A Best Swimming faz o levantamento Top 10 do Pan, mas dividido na análise nacional e internacional. Assim, aqui estão os 10 melhores resultados da competição panamericana sem contar as marcas dos brasileiros. Detalhe que, sem os resultados brasileiros, dominam as marcas expressivas pelas mulheres.

10) Chantal Van Landeghem do Canadá 100 livre 53.83

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A primeira prova do Pan 2015, novo recorde panamericano e recorde nacional canadense para Chantal Van Landeghem que se tornou na primeira mulher do Canadá a quebrar os 54 segundos nos 100 livre. Mesmo passando atrás, ultrapassou Arianna Vanderpool de Bahamas e Natalie Coughlin dos Estados Unidos para vencer a prova e fazer o décimo melhor tempo do mundo na temporada.

09) Audrey Lacroix do Canadá 200 borboleta 2:07.68

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Tem mudanças que vem para o bem. Lacroix não foi bem na seletiva canadense, mesmo assim garantiu o lugar no time para o Pan e Mundial. Decidiu trocar de clube, de técnico, passou a chamar Toronto de casa e treinou durante todo este período na piscina que sediou a competição. Nadando “em casa” dominou a prova desde o início e mandou 2:07.68, tempo muito próximo da sua vitória no Mare Nostrum na Europa no mês passado (2:07.63). Não teve adversária e venceu de ponta a ponta.

08) Caitlin Leverenz dos Estados Unidos 400 medley 4:35.46

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Medalhista olímpica em Londres nos 200 medley, Caitlin voltou aos Jogos Pan Americanos. Agora, diferente daquela menina da seleção júnior que foi ouro nos 200 peito do Pan no Rio em 2007, Leverenz é uma nadadora consagrada. Nem por isso garantiu a vaga no time principal na seletiva do ano passado e que vai para o Mundial de Kazan. “Caiu” no time do Pan, e demonstrando grande recuperação sai com duas medalhas de ouro individual, nos 200 e 400 medley. Nos 400 medley, ganhou a prova com a desclassificação da canadense Emily Overholt, mas uma marca de 4:35.46 que lhe colocou em quinto lugar no ranking mundial da temporada.

07) Allison Schmitt dos Estados Unidos 200 livre 1:56.23

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Recuperação, é assim que a participação da campeã olímpica dos 200 livre pode ser chamada. Allison Schmitt viveu momentos bem difíceis desde o ouro em Londres 2012, muito mais do que uma “ressaca olímpica”, a nadadora americana revelou que chegou a ter depressão e vontade de jogar tudo para cima.

A vitória de Toronto foi indiscutível, de ponta a ponta, sem ser ameaçada em qualquer ponto da prova. O tempo de 1:56.23 foi o suficiente para o oitavo tempo do mundo em 2015, ainda um tanto distante do melhor tempo do mundo da holandesa Femke Heemskerk 1:54.68 e mais distante ainda da sua própria marca pessoal do ouro em Londres com 1:53.61.

06) Arianna Vanderpool Wallace de Bahamas 50 livre 24.31

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A marca foi das eliminatórias, segundo ela a primeira vez que nadou sem respirar a prova toda. Arianna quebrou o recorde nacional de seu país superando o tempo de 24.64 feitos na semifinal olímpica de Londres. Na final olímpica ficou em oitavo com 24.69, uma alegria imensa, mas nada comparável ao fazer executar o hino nacional de Bahamas pela primeira vez em 64 anos da natação nos Jogos Pan Americanos. A marca de 24.31 é o quarto tempo do mundo em 2015.

05) Nick Thoman dos Estados Unidos 53.20 nos 100 costas

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Outro veterano americano que foi em busca de reabilitação no Pan Americano. Prata em Londres, teve de trocar de clube e técnico em busca de voltar a velha forma. Toronto caiu como uma luva nesta recuperação. Venceu o brasileiro Guilherme Guido fazendo a sua segunda melhor marca pessoal com 53.20, sexto tempo do mundo em 2015. Melhor que isso só os 52.92 da prata olímpica.

04) Santo Condorelli do Canadá 47.98 nos 100 livre

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Uma das surpresas do Canadá para esta competição. Para quem havia nadado apenas uma vez na carreira na casa dos 48 (48.83 na seletiva em abril), Condorelli se superou. Foi prata nos 100 livre e abriu com determinação o revezamento 4×100 livre canadense com 47.98 igualando o russo Vlad Morozov como o melhor tempo do mundo na temporada.

03) Natalie Coughlin dos Estados Unidos 59.05 nos 100 costas

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Aos 32 anos de idade, 12 medalhas olímpicas, disputar o Pan era um prêmio ou punição para Natalie Coughlin? Quem tinha dúvida se surpreendeu com a atitude, os sorrisos e principalmente, as marcas da nadadora americana. Quebrou o recorde panamericano dos 100 livre logo nas eliminatórias 53.85, foi prata na final, bronze nos 50 livre, e abriu os revezamentos 4×100 medley tanto nas eliminatórias 59.20 como na final 59.05 em novos recordes panamericanos. Os 59.05 da final é o terceiro tempo do mundo em 2015.

02) Kelsi Worrell dos Estados Unidos 57.24 nos 100 borboleta

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Trabalho do treinador brasileiro Arthur Albiero, Kelsi Worrell confirmou o que se esperava da sua nadadora, a melhor dos 100 borboleta nos Estados Unidos na atualidade. Os 57.24 das eliminatórias é a terceira marca do mundo na temporada e baixando mais de um segundo na sua melhor marca pessoal. Na final, repetiu o 57, mas sem o brilho das eliminatórias e chegou a ser ameaçada pelas canadenses, embora tenha levado o ouro.

01) Katie Meili dos Estados Unidos 1:05.64 nos 100 peito

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Outra marca feita nas eliminatórias, apenas dois décimos do melhor tempo do mundo em 2015 da lituana Ruta Meylutite. Uma nadadora de grande evolução, sua melhor marca estava na casa do 1:07. Sem grandes resultados na carreira, sua ascensão veio depois da carreira universitária desde que ingressou na equipe do SwimMac na Carolina do Norte. Na final, piorou e mesmo assim garantiu o ouro nadando para 1:06.26.

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