Com o título de tri campeã da Copa do Mundo garantido, Ana Marcela Cunha viaja para a Itália no próximo mês onde irá participar da 49a edição da Capri-Nápoli, uma das mais tradicionais provas de águas abertas do mundo.

Vai ser a primeira vez que Ana Marcela vai enfrentar os 36 quilômetros que separam a Ilha de Capri até a costa de Nápoli e será feita de forma especial. Numa ação de marketing envolvendo um de seus patrocinadores, a Englishtown, a nadadora vai ter uma touca nova estilizada na forma do capacete utilizado pelo piloto Ayrton Senna da Silva. Este ano, marcam os 20 anos da morte do piloto e ação foi autorizada pelo Instituto Ayrton Senna que incluiu a ação nas tantas feitas durante este ano.

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Aos 22 anos, Ana Marcela não vivenciou o fenômeno Ayrton Senna e todas as suas conquistas, mas sabe da importância do piloto na história do automobilismo no país e sua influência no esporte nacional. A ação também teve a compreensão do clube de Ana Marcela, o SESI-SP que abriu mão da participação dela no Troféu José Finkel que acontecerá no mesmo período.

A Travessia Capri-Nápoli é um evento tradicional que foi oficializado em 1954 pelo jornal Il Matino tendo entrado para o Circuito do Grand Prix da FINA de Águas Abertas em 2003. No ano passado, o belga Bryan Ryckerman e a italiana Martina Grimaldi foram os vencedores da disputa estabelecendo os recordes do percurso. Ryckerman completou a prova masculina em 6 horas ,13 minutos e 55 segundos enquanto Grimaldi levou o recorde feminino com 6 horas, 31 minutos e 23 segundos.

Ana Marcela já participou de uma prova do Grand Prix de Águas Abertas da FINA. Foi em 2012 na Travessia do Lac St. Jean quando venceu e estabeleceu novo recorde para a prova até hoje não batido com 6 horas, 34 minutos e 6 segundos.

A Capri-Nápoli tem uma boa tradição para os argentinos. Eles já venceram 12 vezes, 10 no masculino e 2 no feminino. Cláudio Pit, hoje treinador de águas abertas é o nadador que mais vezes fez a travessia num total de 15 disputas.

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