Dia 4 – Sexta-feira, 17 de julho

100 COSTAS FEMININO –
Recorde panamericano – Rachel Bootsma (USA) 1:00.37, 2011
Recorde sul-americano e brasileiro – Fabíola Molina (BRA) 1:00.07, 2009

Brasil
Etiene Medeiros fez 1:00.61 no Maria Lenk, sua melhor marca pessoal. Natália de Luccas entrou com 1:02.66, mas tem 1:01.39 feitos na Olimpíada da Juventude em Nanjing no ano passado.

Estados Unidos
Duas nadadoras jovens na prova pelos americanos. Olivia Smoliga já quebrou a barreira do minuto em temporadas passadas com 59.82, mas entrou neste time com 1:01.04. Clara Smiddy estava no time do Mundial Júnior e tem 1:00.51, mas na seletiva nadou para 1:01.22.

Canadá
Prova que vai ser equilibradíssima. São duas canadenses na casa do minuto: Dominique Bouchard 1:00.20 feito na seletiva e Hilary Caldwell que tem 1:00.47, mas nadou para 1:00.54 na seletiva.

Outros
Gisela Morales da Guatemala e Maria Gonzalez do México são as mais experientes da prova e nadam na casa do 1:00. Prova equilibrada para todas.

Notas da prova:
* Americanas são tri campeãs consecutivas já tendo vencido em nove vezes, as canadenses cinco vezes e Costa Rica duas vezes com Silvia Poll em 1987 e 1991, por sinal, a única bi campeã da prova no Pan.
* Melhor resultado do Brasil foi a prata com Fabíola Molina no Rio em 2007 perdendo o ouro por 17 centésimos para Julia Smit dos Estados Unidos.
* Fabíola é a única brasileira que já subiu ao pódio dos 100 costas no Pan. Além da prata de 2007 ela foi bronze em 1995.
* A vitória mais fácil foi de Linda Jezek dos Estados Unidos em 1979 marcando 1:03.33 um segundo e 74 centésimos a frente de Cheryl Gibson do Canadá.
* A menor margem de vitória foi em 1959, Carin Cone dos Estados Unidos batendo Sarah Barber por um décimo de segundo.

100 COSTAS MASCULINO –
Recorde panamericano – Randall Bal (USA) 53.66, 2007
Recorde sul-americano e brasileiro – Guilherme Guido (BRA) 53.24, 2009

Brasil
Guido tem 53.24 da era dos trajes e fez 53.73 no Open. Thiago Pereira era um nome forte na prova, mas optou por ficar de fora.

Estados Unidos
Dois veteranos na prova, um deles, medalhista olímpico. Nick Thoman e Eugene Godsoe representam os Estados Unidos na prova. Thoman tem 52.51 de 2012, porém na temporada passada nadou para 53.46. Eugene Godsoe tem 53.61 e ganhou sua vaga no time americano com 54.42.

Canadá
Russel Wood venceu a seletiva com a melhor marca pessoal 53.96. Markus Thormeyer também fez o seu melhor tempo no Campeonato Canadense, mas uma marca muito fraca, 55.37.

Outros:
Oma Pinzon da Colômbia e Albert Subirats da Venezuela estão na final, mas não são candidatos ao pódio.

Notas da prova:
* Estados Unidos tem domínio absoluto com 14 vitórias da prova em 16 edições de Jogos Pan Americanos.
* Brasil venceu na última edição com Thiago Pereira 54.56 em Guadalajara 2011.
* Brasil tem 7 medalhas na prova, 1 ouro, 2 pratas, 4 bronzes.
* Última vez que o Brasil não colocou ninguém no pódio foi em 2003.
* Se Thiago vencer a prova em Toronto será o terceiro bi campeão da prova. Os anteriores todos americanos foram Frank McKinney em 1955/1959 e Andrew Gill em 1987/1991.

400 LIVRE FEMININO –
Recorde panamericano – Sippy Woodhead (USA) 4:10.56, 1979
Recorde sul-americano – Andreina Pinto (VEN) 4:06.02, 2013
Recorde brasileiro – Manuella Lyrio (BRA) 4:12.14, 2012

Brasil
Manuella Lyrio é a recordista brasileira da prova (4:12.14) e nadou bem próximo disso 4:12.63 no Maria Lenk. A outra vaga é de Carolina Bilich que fez 4:14.07 para entrar no time, bem próximo do seu melhor 4:13.77. Bilich esteve na prova de águas abertas deste Pan onde terminou na décima colocação.

Estados Unidos
Gillian Ryan estava no time do Pan de 2011 com apenas 16 anos de idade e ficou doente na competição. Volta como a melhor nadadora dos 400 livre com 4:07.26, mas na seletiva nadou para 4:10.93. Sua companheira é Kiera Janzen que fez 4:10.26 na seletiva, sua melhor marca pessoal.

Canadá
Duas nadadoras na casa dos 4:10. Emily Overholt venceu a seletiva com 4:10.07. A segunda nadadora é Tabitha Baumann, filha do ex-campeão olímpico Alex Baumann, treina e vive na Nova Zelândia. Sua melhor marca é 4:10.68, mas na seletiva nadou para 4:12.62.

Outros:
Andreina Pinto, a venezuela recordista sul-americana da prova é nome forte e grande candidata ao ouro.

Notas da prova:
* O Brasil tem duas medalhas de bronze na história desta Prova em Panamericanos. A última foi com Monique Ferreira em 2003 e a anterior com Piedade Coutinho no primeiro Pan em 1951.
* Americanas tem 30 medalhas desde então, 14 vitórias, apenas duas derrotas uma para a Argentina no primeiro Pan e a última para o Canadá em 1955. Prova americana desde 1959. São 14 edições de Panamericanos consecutivos sem perder.

400 LIVRE MASCULINO –
Recorde panamericano – Matt Patton (USA) 3:49.77, 2007
Recorde sul-americano e brasileiro – Leonardo de Deus 3:49.62, 2015

Brasil
Leo de Deus bateu o recorde brasileiro e sul-americano no Maria Lenk se tornando no primeiro nadador do continente abaixo dos 3:50 ao marcar 3:49.62. Lucas Kanieski também fez a sua melhor marca pessoal no Maria Lenk depois de muitos anos estancado. Nadou para 3.52.50.

Estados Unidos
Michael Klueh é o único nadador dos Estados Unidos que está no time do Pan e vai para Kazan. Acontece que tivemos um nadador americano lesionado e Klueh vai para o Mundial completar o revezamento 4×200 livre. Em Toronto, Klueh está com sua esposa Emily Brunemann, que nadou a prova de águas abertas fazendo o primeiro casal da história da seleção americana numa mesma competição. Klueh tem 3:47.62, mas nadou na seletiva para 3:49.99. O segundo nadador é seu companheiro de treino no Wolverine Swim Club em Michigan, Ryan Feeley que nadou para 3:49.40 muito próximo do seu melhor 3:47.62.

Canadá
O maior astro da natação canadense é favoritíssimo para o ouro. Tem 3:43.46 na prova e venceu a seletiva em abril com 3:47.50. O seu companheiro de treino, Jeremy Bagshaw é o segundo nadador com 3:49.76 feitos na seletiva de abril.

Outros:
* O venezuelano Cristian Quintero no papel é bom nadador, mas não faz uma boa competição. Campeão universitário do NCAA treina na Universidade Southern Califórnia com Dave Salo.

Notas da prova:
* Brasil não vence o Pan desde 1999 com Luiz Lima 3:52.25. Antes dele, Tetsuo Okamoto no primeiro Pan em 1951 com 4:52.4.
* Nosso resumo, são nove medalhas, dois ouros, três pratas e quatro bronzes.
* Americanos acumulam 29 medalhas, 13 delas são de ouro. Eles venceram as duas últimas edições com dobradinha.

100 PEITO FEMININO –
Recorde panamericano – Annie Chandler (USA) 1:07.90, 2011
Recorde sul-americano e brasileiro – Tatiane Sakemi (BRA) 1:07.67, 2009

Brasil
Duas nadadoras que ganharam suas vagas no time pelas marcas feitas no Open em dezembro. Jhennifer Conceição com 1:09.35 e Beatriz Travalon com 1:09.49. Travalon tinha um pouco melhor do Maria Lenk do ano passado com 1:09.32.

Estados Unidos
Katie Meili foi uma grata surpresa da seletiva americana ao nadar para 1:07.16. Annie Lazor ganhou a segunda vaga com modestos 1:10.70, mas já nadou no passado para 1:09.70.

Canadá
Duas canadenses na casa do 1:08 na seletiva. Rachel Nicol com 1:08.15 e Tera Van Beilen com 1:08.42. Das duas, Van Beilen tem marca melhor 1:07.37 feitos no ano passado. A vaga dos 100 peito era de Kierra Smith que trocou de vaga com Van Beilen por uma posição nos 200 peito, onde nada melhor e foi desclassificada na seletiva.

Outros:
* Alia Atkinson da Jamaica, campeã mundial de piscina curta e recordista mundial da prova, foi finalista olímpica em 2012, é a favorita para o ouro.

Notas da prova:
* O Brasil nunca subiu ao pódio nesta prova em Panamericanos.
* Apenas três países ganharam medalhas nos 100 peito do Pan. Americanas venceram 8 das 12 edições, Canadá as outras 4.
* Estados Unidos venceu as últimas 4 edições.
* Apenas Staciana Stitts em 1999 e 2003 conseguiu se sagrar bi campeã da prova.

100 PEITO MASCULINO –
Recorde panamericano – Felipe França (BRA) 1:00.34, 2011
Recorde sul-americano e brasileiro – Henrique Barbosa (BRA) 59.03, 2009

Brasil
A dupla que foi ouro e prata em 2011 está de volta. Felipe França ganhou a vaga com 59.84 do Open bem próximo do seu melhor 59.63. Felipe Lima entrou com59.78 do Maria Lenk também bem próximo do seu melhor 59.65.

Estados Unidos
Dois nadadores que nunca quebraram a barreira do minuto. Ambos ganharam as vagas sem fazer o seu melhor. Brad Craig nadou para 1:00.82, e tem 1:00.70. BJ Johnson nadou para 1:01.12, e tem 1:00.68.

Canadá
Richard Funk tem 1:00.36 e nadou um pouco pior para ganhar a vaga, 1:00.44. Tem nadado com frequência na casa do minuto e vai em busca de quebrar a barreira. O segundo nadador, James Dergousoff, é mais fraco, 1:02.21.

Outros:
Nenhum nadador de destaque capaz de chegar ao pódio da prova.

Notas da prova:
* Brasil campeão duas vezes do Pan, a primeira com José Fiolo em 1967, a primeira vez que a prova foi disputada na competição e na última com Felipe França em Guadalajara 2011.
* São seis medalhas do Brasil, dois ouros, uma prata e três bronzes.
* Deu dobradinha para o Brasil em 2011, França em primeiro com 1:00.34 e prata para Felipe Lima com 1:00.99.

50 LIVRE FEMININO –
Recorde panamericano – Lara Jackson (USA) 25.09, 2011
Recorde sul-americano e brasileiro – Etiene Medeiros (BRA) 24.74, 2015

Brasil
Dois nomes fortes do Brasil. Graciele Herrmann que foi prata em 2011 volta com 24.87 feitos no Open, seu melhor é 24.76 do Maria Lenk 2014. Etiene Medeiros entrou com 24.74 recorde sul-americano feito no Open. Este ano, venceu o Maria Lenk com 24.78.

Estados Unidos
Madison Kennedy é o principal nome da velocidade atual nos Estados Unidos. A prova deixou de ser uma das melhores do país. Integrante da equipe do SwimMac, deve nadar com facilidade na casa dos 24 segundos. Natalie Coughlin, depois do recorde panamericano dos 100 livre, nada bem os 50, principalmente usando o submerso na saída.

Canadá
O principal nome do Canadá é Chantal VanLandeghem. Sua melhor marca 24.69, mas venceu a seletiva com 24.98. A segunda nadadora é Michelle Williams que nadou para o seu melhor na seletiva com 25.00.

Outros:
A favorita da prova é Arianna Vanderpool Wallace de Bahamas. Nadadora de nível mundial e que ficou em terceiro na prova dos 100 livre no primeiro dia. Deve sair em busca de quebrar a barreira dos 24 segundos.

Notas da prova:
* A prova mais jovem do Pan, começou em 1987 em Indianápolis. Em sete edições, cinco vitórias americanas, uma do Canadá e outra da Venezuela.
* Esta da Venezuela foi Arlene Semeco que ficou em segundo no Rio, atrás de Rebeca Gusmão que foi desclassificada pelo doping. A medalha de Arlene só foi entregue um ano depois do Pan de 2007.
* Brasil tem duas medalhas de prata e uma de bronze na prova. Flávia Delaroli foi prata em 2003 e bronze em 2007. Graciele Herrmann bronze no último Pan.
* Vitória mais fácil foi no Pan de 95 com Angel Martino dos Estados Unidos colocando 79 centésimos sobre a canadense Shannon Shakespeare.
* A mais apertada foi no Pan do Rio, apenas oito centésimos separaram o ouro de Arlene Semeco da Venezuela da prata de Vanessa Garcia de Porto Rico.

50 LIVRE MASCULINO –
Recorde panamericano – César Cielo (BRA) 21.58, 2011
Recorde sul-americano e brasileiro – César Cielo (BRA) 20.91, 2009

Brasil
Bruno Fratus nadou para o seu melhor no Open do ano passado com 21.41. Nicholas Santos ganhou vaga no time brasileiro para o seu terceiro Pan com 22.15 feitos no Maria Lenk. A melhor marca de Nicholas ainda é da era dos trajes com 21.55.

Estados Unidos
Uma dupla experiente e que está acostumada a quebrar a barreira dos 22 segundos. Josh Schneider e Cullen Jones, ambos atletas de nível mundial e que mesmo tendo nadado mal os 100 livre, aqui é outro mundo.

Canadá
Dois nadadores que fizeram suas melhores marcas na seletiva. Karl Krug, americano recém naturalizado canadense, com 22.21 e Alex Loginov 22.30.

Outros:
Federico Grabich da Argentina faz uma grande competição, mas nunca quebrou a barreira dos 22 segundos, George Bovell de Trinidad e Tobago só vai nadar isso no Pan e vai em busca do 21. Renzo Tjon A Joe do Suriname, jovem nadador e companheiro de Bruno Fratus em Auburn, atleta em evolução.

Notas da prova:
* Única prova do Pan em que o Brasil manda! São oito medalhas, cinco títulos em sete disputas da competição.
* Fernando Scherer é o único tri campeão panamericano das provas masculinas, venceu em 1995, 1999 e 2003.
* César Cielo é o atual bi campeão do Pan, 2007 e 2011.
* Brasil só ficou de fora do pódio dos 50 livre no Pan na primeira edição da disputa da prova em 1987.

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