Santos, o Dudu, como treinador chefe interino até que o processo de seleção para a escolha do novo comandante seja concluído.

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Abaixo, a Best Swimming fez uma entrevista com o diretor do Minas Tênis Clube Carlos Rocha Azevedo que apresenta em detalhes os projetos e os rumos do novo programa a ser instalado no clube.

Best Swimming – Chegou ao fim o projeto Scott Volkers e foi um ciclo olímpico como havia sido proposto e como você avalia os resultados e as respostas dentro do programa.
Carlos Rocha Azevedo – Quando da avaliação e a decisão de trazer o Scott,foi feito um projeto com metas determinadas e um planejamento a ser alcançado.
Os resultados macro foram alcançados ou seja Rio 2016 e o mais importante foi a mudança, planejada, de mentalidade e abordagem nas preparações e avaliações dos atletas e treinadores.

Best Swimming – Não há dúvida de que os melhores resultados aconteceram ao final do projeto, a última temporada foi a mais significativa, e qual o projeto que o clube pretende tocar daqui para a frente?
Carlos Rocha Azevedo – A própria afirmação acima confirma e evidencia um planejamento, já que o resultado foi trabalhado e construído nos 5 anos do projeto.A equipe foi sendo montada e moldada para isso.Estamos agora trabalhando na montagem dos próximos ciclos olímpicos 2020 e 2024.
O Minas é um clube que trabalha com a continuidade e tranquilidade no que tange cargos.A palavra que melhor define é a confiabilidade de atitudes e obrigações.

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Best Swimming – O clube já trabalha com algum nome? Seria nacional ou internacional?
Carlos Rocha Azevedo – O Minas estará abrindo para um proceso de contratação, pesquisa interna e externa.Os treinadores do Minas estarão competindo com qualquer outro treinador para o cargo,inclusive internacionalmente.O que estaremos procurando é um profissional com perfil gerencial e com interlocução horizontal e vertical para poder administrar processos e levar adiante o planejado. As especificações do trabalho estarão a disposição de todos os interessados, mas todos os treinadores terão que apresentar um projeto e uma meta para o Minas do que pretendem e aonde querem chegar nos próximos 4 anos a partir de 2017.

Best Swimming – Qual a função e a responsabilidade que o Dudu vai ter durante este processo?
Carlos Rocha Azevedo – Tanto o Dudu como o Vaccari terão um função importante em todo o processo e o dia a dia pois tem a confiança do Minas como profissionais exemplares e levarão adiante o que o Scott deixou como legado profissional.Neste momento a escolha do Dudu como treinador da ponta foi uma indicação do próprio Scott, que mereceu nossos aplausos, pela própria história de vitórias dele e a sua participação na equipe do Brasil na Rio2016.

Best Swimming – O Minas também teve mudanças na base, qual o projeto para este segmento e se estaria conectado com o trabalho da elite?
Carlos Rocha Azevedo – Com a saída do Amauri Machado e a chegada do Mauro Dinis demos sequência a evolução do nosso projeto da base, já que o treinador principal da base é uma função tão importante do que o treinador da ponta. Fato este inclusive reconhecido pela própria CBDA que criou o projeto para a base e tendo o Amauri como coordenador.
Temos vários atletas,formados no clube com um brilhante futuro pela frente nesse próximo ciclo.A base do Minas esta sempre conectada com a ponta pois em razão da própria localizaçao geografica do Minas e do tamanho e a falta de competitividade em Minas temos que ter uma base interna,própria e forte,pois não podemos nos apoiar em outros clubes e ou cidades para obter atletas novos.

Best Swimming – Em nível de investimento o clube teve o suporte da Fiat para estes anos, existe alguma empresa comprometida com o próximo projeto ou ainda está em discussão.
Carlos Rocha Azevedo – Isso é algo que ainda está em discussão e principalmente se adequando a nova realidade da economia nacional.

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Best Swimming – Como foram estes últimos dias de trabalho de Scott Volkers a frente do clube?
Carlos Rocha Azevedo – Tivemos um momento de entrega de uma placa de parabéns para o Scott pelas conquistas durante a sua passagem pelo Minas semana passada com a presença do Presidente, do pessoal das equipes multidisciplinares e dos atletas da equipe de ponta.
Lembrando sempre que nada se consegue sozinho e ai a vinda dele demonstrou coragem em aceitar um desafio.O Presidente parabenizou o mesmo e as minhas palavras foram de que o Scott foi um profissional exemplar no que tange a sua atitude e de que ele trouxe para o Minas uma visão e experiencia que nenhum treinador brasileiro teve até hoje.No Minas houveram debates e contrapontos o que evidenciou a troca de informações e atidudes já que culturalmente somos diferentes e ao debater as diferentes opiniões e visões todos cresceram profissionalmente. Os acertos e posições positivas foram valorizadas e os erros e divergências debatidos e corrigidos com todos participando do processo de aprendizado inclusive o Scott,no que diz respeito a novos conceitos,situações e visões culturais.
Posso afirmar que ele ajudou o Minas a caminhar para a frente e desejo toda a felicidade e sucesso que a vida lhe reserva.

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