Um belo dia, grandes resultados e o Brasil segue brilhando na natação do Pan.

200 livre feminino –

Manuella Lyrio.  Jogos Pan-americanos, Natacao no Aquatics Centre. 15 de julho de 2015, Toronto, Canada. Foto: Satiro Sodre/SSPress

Manuella Lyrio. Jogos Pan-americanos, Natacao no Aquatics Centre. 15 de julho de 2015, Toronto, Canada. Foto: Satiro Sodre/SSPress

Se a intenção era atacar Alisson Schmitt dos Estados Unidos e tentar desestabilizar a nadadora e quem sabe ir atrás de um ouro, isso ficou longe de acontecer. A americana campeã olímpica não tomou conhecimento das adversárias, saiu na frente, forte e absoluta e venceu de ponta a ponta com novo recorde panamericano de 1:56.23. Seus parciais 27.58, 56.40 (28.82), 1:26.18 (29.78) e 1:56.23 (30.05), estiveram sempre a frente das demais.
A briga passou a ser pelas demais posições no pódio e Manuella Lyrio chegou a estar próxima da prata, mas ultrapassada no final terminou com o terceiro lugar. O segundo ficou para a jovem canadense Emily Overholt de 17 anos com 1:57.55, a mais nova da final. Manuella em terceiro quebrando o recorde sul-americano da prova de 1:58.53 para 1:58.03 recuperando uma marca que já havia sido sua no passado. Seus parciais 28.15, 57.74 (29.59), 1:27.63 (29.89), e 1:58.03 (30.40). Detalhe que nos primeiros 50 metros estava em quinto, pulou para quarto nos 100, depois terceira colocada e na parte final da prova chegou a estar em segundo, mas acabou na terceira posição.
Se tudo correu bem para Manuella, hoje não era o dia de Larissa Oliveira. Nada deu certo, desde o início, sem conseguir imprimir um bom ritmo na prova ficou na quinta posição com 2:00.32, um tanto distante de todas as últimas boas atuações. Não era o dia dela.

200 livre masculino –

Joao de Lucca.  Jogos Pan-americanos, Natacao no Aquatics Centre. 15 de julho de 2015, Toronto, Canada. Foto: Satiro Sodre/SSPress

Joao de Lucca. Jogos Pan-americanos, Natacao no Aquatics Centre. 15 de julho de 2015, Toronto, Canada. Foto: Satiro Sodre/SSPress

A prova do dia, e que prova. Já pela manhã, nas eliminatórias, seis nadadores na casa dos 1:48. Na final, um deles, conseguiu nadar para 1:46, pela primeira vez na sua carreira e fazendo uma prova equilibrada, crescendo. João de Lucca que chegou a estar em sétimo fechou bem demais e venceu com 1:46.42, novo recorde panamericano, novo recorde sul-americano e sua primeira vez nadando abaixo de 1:47. Foi uma baixada de um segundo e meio da sua melhor marca pessoal de 1:47.98. E se faltava uma boa atuação para provar que João de Lucca era tão bom na piscina de 50 metros como ele é nas jardas, aconteceu.
Seus parciais 25.17, 52.15 (26.98), 1:19.48 (27.33) e 1:46.42 (26.94), provam que a estratégia foi determinante na sua vitória. O argentino Federico Grabich foi o segundo, novo recorde argentino com 1:47.62 e o americano Michael Weiss que ainda se tornaria outro grande protagonista da noite em terceiro com 1:47.63, apenas um centésimo atrás do argentino.
Nicolas Oliveira ndando na raia 1 ficou em quinto com 1:47.81, mas esteve na briga, sempre pelas primeiras posições. Passou em segundo com 24.56, manteve o segundo lugar com 51.65 (27.09), depois caiu para terceiro com 1:19.57 (27.92) e fechou em quinto com 1:47.81 (28.24). Faltou aquele final de prova.

200 peito feminino –
Nem para Beatriz Travalon na final B, nem para Pamela Souza na final A. O Brasil ainda sofre nesta prova, talvez hoje a mais fraca da natação brasileira. Beatriz nadou para 2:33.21, ficou em 11o lugar depois de ter feito a sua melhor marca pessoal pela manhã, nas eliminatórias. Pamela Souza fechou raia, ficou em oitavo, mas o mais importante não conseguindo nem chegar perto da sua melhor marca. Nadou para 2:32.41. Foi a única da final que não quebrou a barreira dos 2:30, coisa que todas as outras finalistas conseguiram.
A vitória foi canadense, e com dobradinha. Kierra Smith nadando para 2:24.38 e seguida de perto por Martha McCabe com 2:24.51. A americana Annie Lazor completou o pódio com 2:26.23.

200 peito masculino –

Thiago Simon.  Jogos Pan-americanos, Natacao no Aquatics Centre. 15 de julho de 2015, Toronto, Canada. Foto: Satiro Sodre/SSPress

Thiago Simon. Jogos Pan-americanos, Natacao no Aquatics Centre. 15 de julho de 2015, Toronto, Canada. Foto: Satiro Sodre/SSPress

Ouro para o Brasil e por grande parte da prova com jeito de dobradinha. Thiago Simon foi absoluto, uma prova incrível, bem nadada e bem aplicada desde o início que me fez pela manhã quando visitou a cabine do SporTV. Diz que iria nadar para 2:09, a primeira vez abaixo de 2:10 e com isso, ganharia a prova. E fez, com autoridade passando com 29.00, 1:01.73 (32.73), 1:35.26 (33.53) e fechando 2:09.82 (34.56). O recorde panamericano que era dividido entre o americano Sean Mahoney de 2011 e o colombiano Jorge Murillo das eliminatórias 2:11.62 foi pulverizado. Foi a décima quinta melhor marca do mundo na prova.
Richard Fuk do Canadá foi quem destruiu o sonho de dobradinha brasileira ao terminar em segundo com 2:11.51. Thiago Pereira estava fazendo uma prova bem alongada e mantinha uma boa posição, mas caindo no final perdeu a prata e levou o bronze, sua 20a medalha em Jogos Pan Americanos, agora, o nadador mais medalhado da história e o atleta brasileiro nesta condição de forma isolada.
Seus parciais 30.25, 1:03.43 (33.18), 1:17.21 (33.76), 2:11.93 (34.72).

200 costas feminino –
A expectativa de dobradinha canadense se configurou, só não aconteceu o bronze para Joanna Maranhão que era real. E se mostrou possível, mas as viradas, principalmente as entradas e saídas de borda, lentas e sem explosão comprometeram a brasileira que ainda saiu atrás. Nadou bem, 2:12.05, sua melhor marca pessoal, novo recorde sul-americano e meio segundo de conquistar o seu segundo bronze.
Hilary Caldwell do Canadá com 2:08.22 quebrou o recorde panamericano de Elizabeth Pelton de 2011 que era 2:08.99. Sua compatriota Dominique Bouchard em segundo, as duas foram as únicas quebrando a barreira do 2:10, com 2:09.74.
O bronze ficou para a americana Clara Smiddy com 2:11.47. Joanna teve os parciais de 31.75, 1:05.00 (33.25), 1:38.88 (33.68) e 2:12.05 (33.37). Uma prova super bem equilibrada, parciais consistentes e com tudo para ameaçar o bronze, faltaram os fundamentos.
Na final B, a estreante Luiza Vieira sentiu peso da competição. Não nadou bem, cansada do início ao fim nadou para 2:21.17, ficou em sétimo lugar, distante da sua melhor marca pessoal.

200 costas masculino –

Leonardo de Deus.  Jogos Pan-americanos, Natacao no Aquatics Centre. 15 de julho de 2015, Toronto, Canada. Foto: Satiro Sodre/SSPress

Leonardo de Deus. Jogos Pan-americanos, Natacao no Aquatics Centre. 15 de julho de 2015, Toronto, Canada. Foto: Satiro Sodre/SSPress

O recorde panamericano estabelecido na manhã era intimidatório. o americano Sean Lehane com 1:57.11 era o favorito, sendo que nadou uma prova mais equilibrada e só atacou na parte final. Quem tomou a liderança e esteve com ela por 80% da prova foi o colombiano Omar Pinzon. Passou na frente nos 50 27.63, nos 100 56.96, nos 150 1:27.02, mas com a cabeça alta e o cansaço, a posição do corpo comprometeu seu final. Caiu de produção e a técnica foi embora, terminou em quarto com 1:58.77.
Enquanto isso, Lehane bem alinhado na água, nadando de forma mais equilibrada só atacou nos últimos 50 metros sendo mais uma vez o único na casa dos 1:57. Venceu com 1:57.47. O seu compatriota Carter Griffin teve um bom final de prova e ficou com a prata com 1:58.18. Leo de Deus depois de um forte início na prova, caiu um pouco de produção, mas na parte final, mesmo sem a melhor técnica, mas com muita raça teve o melhor último 50 metros com 29.83 e levou o bornze com 1:58.27.
Seus parciais 28.01, 57.88 (29.87), 1:28.44 (30.56) e 1:58.27 (29.83).

Revezamento 4×200 livre masculino –

Altamir, Joao de Lucca, Thiago, Nicolas. Revezamento 4x200 livre. Jogos Pan-americanos, Natacao no Aquatics Centre. 15 de julho de 2015, Toronto, Canada. Foto: Satiro Sodre/SSPress

Altamir, Joao de Lucca, Thiago, Nicolas. Revezamento 4×200 livre. Jogos Pan-americanos, Natacao no Aquatics Centre. 15 de julho de 2015, Toronto, Canada. Foto: Satiro Sodre/SSPress

Para fechar o dia, a quinta medalha de ouro do Brasil na competição, a sexta do dia, marcada por um novo recorde panamericano de 7:11.15 e uma bela performance do Brasil. Abrimos em segundo lugar com Luiz Altamir Melo, uma responsabilidade e tanto para quem com apenas 18 anos de idade e fazendo o seu primeiro Pan abriu muito bem com a melhor marca pessoal de 1:48.39, apenas cinco centésimos atrás do argentino Federico Grabich o primeiro a tocar na parede no primeiro parcial. Depois João de Lucca, o campeão da prova individual, já tomava a ponta nos primeiros 50 metros e mandava 1:47.79. Thiago Pereira saiu como um louco, uma pernada incrível, passando os primeiros 100 metros com 50.77, caiu no final, muito e entregou com 1:48.14. Era a vez de Nicolas Oliveira, o mesmo que fechou contra os americanos em 2007, e mais uma vez de forma absoluta e tranquila, 1:46.83, Brasil campeão e novo recorde panamericano apagando os 7:12.27 que se mantinha imbatível desde o Pan do Rio.
Americanos ficaram com a prata 7:12.20, um segundo atrás do Brasil, Canadá em terceiro com 7:17.33. O drama da desclassificação e o protesto você confere um artigo sobre o caso com todos os detalhes a seguir.

1 responder
  1. swammer
    swammer says:

    Alguns comentarios:

    1. Joao, Leo, Simon nadaram muito bem mesmo. O mais legal foi ver o Joao finalmente nadar bem na longa. Se conseguissem abaixar mais 1 segundo, estariam brigando por medalhas. Seria 1.45 do Joao, 1.54.0 do Leo, e 2.08 do Simon. Caso contrario, a briga deve ser pra ficar entre os 8 mesmo a nivel mundial / olimpiadas.

    2. Casos preocupantes:

    4 x 100 L masculino. Nao sei como o Mateus vai abaixar 1.5 segundos em 2 semanas. Marcelo tambem, esta melhor, mas nao chega perto do melhor tempo dele. Bruno tambem nao nadou bem o revezamento. Em geral, todos do revezamento nao estao no nivel que precisamos pra brigar para top 5.

    Pereira: Nao sei se ele nao descansou tudo ainda. Mas ele esta travando muito no final das provas, nos 200 peito e 200 livre no revezamento.

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