Sábado, 24 de agosto de 2013

* Cheguei a Dubai, um dos sete emirados dos Emirados Árabes Unidos. É o fim da sequência de 10 dias de training camp no Kuwait e mais sete dias de competição por aqui.

* É a quarta vez que venho ao Dubai. Quente como sempre, 39 graus logo na chegada. Quando o vento bate, parece um secador de cabelo passando por você.

Entretanto, a vida é “indoor” no Dubai. Aqui se vive, se come, se diverte, se pratica esporte e tudo mais dentro de alguma grande estrutura e com muito ar condicionado.

* Falando em ar condicionado, a probabilidade de você ficar doente aqui é muito grande. A diferença da temperatura externa com o ar condicionado é muito grande e ainda tem uma considerável humidade. Todo cuidado é pouco.

* Quarta vez no Dubai, e a segunda no famoso Hamdan Bin Mohammed Bin Rashid Sports Complex. Estive aqui no Mundial de Piscina Curta em 2010. Para mim, a mais moderna e bonita piscina do mundo.

* São duas piscinas de 50 metros, na verdade são 75 na piscina principal, mas está coberta e funcionando como área para os nadadores alongarem. O fundo delas é todo automatizado funcionando de forma eletrônica. Assim como temperatura da água e ambiente.

* Aliás, faz frio dentro do Hamdan Sports Complex, a forma abreviada de falar aquele nome todo. Por sinal, ele é o Príncipe do Dubai, um jovem de 30 anos, famoso por suas poesias, excelente cavaleiro, gosta de carros, camelos e pula de paraqueda. É o segundo dos 23 filhos que o atual Sheik do Dubai tem. Graduado em economia na Inglaterra, ainda está solteiro e já está determinado que será o próximo Sheik quando seu pai morrer.

* Os Emirados Árabes Unidos tiveram problema com a FINA. Primeiro desistiram de sediar o Mundial dos Esportes Aquáticos de 2013 que acabou indo para Barcelona e depois teve o episódio da morte do americano Francis Crippen na prova da Copa do Mundo de Águas Abertas.

* Em condições normais, competições e eventos nunca mais voltariam para cá. Mas a grana é muita. As condições do campeonatos são excelentes e o evento promete.

* Quando estive aqui em 2010, o complexo era no meio do deserto. A região chamada de Sports City iria ser um complexo multi-esportivo com ginásios, quadras e hotéis. Passados quase três anos, continua como está. Lindo, belo, bem cuidado mas no meio do nada.

* Hotéis foram construídos mais perto. O Brasil está num a apenas 25 minutos, eu tive menos sorte quase 45 minutos. O trânsito é caótico, mas não agora, ainda estamos em férias escolares por aqui.

* O Mundial Júnior cresceu em importância e status. Todo mundo manda sua seleção, e quase sempre os melhores nadadores desta idade. A exceção está para aqueles que já estão nas equipes principais de seus países.

* A organização é séria, bem disposta e de alto nível. Para a garotada que está neste Mundial é um privilégio. Uma oportunidade e tanto e que seja a abertura de uma carreira ainda mais brilhante na natação absoluta, afinal para isso é que o evento foi criado.

 

Amanhã tem mais…

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