Mais um bom dia de disputas no Maria Lenk, Minas segue na frente e Leo de Deus foi o grande nome do dia fazendo o melhor tempo do mundo nos 200 borboleta. Confira o quarto dia de competições prova a prova:

200 borboleta masculino –

Trofeu Maria Lenk, Natacao
Um dia perfeito para Leo de Deus do Corinthians que fez a sua melhor marca pessoal e assumiu a liderança do ranking mundial. Leo tem estado com frequência em destaque no ranking do mundo nesta prova, mas é a primeira vez que assume a liderança ao marcar 1:55.19. Sua melhor marca anterior era 1:55.28 feitos no Pan Pacífico do ano passado. Imprimindo um ritmo forte desde o início, Leo passou com 26.01, 55.00 (28.99), 1:24.62 (29.62) e 1:55.19 (30.57).
Este parcial de 1:24.62 é extremamente impressionante. Numa competição de nível mundial, mais descansado, Leo tem tudo para chegar a um 1:53.
A prova quase teve um segundo nadador classificado para o Mundial de Kazan. Kaio Márcio de Almeida do Minas marcou 1:56.99 ficando a dois centésimos de fazer o índice da CBDA. Uma chegada melhor lhe colocaria no time, mas depois de uma aposentadoria no ano passado, e ainda uma cirurgia neste ano, Kaio não ficou desapontado, pelo contrário. É capaz até de pintar uma vaga para ele no time que vai ao Pan de Toronto.
Marcos Ferrari de Oliveira do Pinheiros foi o terceiro colocado com 1:58.36.

História da prova no Maria Lenk:
Leo de Deus é tetra campeão consecutivo da prova. Chegou ao seu quinto título, pois além das vitórias em2012, 2013, 2014 e 2015 ele também venceu em 2010. Kaio Márcio já foi seis vezes campeão, mas nunca passou de um bi campeonato consecutivo.
Tivemos três nadadores abaixo dos dois minutos no pódio. Isso não havia acontecido nos três últimos anos, mas já havia sido alcançado em 2011, 2010, 2009, e 2008.

200 borboleta feminino –

Trofeu Maria Lenk, Natacao
De ponta a ponta sem qualquer adversário, esta foi a prova de Joanna Maranhão para o seu título com 2:10.33. Seu único opononente ela não conseguiu bater, o relógio. Joanna queria nadar para 2:09 e se possível o recorde sul-americano (2:0941) que é dela desde 2009. O índice para o Mundial (2:09.33) estava dentro deste pacote de objetivos a serem cumpridos.
Joanna teve parciais equilibrados, nem caiu muito, nem cresceu na prova. Passou com 30.17, 1:03.17 (33.00), 1:36.57 (33.40) e 2:10.33 (33.76).
Em segundo Gabriela Rocha do Corinthians com 2:14.84 e Manuella Lyrio do Pinheiros com 2:15.06 completou o pódio.
Maria Luiza Pessanha do Maria Barra chegou em oitavo lugar com 2:17.43 nadando abaixo dos 2:17.48 exigidos pela CBDA e confirmou a sua vaga no time do Brasil para o Mundial Júnior de Singapura.

História da prova no Maria Lenk:
Foi a sexta vez que Joanna Maranhão se sagrou campeã do Maria Lenk nesta prova. No ano passado, a campeã foi Katinka Hosszu nadando pelo Corinthians com 2:10.60, um tempo pior do que o feito por Joanna ontem.
Joanna, além dos seis títulos nacionais ela ainda foi prata em 2011, 2006 e 2005. Sempre perdendo para nadadoras estrangeiras. Em 2005 para a argentina Georgina Bardach, em 2006 para a portuguesa Sara Oliveira e em 2011 para a espanhola Mireia Belmonte.

100 peito masculino –

Trofeu Maria Lenk, Natacao
Depois da bela prova que Felipe Lima do Minas fez nas eliminatórias com o terceiro tempo mundo de 59.78, a expectativa era de termos pela primeira vez na história dois nadadores nadando abaixo da barreira do minuto na final. Não aconteceu. Felipe França do Corinthians venceu com 59.84, quarto tempo do mundo, mas Felipe Lima ficou atrás com 1:00.03. Os dois vão representar o Brasil no Pan de Toronto e Mundial de Kazan, repetindo o que havia acontecido em 2011 quando estiveram juntos em Shanghai e Guadalajara.
Felipe França passou mais forte 27.53, Felipe Lima em segundo com 28.43. Na volta, Felipe Lima cresceu e chegou a ameaçar França, mas deu uma bobeada na chegada.
Pedro Cardona do Pinheiros chegou perto da sua melhor marca, o 1:00.85 feitos no Julio de Lamare do ano passado, mas com 1:00.88 ficou na terceira colocação ganhando a sua primeira medalha em campeonatos nacionais absolutos.
Com o 59.78 de Felipe Lima e o 59.84 de Felipe França agora são 14 59s na história dos 100 peito da natação brasileira. França lidera isolado a lista com seis vezes, Henrique Barbosa em segundo com cinco vezes e Felipe Lima aparece em terceiro com três.

História da prova no Maria Lenk:
Quarta vez que Felipe França é campeão do Maria Lenk. Ele ganhou os títulos de 2011, 2012, 2014 e 2015.
Felipe Lima só venceu o Maria Lenk uma vez, em 2006.
Aliás, desde 2005, a dupla de Felipes só deixou de ficar de fora do pódio desta prova em 2010 quando Tales Cerdeira foi o campeão, Henrique Barbosa vice e João Gomes Júnior em terceiro.

100 peito feminino –

Trofeu Maria Lenk, Natacao
O índice de 1:07.85 é um dos mais fortes para a natação feminina do Brasil. Porém, a vaga de melhor nadadora da prova garante uma posição nos times de Toronto e Kazan como integrante do revezamento 4×100 medley.
A vitória foi da argentina Julia Sebastian do Unisanta, bi campeã da prova, com 1:08.85 seguida de Renata Paula Sander do Minas quebrando a barreira do 1:10 pela primeira vez com 1:09.62 e o bronze para outra argentina, Macarena Ceballos do Minas com 1:09.75.
Foi a 20a vez que tivemos uma brasileira nadando abaixo do 1:10, a primeira de Renata Sander.
Mesmo assim, não será ela a nadadora de peito do Brasil no Pan e no Mundial. Jhennifer Alves do Flamengo que chegou em quarto lugar com 1:10.31 vai ocupar esta vaga graças ao 1:09.35 feito no Brasileiro Senior em dezembro.

História da prova no Maria Lenk:
Julia Sebastian do Unisanta é bi campeã dos 100 peito. No ano passado havia vencido com 1:09.19. A argentina tem estado no pódio da prova nos últimos quatro anos, são quatro medalhas, duas de ouro, uma de prata e uma de bronze.
Os 100 peito mais forte da história do Maria Lenk foi em 2011 quando Rebecca Soni nadando pelo Minas bateu Jessica Hardy nadando pelo Flamengo com 1:05.79 contra 1:06.13. Na época, os dois melhores tempos do mundo da temporada.

800 livre masculino –

Trofeu Maria Lenk, Natacao
Nada como um dia depois do ouro. Miguel Leite Valente não conseguiu render nos 1500 livre, saiu muito forte e não teve saúde para fazer uma boa prova. Agora, nos 800 livre nadou de forma diferente, mais controlada e crescendo na disputa. Passou em segundo com 4:01.71 nos primeiros 400 metros, e fechou em espetaculares 3:56.73 fazendo 7:58.44, segunda melhor performance da história da natação brasileira. Melhor que este tempo, apenas o recorde brasileiro de Luis Rogério Arapiraca com 7:58.20.
O melhor de Miguel era 7:59.47 do Sul-Americano de Mar del Plata no ano passado.
Lucas Kanieski, seu companheiro de Minas, esteve a maior parte na liderança da prova, e acabou em segundo lugar com 8:01.10 e Brandonn Almeida do Corinthians em terceiro com 8:01.60.
Foi a melhor marca de ambos, Kanieski não baixava tempo desde 2009 quando fez 8:01.41 e o melhor de Brandonn era 8:04.40 no Julio de Lamare do ano passado, na passagem dos 1500 livre nesta mesma piscina do Fluminense.

História da prova no Maria Lenk:
Os 800 livre era disputado na Troféu Brasil até ser interrompido em 1999 e voltou para não sair mais em 2002.
Miguel Leite Valente é bi campeão da prova. Desde que a prova voltou a ser disputada, Felipe May com quatro títulos é o maior vencedor, incluindo aí um tri campeonato de 2005 a 2007.

Revezamento 4×100 livre feminino –

Trofeu Maria Lenk, Natacao
Vitória e novo recorde de campeonato para o SESI-SP que liderou a prova de ponta a ponta. Etiene Medeiros abriu na frente com parcial de 26.26 e fechando com 54.99, depois Priscila de Souza 56.45 passando com 27.04, Jessica Cavalheiro 55.31 passando com 26.61 e Daynara de Paula fechando para 54.87 com parcial de 26.51.
O recorde de campeonato era do Corinthians no ano passado com 3:43.16. O tempo do SESI-sp 3:41.62 ficou muito próximmo, 57 centésimos do recorde brasileiro e sul-americano da Seleção Brasileira no Mundial de Barcelona em 2013.
Pinheiros chegou em segundo com 3:43.02 e Minas em terceiro com 3:46.03.

Revezamento 4×100 livre masculino –

Trofeu Maria Lenk, Natacao
Prova de altíssimo nível e com alternância de lideranças e três equipes nadando muito forte com menos de três décimos separando as medalhas de ouro para prata e prata para bronze.
O Pinheiros abriu com João de Lucca e colocou seu melhor nadador, Bruno Fratus na segunda posição. Compromisso e responsabilidade para o jovem Pedro Henrique Spajari que estreou no time principal do Pinheiros e não comprometeu nadando em terceiro, fechando Marcelo Chierighini.
O Minas, sem dois de seus principais nadadores doentes, Nicolas Oliveira e Fernando Silva, abriu com Alan Vitória, seguido de Henrique Martins, Thiago Pereira e César Cielo. Thiago chegou a tomar a liderança, mas acabou forçando demais nos primeiros 50 metros e chegou muito cansado ao final. Cielo ainda fez o melhor parcial da prova, o único abaixo dos 48 segundos.
O Unisanta abriu com o melhor parcial de abertura, Matheus Santana, o único abaixo dos 49 segundos abrindo, e sempre esteve na briga.
Veja os parciais:
Pinheiros –
João de Lucca 49.34, Bruno Fratus 48.53, Pedro Spajari 49.76 e Marcelo Chierighini 48.20.
Minas –
Alan Vitória 49.77, Henrique Martins 48.95, Thiago Pereira 49.50 e César Cielo 47.90.
Unisanta –
Matheus Santana 48.99, Nicholas Santos 49.72, Felipe Ribeiro de Souza 49.31, Vinicius Waked 48.36.

Classificação parcial ao final do quarto dia:
1o Minas Tênis Clube 1.357 pontos
2o Pinheiros 1.252 pontos
3o Corinthians 1:108 pontos
4o Unisanta 775 pontos
5o SESI-SP 615 pontos
6o Grêmio Náutico União 517 pontos
7o Fluminense 279 pontos
8o Clube Curitibano 158 pontos
9o Flamengo 67 pontos
10o Marina Barra 32 pontos

3 respostas
  1. fabiano marcondes
    fabiano marcondes says:

    Vc está certo Alexandre. Falha minha. O mais importante foi o tempo, pra época, e principalmente o parcial de 150m, digno de medalhista mundial/olímpico. Ele tem que melhorar os últimos 50.
    Abs.

    Responder
  2. Alexandre Madsen
    Alexandre Madsen says:

    Fabiano,

    A prova do Léo de Deus aconteceu antes. Todos os sites especializados ( Swimvortex do Craig Lord,por exemplo, postou em tempo real no twitter )destacaram o tempo como o melhor do mundo nos 200 borbo. Como há uma diferença no fuso, a prova do Daya Seto foi na manhã seguinte aqui no Brasil ( horário de Brasília ).

    Responder

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