Uma festa, na verdade, um grande show. Uma produção incrível, algo que o nosso esporte precisa e só tem aqui. Na entrevista de abertura do evento, o CEO da USA Swimming, Chuck Wielgus dizia, sem modéstia: “Esta é nossa semana de Super Bowl”. Outro depoimento, o jornalista Alan Abrahmson publicou em seu site “Trials, atletismo, saltos ornamentais, ginástica, todos tem. Nenhum faz a festa, a promoção que a natação faz”.

Veja abaixo as últimas notas na nossa cobertura desta semana de USA Olympic Trials:

A REVERÊNCIA AO PASSADO
Americano é bom nisso. Reconhecer, preservar a história, homenagear o passado, faz parte da cultura deste país. Haviam dezenas de ex-nadadores nas arquibancadas, sendo homenageados, participando do evento. O mestre de cerimônia na piscina foi Brendan Hansen, três vezes olímpico e seis vezes medalhista, três delas de ouro.

ELA DISSE SIM!
O momento mais amoroso da competição ficou, disparado, com o pedido de casamento (aceito) de Logan Schaeffer para a fundista Lindsay Vrooman, após a noite de sábado quando Vrooman ficou em quarto lugar nos 800 metros nado livre 8:29.10. Schaeffer é ex-nadador de Indiana, atualmente técnico e que tem trabalhado nos últimos anos como treinador pessoal de Cody Miller.

O SEGUNDO MAIS VELHO DA HISTÓRIA
Anthony Ervin se tornou no segundo nadador americano mais velho a pegar a equipe olímpica. Vai chegar ao Rio com 35 anos e 100 dias. O mais velho da história é Edgar James Adams, integrante do time olímpico de 1904 que nadou a Olimpíada de St. Louis com 36 anos e 153 dias. Os Jogos daquele ano foram disputados em piscina de jardas e Adams foi quarto colocado nas provas de 880 e 1650 jardas livre. Ele ainda nadou o revezamento 4×50 livre onde só teve equipe americana, equipes A, B, C e D. Adams nadou a B e terminou em quarto.

JÁ COMEÇOU O TRABALHO
Neste domingo, pouca gente competiu, apenas duas provas finais, mas muita gente treinou. Os olímpicos além da piscina já estavam na sala de musculação. Principalmente Missy Franklin que iniciou o seu trabalho para o Rio 2016.

UM CENTÉSIMO EM 2012, UM CENTÉSIMO EM 2016
Anthony Ervin perdeu os 50 livre por um centésimo para Nathan Adrian, 21.51 contra 21.52. Em 2012, também foi a mesma coisa, só que para Cullen Jones, 21.59 contra 21.60. Alguém acha que ele ficou chateado? É Olímpico, é o que conta.

ALGUÉM GOSTOU?
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O uniforme de apresentação do time americano ao final do Trials não fez muito sucesso não. Me lembrou um belo pijama.

PÚBLICO FINAL
Na última noite, 13.194 espectadores, somando todas as noites 197.892 pessoas assistiram o 2016 USA Olympic Trials. Os números superam os atingidos nos Trials de 2008 e 2012, passando a ser o recorde da história da USA Swimming. Em 2012 haviam sido 167 mil especatadores, em 2008 160 mil. O maior público ficou para a final de sábado, dia em que Michael Phelps venceu seu terceiro evento com 14.502 espectadores.

UM SHOW, LITERALMENTE
Todas as luzes, apresentações, músicas durante a semana foram incríveis e deram um toque muito especial a Seletiva Americana. Para terminar, um show de uma equipe do Cirque Du Soleil, e seu espetáculo “O”. Não poderia terminar melhor.

2 respostas
  1. Victor AVS
    Victor AVS says:

    Coach, quanto ao Ervin ser o 2º mais velho da história: o Jason Lezak pegou revezamento em 2012 (nadou as eliminatórias). Ele tinha 36 anos completos (37 incompletos). Segundo a wikipédia de língua inglesa, “Jason Edward Lezak (born November 12, 1975)”.

    Responder
  2. Flávio Barbosa
    Flávio Barbosa says:

    Feliz ficarei no dia em que algo parecido for feito no Brasil. TV aberta transmitindo ao vivo em horário nobre, um espetáculo pensando nos atletas, com luzes, efeitos especiais, espetáculos antes e depois e lotação máxima. É um sonho que eu tenho, que todos os fãs da natação tem.

    Aliás, o Troféu Brasil de 1980 chegou perto disso, pelo que li nos jornais da época. Teve até um fim épico, com a charanga do Flamengo invadindo a piscina para celebrar o segundo título rubro-negro.

    Responder

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