A primeira e única vez que um revezamento feminino do Brasil chegou a final olímpica foi o 4×200 livre em Atenas 2004. O sétimo lugar e principalmente a marca, que até hoje se mantém intacta, como o mais velho recorde de revezamento na América do Sul, entraram para a história como um dos grandes momentos da natação feminina do Brasil.

A vaga olímpica do 4×200 livre foi garantida no Mundial de Barcelona em 2003. Monique Ferreira, então recordista sul-americana, abriu, seguida de Mariana Brochado, Ana Carolina Muniz e Paula Baracho fechou. O tempo de 8:13.13 batendo a Itália por apenas 5 centésimos garantiu o 12o lugar, colocação automática de passagem aos Jogos de Atenas. A Nova Zelândia bateu o Brasil, mas acabou desclassificada.

O mesmo time olímpico ganhou a medalha de prata nos Jogos Pan Americanos de 2003 em Santo Domingo. Agora, a comissão técnica optou por abrir com Ana Carolina Muniz, seguida de Paula Baracho, Mariana Brochado e agora Monique Ferreira fechando e três segundos de melhora para novo recorde sul-americano.

Para Atenas, a equipe ganhou Joanna Maranhão, saiu Ana Carolina Muniz. Com 8:10 de balizamento, a equipe sabia que precisava um segundo de melhora para cada nadadora. Nas eliminatórias, a equipe abriu com Joanna que mandou logo 2:01.38, Monique foi a segunda com 2:01.40, Mariana 2:01.68 e Paula Baracho 2:01.12. Todo mundo na casa dos inacreditáveis 2:01 e o tempo total de 8:05.58, novo recorde sul-americano e sétimo tempo entre as 16 equipes participantes.

Na final, baixamos ainda mais, 8:05.29, mantivemos a mesma ordem, mas o Brasil terminou no mesmo sétimo lugar. Joanna abriu com 2:01.20, Monique 2:01.42, Mariana 2:01.15 e Paula fechou 2:01.52.

Este recorde entrou para a galeria dos antológicos. Se mantém intacto até hoje, mais que isso, as meninas do Brasil só conseguiram quebrar os 8:10 novamente nos Jogos Pan Americanos de 2011 mostrando o quanto especial foi aquela marca e performance.

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