As vésperas de Thiago Pereira iniciar a sua luta para se tornar no maior medalhista da natação pan-americana, vale recordar as 19 medalhas conquistadas por Gustavo Borges nos Jogos Pan Americanos.

1) Prata nos 200 livre do Pan de 1991, em Havana, Cuba

Delegação brasileira em Havana 1991

Delegação brasileira em Havana 1991

A primeira medalha em Pan Americano veio no dia 12 de agosto de 1991, uma prata “quase” dourada. Gustavo fez uma bela prova contra o americano Eric Diehl que lhe bateu no final 1:49.67 contra 1:49.74 de Gustavo.

2) Prata no revezamento 4×200 livre no Pan de 1991, em Havana, Cuba
Os americanos ganharam fácil 7:23.39, o Brasil chegou a uma prata disputada contra Porto Rico 7:28.83 contra 7:29.96 deixando o Canadá em quarto com 7:30.77. O melhor de tudo, entretanto, foi a quebra do antigo recorde sul-americano que se mantinha desde o bronze dos Jogos Olímpicos de Moscou em 1980 com 7:29.30. A prata veio com Teófilo Ferreira, Emanuel Nascimento, Cassiano Leal e Gustavo Borges fechando.

3) Ouro nos 100 livre do Pan de 1991, em Havana, Cuba
Dois dias depois da primeira medalha, no dia 14 de agosto, o primeiro ouro, veio com recorde da comeptição. Gustavo venceu os 100 livre sendo o único a nadar abaixo dos 50 segundos com 49.48 e deu mais de um segundo sobre o segundo colocado, o americano Joel Thomas.

4) Ouro no revezamento 4×100 livre do Pan de 1991, em Havana, Cuba
Dia 16 de agosto de 1991, a equipe americana franca favorita para a prova foi desclassificada na eliminatória. Chance dourada para o Brasil ganhar a primeira medalha de ouro no revezamento 4×100 livre dos Jogos Pan Americanos. E muito bem aproveitada por Teófilo Ferreira, Emanuel Nascimento, Julio César Rebolal e Gustavo Borges fechando.

5) Bronze nos 50 livre do Pan de 1991 em Havana, Cuba
Dia 17 de agosto de 1991, Gustavo estava na briga contra dois americanos, e diferente dele que já havia nadado os 100 e 200 livre, os dois estavam descansados. Não deu outra, ouro para Todd Pace 22.60, prata para Adam Schmitt 22.61 e Gustavo levou o bornze com 22.82. Foram apenas os três que nadaram abaixo dos 23 segundos na prova.

6) Ouro nos 200 livre, Pan de 1995, em Mar del Plata, Argentina
Este foi fácil e uma melhora incrível. Gustavo estreou no Pan de 95 dando três segundos de vantagem sobre o os americanos Greg Burgess e Josh Davis para vencer com 1:48.49. Sua melhor marca era 1:49.74 desde o Pan de 1991.

7) Prata no revezamento 4×100 livre do Pan de 1995, em Mar del Plata, Argentina
O Brasil até tentou, e com uma escalação arriscada chegou a liderar. Abrimos com Fernando Scherer e Gustavo Borges, mas não conseguimos segurar a ponta com Eduardo Picccinini e Roberto Piovesan terminando em segundo com 3:20.33, um tanto longe dos americanos campeões com 3:18.60, mas bem a frente da Venezuela que levou o bronze num distante 3:25.43.

8) Ouro nos 100 livre, Pan de 1995, em Mar del Plata, Argentina
No dia 14 de março de 1995, Gustavo se sagrou bi campeão dos 100 livre no Pan ao vencer a prova com 49.31 superando o seu recorde de campeonato (49.48 do Pan de 1991) e o recorde sul-americano (49.43 da prata olímpica de 1992). Deixou o americano Jon Olsen com 49.39 em segundo e Fernando Scherer em terceiro com 49.79.

9) Prata no revezamento 4×200 livre, Pan de 1995, em Mar del Plata, Argentina

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Sem o Canadá e com a grande diferença do time americano, foi uma prata fácil. Os americanos lá frente, campeões e recordistas de campeonato com 7:21.61. O Brasil marcou 7:28.70 ficando distante quatro segundos do nosso recorde nacional e sul-americano estabelecido nos Jogos Olímpicos de 1992 em Barcelona. Fernando Saez, Gustavo Borges em segundo, Cassiano Leal em terceiro e Teófilo Ferreira fechando.

10) Prata no revezamento 4×100 medley, Pan de 1995, em Mar del Plata, Argentina
Fechando o Pan de 1995, o Brasil fez uma boa disputa contra o Canadá, mas que acabou quando Gustavo Borges pulou na água. A equipe americana venceu fácil 3:41.24, enquanto Brasil foi prata com 3:43.93 contra 3:45.10 dos canadenses. O time brasileiro nadou com Rogério Romero, Oscar Godói, Eduardo Piccinini e Gustavo Borges fechando. A marca foi novo recorde sul-americano superando a anterior por quase cinco segundos.

11) Ouro nos 200 livre, Pan de 1999, em Winnipeg, Canadá
Estréia no Pan dia 2 de agosto de 1999, ouro nos 200 livre com 1:49.41, mais de um segundo de vantagem sobre o americano Scott Tucker, vice campeão. Já nas eliminatórias Gustavo tinha colocado boa vantagem sobre os adversários e apenas confirmou o favoritismo na final.

12) Prata no revezamento 4×200 livre, Pan de 1999, em Winnipeg, Canadá
Uma prova emocionante do início ao fim. Abrimos com Leonardo Costa, medalha de bronze dos 200 livre do dia anterior e fechamos com Gustavo. Rodrigo Castro e André Cordeiro no meio ajudaram a equipe brigar braçada a braçada com os americanos. No final, vitória do time USA com 7:22.29, Brasil em segundo quebrando o recorde sul-americano com 7:22.92.

13) Bronze nos 100 livre, Pan de 1999, em Winnipeg, Canadá
Gustavo sentiu falta de velocidade e ficou longe de chegar ao tri campeonato dos 100 livre. Venceu Fernando Scherer com 49.19, o argentino José Meolans chegou em segundo com 49.94 e Gustavo completou o pódio com 50.10.

14) Ouro no revezamento 4×100 livre, Pan de 1999, em Winnipeg, Canadá
Se no 4×200 chegamos perto e perdemos no final, o 4×100 livre só deu nós e foi fácil. Vencemos com quase dois segundos de vantagem sobre os americanos. O Brasil abriu com Fernando Scherer, seguido de César Quintaes, André Cordeiro e Gustavo Borges fechando. Tempo de 3:17.18 novo recorde de campeonato e sul-americano.

15) Ouro no revezamento 4×100 medley, Pan de 1999, em Winnipeg, Canadá
Fechando a competição, uma medalha de ouro com o toque da comissão técnica. O Brasil estava fraco nos 100 borboleta. Não conseguiu colocar nenhum nadador na final e surgiu a idéia de “improvisar” Fernando Scherer no borboleta. Xuxa fazia uma grande competição, campeão dos 50 e 100 livre, estava animado e aceitou o desafio. O Brasil fez uma bela batalha contra os americanos e canadenses com alternância de posições. No final, ouro para o Brasil 3:40.27 novo recorde de campeonato e sul-americano, prata para os Estados Unidos 3:40.57 e bronze para o Canadá 3:41.04. O time brasileiro nadou com Alexandre Massura, Marcelo Tomazini, Fernando Scherer e Gustavo Borges fechando.

16) Prata no revezamento 4×200 livre, Pan de 2003, em Santo Domingo, República Dominicana

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A primeira medalha deste Pan foi administrada. Os americanos venceram fácil com 7:18.93, o Brasil só tinha de administrar a vantagem sobre o Canadá. Ficamos com a prata marcando 7:25.17 contra 7:27.18 dos canadenses. Carlos Jayme abriu, seguido por Rafael Mosca, Gustavo Borges e Rodrigo Castro fechou.

17) Bronze nos 100 livre, Pan de 2003, em Santo Domingo, República Dominicana
Um dia depois do revezamento, Gustavo classificou com o terceiro tempo na eliminatória e repetiu na final. Os três primeiros colocados nadaram na casa dos 49 segundos, Gustavo o terceiro com 49.90.

18) Ouro no revezamento 4×100 livre, Pan de 2003, em Santo Domingo, República Dominicana

O último ouro no Pan 2003

O último ouro no Pan 2003

Uma estratégia diferente para confundir os americanos, Carlos Jayme abriu, Gustavo Borges foi segundo, Fernando Scherer em terceiro e Jáder Souza fechando. Vencemos com 3:18.66 enquanto os americanos ainda seriam desclassificados.

19) Prata no revezamento 4×100 medley, Pan de 2003, em Santo Domingo, República Dominicana
A última medalha de Gustavo Borges em Jogos Pan Americanos foi no revezamento que fechou o Pan de 2003 em Santo Domingo. Os americanos lá na frente com o ouro, Brasil e Canadá disputando braçada a braçada a prata. Gustavo fechou bem e garantiu o segundo lugar com um décimo de vantagem sobre os canadenses. Equipe do Brasil com Paulo Maurício Machado, Eduardo Fischer, Kaio Márcio de Almeida e Gustavo Borges medalha de prata e novo recorde sul-americano com 3:40.02.

8 respostas
  1. gustavo borges
    gustavo borges says:

    Coach Alex, muito legal esta lembranca. Belas historias da minha vida Pan Americana. mais uma vez parabens pelas materias e pelo site.
    Alexandre, o Rodrigo tem razao este fato aconteceu nos 100 livre de 99.
    Acho que ganharia a prata, o ouro ia ser dificl de ganhar do Fernando…

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    • Rodrigo G
      Rodrigo G says:

      Madsen, não foi não. Veja o vídeo da prova dos 200 livre de Atlanta https://www.youtube.com/watch?v=VI0GendBIZo Correu tudo bem e quem ganhou, na verdade, foi um Neozelandes. Esse incidente aconteceu antes nos 100 livre em Winnipeg, quando o Gustavo tentava o Tri da prova. Lembro que ele saiu da piscina muito irritado. Infelizmente eu não tenho esse vídeo (perdi o VHS), mas quem sabe o próprio Gustavo não tira nossa dúvida? Ele é brother do Coach e de repente passa por aqui…

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      • Alexandre Madsen
        Alexandre Madsen says:

        Rodrigo, não mesmo!!! A prova foi reiniciada. Eles jogaram a corda, pois houve um erro no tiro de largada. Errei o nome do vencedor. Não lembrava do Holmerz. Mas o acontecido com certeza foi nos Jogos Olímpicos de Atlanta 1996. O Gustavo foi atingido pela corda, justamente por nadar na Raia 1. A prova recomeçou. O vídeo ( da Manchete!!! ) só mostra a 2ª largada. Concordo com vc, é bom o Gustavo Borges( verdadeiro ) esclarecer…rsrs…O comentário acima é fake!!!!

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          • Alexandre Madsen
            Alexandre Madsen says:

            Então, tá Coach!!! Então em Winnipeg 1999, ele nadou na Raia 1, na final dos 100 livre??? Estranho…Retiro o que eu disse. Falha nossa!!! Mas o Cullen Jones nadou a final dos 4 x 100 em Beijing 2008. Eu não estou maluco!!! Vc não corrigiu, Coach!!!

          • Alexandre Madsen
            Alexandre Madsen says:

            Coach, tenho uma explicação a fazer. Lembro-me perfeitamente da imagem em que o Gustavo é atingido pela corda em uma raia próxima a borda, 1 ou 2. Depois da saída ter sido suspensa, ele continuou nadando e foi o único atingido, pela proximidade com a borda da piscina. Eles jogaram a corda em cima do Gustavo propositadamente, para ele parar. Tanto é que raramente, principalmente nos 100, ainda mais em Jogos Panamericanos, o Gustavo entrava numa final sem ser nas raias 3 ,4 ou 5. Ele foi prejudicado, sem dúvida. Quando o Rodrigo G. lembrou do episódio, relutei em aceitar que tinha sido no Pan por este motivo. No problem!!! Segue o jogo. Peço desculpas ao Gustavo e ao Rodrigo G. pelo ato falho. Mas o meu lapso de memória teve uma razão de ser….rsrs…Acompanhei toda a carreira do Gustavo Borges, desde o fantástico ouro em Havana 1991. Valeu Gustavão!!!

  2. Rodrigo G
    Rodrigo G says:

    Coach, acho que no item 13 faltou dizer que o Gustavo foi muito,prejudicado pela arbitragem,que soltou a cordinha dos 15 metros indevidamente. Gustavo além de ter nadado a distância, passou pela cordinha, se machucando. Saiu da piscina visivelmente abalado, nervoso, e com a lateral do torax machucada. Não sei se o resultado teria sido diferente mas com certeza esse incidente o atrapalhou

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