20 de abril de 2016. Último dia da seletiva brasileira do Troféu Maria Lenk, apuração final do time que vai para o Rio 2016. Terminamos a terça-feira com 28 nomes convocados. Última etapa tem as provas mais curtas (50 livre masculino e feminino), as mais longas (1500 livre masculino e 800 livre feminino), além dos 200 costas feminino e os 100 borboleta masculino.

Trofeu Maria Lenk de Natacao, realizado no Centro Aquatico Olimpico. 20 de abril de 2016, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress

Trofeu Maria Lenk de Natacao, realizado no Centro Aquatico Olimpico. 20 de abril de 2016, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress

Embora, os 100 borboleta masculino seja a “prova mais aberta” da competição, Brandonn Pierry volta a piscina para nadar a prova em que foi medalha de ouro no Mundial Júnior e tem o recorde brasileiro da prova, ou os 800 livre tem a estreia de Ana Marcela Cunha, nadadora classificada para as águas abertas do Rio 2016, Etiene Medeiros na sua terceira prova, a nadadora mais “carregada” em responsabilidades para os Jogos, ou os 200 costas feminino, a única prova do programa olímpico que o Brasil nunca teve uma representante sequer. Nada disso é importante, ninguém fala nada disso. A única coisa que se comenta é o tal 50 metros nado livre masculino e a tentativa de Cesar Cielo fazer parte do Time Brasil.

O SporTV enviou uma equipe especial para a cobertura das eliminatórias. Vamos entrar ao vivo no SporTV News Manhã, deixei meu posto na cabine para estar na borda da piscina, de lá entraremos ao vivo. Para falar antes, durante e depois da prova. Antes de chegar a borda, chegamos cedo a sala de imprensa. Um bolão rola entre todos os jornalistas que cobrem a competição. Meu voto é Cielo 21.91.

Pontualmente, 9:30 da manhã, a competição começa. Tem sido assim, pontualmente, todos os dias. E hoje, com a arquibancada mais cheia, não poderia ser diferente. São seis séries. Cielo nada na quinta. Na quarta nada Italo Duarte, que vence com 22.16. Parecia bem, mas cansou no final. A série seguinte é de Cielo. Nada ao lado do canadense Santo Condorelli.

Expectativa na piscina. Silêncio, muita tensão. Jornalistas se acotovelam, câmeras e muitas máquinas fotográficas. Cielo sai bem, mas Condorelli melhor. A partir dos 25 metros Cielo toma a ponta, chega e no placar aparece 21.99, muita gente comemora, Cielo não. Faz careta, não gostou.

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Sai da água, e espera a série seguinte. Não tira o olho do placar, nem se mexe. Marcelo Chierighini vence a 6a e última série, o tempo 22.22, nada de especial, mesmo tempo de Condorelli. Fratus entra com o sexto tempo 22.35, péssima prova. Cielo agora caminha, vai ao encontro de nossa equipe. Entra ao vivo no SporTV e diz logo: “Não gostei do tempo!”. Reclama do horário, acha que nada melhor a tarde. Nadar 50 livre as 9:30 da manhã não é nada fácil, ainda mais para quem estava treinando no Arizona, Estados Unidos. Agora são 5 e meia da manhã por lá.

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Cielo segue a saga de entrevistas. Agora são dezenas deles, TVs, jornais, rádios, tem até equipes estrangeiras. Cielo tem, temporariamente a marca olímpica, 21.99, a 51a vez que ele nada abaixo dos 22 segundos. Fratus é o dono da primeira vaga, 21.50, Cielo é o segundo. O sentimento é de alívio, para todos.

Cesar Cielo. Trofeu Maria Lenk de Natacao, realizado no Centro Aquatico Olimpico. 20 de abril de 2016, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress

Cesar Cielo. Trofeu Maria Lenk de Natacao, realizado no Centro Aquatico Olimpico. 20 de abril de 2016, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress

Enquanto Cielo responde a todos, Fratus pede para não falar. Quer falar depois da final. Italo abre o coração. Diz que dormiu mal, diz que sentiu a pressão, mas que sempre nada melhor a tarde. “No Open baixei meio segundo” diz ele.

No caminho para a cabine passo pela mesa dos biomecânicos. Falo com Everton Kida do Pinheiros com Augusto Carvalho do Minas. Os dois revelam os detalhes da prova que viram seus atletas fazerem. Augusto diz algo que me pareceu arrojado, “Italo consegue nadar para 21.8”. Um treinador do lado até zomba, “isso no mundo perfeito”.

Na sala de imprensa começa novo bolão. Quanto Cielo faz na final? Votei 21.71! Parece que só tem um que não acredita em Cielo. Os jornalistas discutem há dias que a CBDA ainda pode dar uma virada de mesa e colocar Cielo no 4×100 livre, rumor jamais confirmado pela entidade e que ninguém preferiu publicar.

Para mim, a coisa está decidida. Fratus e Cielo, não vejo como mudar. Aliás, eu e toda a comunidade aquática. Talvez Italo, sua família e a pequena Paraguaçu, em Minas Gerais pensem diferente.

O último dia do Maria Lenk vai começar mais cedo nas finais. O horário é 5 da tarde. Recebemos emails e telefonemas da direção do SporTV. A tônica é a prova do Cielo, o nome do Cielo, o tempo do Cielo. Chegamos a piscina mais cedo e encontramos o Estádio Aquático Olímpico mais cheio do que nunca. É quarta-feira, o feriado é amanhã, mas tem muita gente, o maior público dos seis dias de disputa.

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O diretor de esportes da Rio 2016 Rodrigo Garcia dava entrevista na borda da piscina durante o aquecimento quando tivemos um corte de luz. Falava dos avanços, da estrutura, do Teste Evento, dos Jogos. A situação foi embaraçosa. Pior foi a demora para o retorno.

Não demorou muito para recebermos o aviso. Não começa as 17:00 horas, vai atrasar 10 minutos. Tudo parece funcionar. Tem luz nos vestiários, na nossa cabine, no placar eletrônico, o som funciona. Apenas a iluminação da piscina, toda apagada.

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O atraso se estende. Ricardo de Moura da CBDA anuncia que não começa sem a luz da piscina. Os nadadores de 50 metros são avisados, reclamação geral. Alguns vão para a piscina de aquecimento. Tiram a bermuda, perderam o efeito da cafeína ingerida. O atraso chega a 45 minutos.

Agora sim, vamos para a prova. Cielo na 4, Italo na 5, Fratus na 7. Na saída, Italo novamente, o mais rápido na reação. Pela manhã, um centésimo melhor que Cielo, agora são dois. Porém, já no início de nado Cielo está na frente. Não é muito, mas está na frente. A liderança da prova dura até a altura dos 25 metros.

Cielo tem uma frequência mais baixa do que nos acostumamos a ver. No meio da piscina Italo já está a seu lado. Agora é a hora de Fratus fazer o seu movimento. Conhecido como o melhor final de prova do mundo nos 50 livre, Fratus mantém a tradição e ataca. Toma a frente, Italo passa Cielo, os dois estão visivelmente na frente.

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Fratus toca na parede, 21.74, Italo erra a chegada, levanta a cabeça, mas mesmo assim faz 21.82, Cielo vem atrás 21.91. A primeira e única seletiva olímpica do mundo onde três nadadores nadam para 21 segundos. Ou melhor, ninguém conseguiu ter mais de um abaixo dos 22, o Brasil tem três. O pior deles, Cielo, está fora da Olimpíada.

Silêncio no Parque Aquático. Alguns segundos até que alguém tenha coragem de comemorar. Os gritos aparecem. Cielo olha o placar, desta vez não faz careta. Imediatamente vai até a raia de Italo, não diz nada. Apenas lhe abraça.

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Fratus comemora muito na sua raia. Aponta para si, para cima, para si novamente. Faz um sinal de “aqui é comigo”. Cielo mergulha, vai até a raia 7. Cumprimenta Fratus.

Agora é choro. A arquibancada intercala momentos de espanto e comentários sobre o que estamos vendo. Nosso locutor Cláudio Uchoa demorou para figurar o que se passava. A comentarista Mariana Brochado engasga. Ninguém acredita no que se vê.

Nossa repórter Bruna Gosling muda o protocolo. Pela primeira (e única) vez, o campeão e os classificados não serão entrevistados. Devem aguardar. Cielo, o terceiro colocado é quem vai dar entrevista. Nem fala, já começam os aplausos. Os gritos. Depois o silêncio. A entrevista é emocionada, as lágrimas aparecem.

Cielo reconhece que errou, que perdeu, para si mesmo, mas exalta os vencedores, “o Brasil vai com os melhores”. Os aplausos e gritos seguem. Cielo chora. Aos gritos de “É campeão, é campeão” Cielo sai de cena. Vai enfrentar outras dezenas de jornalistas que se acotovelam esperando por mais falas, mais choros.

Fratus discursa. Fala e reconhece o valor de Cielo. “É um herói nacional”, diz Fratus que vai honrar o que ele fez pelo esporte. Italo vem logo na sequência. Diz que só chegou a isso, só está nadando por causa de Cielo.

As pessoas seguem abatidas. Foi um balde de água fria em todo mundo. As provas seguem, mas o clima ficou no ar. Demoramos vários minutos para ter as emoções de volta.

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A competição segue. Os 50 livre feminino definidos com Etiene e Graciele. Os tempos do Open prevalecem. Lorrane Ferreira chega perto, apenas três centésimos, mas uma chegada errada lhe tirou o sonho olímpico. Os 100 borboleta masculino era muita expectiva, o resultado ficou longe do que se esperava. Os dois classificados fecharam raia. Os 200 costas feminino também ficaram longe de empolgar.

Cesar Cielo. Trofeu Maria Lenk de Natacao, realizado no Centro Aquatico Olimpico. 20 de abril de 2016, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress

Cesar Cielo. Trofeu Maria Lenk de Natacao, realizado no Centro Aquatico Olimpico. 20 de abril de 2016, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress

O clima ainda era para baixo. Ainda bem que vieram os 1500 metros nado livre. Miguel Leite Valente e Brandonn Almeida deram um show. Dois classificados para uma prova em que o Brasil não aparecia na Olimpíada desde 2000 com Luiz Lima.

Para fechar o dia ainda tinha os 800 livre feminino. Uma vitória da gaúcha Viviane Jungblut muito comemorada. Saindo da caxumba para fazer a sua melhor marca pessoal.

Cesar, Italo. Trofeu Maria Lenk de Natacao, realizado no Centro Aquatico Olimpico. 20 de abril de 2016, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress

Cesar, Italo. Trofeu Maria Lenk de Natacao, realizado no Centro Aquatico Olimpico. 20 de abril de 2016, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress

Com o atraso, as premiações ficaram para o fim. A primeira foi de Cielo. Demorou para aparecer lá. Ninguém sabe onde ele está. Foi seu ex-companheiro e amigo de longa data, André Schultz que lhe localiza. O “Cão” como é conhecido, agora trabalha no Rio 2016. Ele entra, recebe o bronze, abraça Italo e diz algo no seu ouvido. Sai do pódio e dá uma volta na piscina. Atira as duas medalhas para a garotada. Ainda dá tempo para uma entrevista para nossa repórter. Não revela o que disse a Italo, “tinha um palavrão” diz ele.

Bruno Fratus. Trofeu Maria Lenk de Natacao, realizado no Centro Aquatico Olimpico. 20 de abril de 2016, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress

Bruno Fratus. Trofeu Maria Lenk de Natacao, realizado no Centro Aquatico Olimpico. 20 de abril de 2016, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress

Bruna Gosling chega perto de perguntar a Cielo, mas não faz. Não fala de aposentadoria, nem ele. Mas deixa algo no ar. “Estou meio de lado, no escanteio”.

Terminamos a transmissão falando da prova de Cielo. Repetimos uma, duas, cinco, seis, sei lá quantas vezes. Queremos falar dos classificados Fratus e Italo, mas não conseguimos deixar de falar em Cielo.

Trofeu Maria Lenk de Natacao, realizado no Centro Aquatico Olimpico. 20 de abril de 2016, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress

Trofeu Maria Lenk de Natacao, realizado no Centro Aquatico Olimpico. 20 de abril de 2016, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress

Termina o Maria Lenk. Uma boa competição, muito boa. Não foi ótima, mas foi boa. O Brasil vai enviar uma equipe recorde para a Olimpíada. São 29 nomes. Vira 30 no dia seguinte, mas terminamos o dia anunciando 29.

As equipes tiram fotos, se confraterniza na piscina, mas o assunto segue o mesmo. Cielo está fora da Olimpíada. Encontro com Gustavo Borges, nos olhamos, nem falar conseguimos. Ele ainda emenda um “quebrou a banca” se referindo ao Olympic Pool Party onde todos, sem exceção, acreditavam no Cielo.

Agora é Italo que aparece. Tiramos uma foto juntos. Ele agradece, eu o cumprimento. O cara é olímpico, nadou pela primeira vez para 21, bateu Cesar Cielo e me agradece?

Cielo já não está na piscina. Sai rápido, as voluntárias pedem fotos, autógrafos, Cielo quer ir embora.

Na sala de imprensa, os jornalistas escutam o diretor técnico da CBDA Ricardo de Moura. Fala da seleção, da renovação, da qualidade do time. Cheguei tarde, não escutei tudo. Quando me aproximo ele me olha, faz um sinal com a cabeça, não é nem preciso dizer nada.

O dia vai se encerrando. Todos vão embora e o assunto segue o mesmo. Agora é no mundo todo. Sites de natação estampam a notícia, jornais, TVs. As manchetes esportivas do dia seguinte todas ilustram o que se viu no Estádio Aquático Olímpico.

Cesar Cielo. Trofeu Maria Lenk de Natacao, realizado no Centro Aquatico Olimpico. 20 de abril de 2016, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress

Cesar Cielo. Trofeu Maria Lenk de Natacao, realizado no Centro Aquatico Olimpico. 20 de abril de 2016, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress

Todos os programas esportivos registraram o acontecimento. Até Ana Maria Braga no Mais Você! As redes sociais se enchem de fotos, de mensagens, de lembranças. Cielo não vai ver nada disso.

A estas alturas já está em casa, com a família. O dia terminou, ou o ciclo. Talvez demore anos para Cielo esquecer isso tudo, ou lembrar o quanto foi respeitado, reconhecido e venerado.

Seu protagonismo pode ter chegado ao fim, mas seus feitos jamais serão apagados, seu legado é eterno. A natação, não, o esporte brasileiro, jamais seria o mesmo sem ele. Não existe figura olímpica em nosso esporte tão respeitada, admirada e celebrada. O Rio 2016 perdeu uma de suas maiores estrelas, que ficará para sempre em nossos corações.

11 respostas
  1. Regina Coeli bonfim
    Regina Coeli bonfim says:

    Concordo com William Duarte, mas vou mais longe, como bom mineiro, Ítalo em silêncio tomou a vaga do mito e os brasileiros que ali estavam cegos pela paixao, esquecem que o futuro estava nas mãos de um novo nadador. A vcs Ítalo e Fratus o meu muito obrigado por nos representar, brigando não só por uma colocacão, mas para a retirada da venda que cega os fanáticos.

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  2. ALEXANDRE ALENCAR DA COSTA
    ALEXANDRE ALENCAR DA COSTA says:

    É…! O César pode até continuar, mas não precisa. Já se consagrou como um herói nacional e fenômeno mundial. Agora deixo uma pressãozinha pro Ítalo, 21,82 é pouco pra chegar a final, vai ter que nadar mais. O Cesar é o Bruno vem mantendo anualmente sempre 2 nadadores na casa do 21, espero Ítalo, que não deixe a peteca cair.

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  3. Eduardo M
    Eduardo M says:

    Parabéns Coach.. Excelente descrição de fatos que com certeza vão ficar na história da nossa natação. Não precisamos falar nada sobre Cielo, somente reverenciá-lo por tudo que fez e ainda pode fazer. É diferenciado, é referência, é Brasileiro, è ídolo!!

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  4. Rodrigo G
    Rodrigo G says:

    Uma coisa que me deixou feliz nesse episódio é que, felizmente, o povo tem tido uma postura muito maior de gratidão, respeito e reverência ao Cielo, do que ataques e críticas. Talvez estejamos aprendendo a valorizar nossos atletas, reconhecer que mesmo os geniais podem falhar e que isso não é defeito.

    Em um comentário anterior, disse que torço para o Cielo continuar nadando. Acho que ele ainda é muito importante para o nosso esporte e pode voltar a fazer grandes tempos (convenhamos que com todos os percalços nadar para 21.9 e 48.9 não é sinal de que já está na hora de pendurar a sunga), mas o cara merece acima de tudo ser feliz! Tomara que ele reencontre a felicidade nas piscinas. Seria muito bom pra nós, que o admiramos e para ele construir uma despedida digna de um mito!

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  5. Murilo Martins
    Murilo Martins says:

    Cielo cometeu varios erros: Nao devia ter abandonado o Open, poderia ter veito um 21.8 ou 21.7 q lhe classificaria. Nao devia ter saido da final dos 100 livre no Maria Lenk. Ele nada melhor a tarde e teria feito um 48.6 q lhe classificaria para o reveza…. mesmo com todos os seus erros poderia ter sido convicado para o reveza. Nao tenho duvidas q ele teria o melhor ou segundo melhor parcial. Mas parece q as coisas com ele e o Albertinho nao terminaram bem… essa convocação para o revesamento nao prejudicaria ninguem. Ate a Australia deu um jeito de colocar o Thorpe nos 400 depois dele ter queimado, ter o Cielo como reserva é o minimo q essa confederação poderia fazer depois de tudo o q ele fez para a nossa natação.

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  6. William Duarte
    William Duarte says:

    Quando Italo Manzine decidiu que sua prova seria os 50 livre, já sabia que sua missão seria uma das mais difíceis de sua vida, pois para conquistar o sonho olímpico, teria que superar um mito e seu maior ídolo. E como trabalhar e motivacionar um garoto , cujo objetivo parece ter uma barreira quase intransponível dessas? Fazendo-o acreditar e nunca desistir de seus sonhos! Mostrando-lhe que a determinação, a disciplina, o trabalho abnegado, a humildade e a perseverança são elementos essenciais! Às vezes batia tristeza em escutar “experts” dizendo que ele não tinha perfil por ser baixo demais para os padrões da modalidade, ou outras bobagens do gênero, mas imediatamente transformávamos tais depreciações em estímulo para superação. Mais ainda, ser sombra de um mito, significa nunca ser valorizado, nunca ter patrocínio, nunca ser citado ou reverenciado pela mídia. Mas acreditar no sonho e em sua realização tem que ser o objetivo maior.
    Cesar Cielo representa tudo isso que você brilhantemente citou, mas representa também a crença de jovens seguidores e fãs, como Italo Manzine, e a possibilidade de sonhar e realizar o sonho olímpico! E Italo Manzine nunca deixou de sonhar ou de acreditar ! Com humildade, mas com determinação. E sendo o bom mineiro que é, sem muito barulho, sem muito pompa, mas sempre com muita atitude !
    SONHAR! LUTAR! RESISTIR! VENCER!

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    • João luiz
      João luiz says:

      Parabéns, William. Nós sabemos o quanto vc batalhou para que o ìtalo chegasse aí. nunca desistiu, sempre motivando o garoto, dando seu “paitrocínio”, e ele correspondendo com esforço, trabalho duro e dedicação. Os incrédulos se curvam à realidade. Abraços e aproveitem este momento tão especial. Temos certeza que o futuro ainda reserva mais alegrias para voces. Sucesso.

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  7. victor sano
    victor sano says:

    Respeito total ao Cielo, mas devemos respeitar tbm Bruno Fratus e Italo Duarte, que nadaram muito e ninguém está falando nada…

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  8. FLAVIA CHIERIGHINI
    FLAVIA CHIERIGHINI says:

    Parabéns pelo Texto! César merece TODO nosso respeito, admiração, reverência por TUDO o que fez pela Natação!! Ele é e sempre será NOSSO CAMPEÃO, NOSSA REFERÊNCIA!! E espero que ele continue ainda a nadar!! Ele pode!!!

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