“Aquela hora eu estava assim… “Estou pronto para desafiar qualquer um de novo”. Antes da prova, senti que tinha que me desafiar o tempo inteiro. Meu joelho vai estar bom ou não vai estar bom, vou conseguir ou não vou conseguir. Você não controla os pensamentos. No  balizamento você olha para os lados e fala: “Queria muito ganhar essa prova”. Mas você vê que não é brincadeira isso aqui. É uma final de Mundial” – César Cielo, contando o que pensou logo depois de bater na placa na chegada dos 50m livre.

“Na minha cabeça, eu tinha uma responsabilidade a mais com essa prova pelo fato de ter conquistado a medalha olímpica. Mas, como o Albertinho disse, independentemente do meu resultado aqui, a minha medalha já foi conquistada. O meu potencial dentro dessa prova eu já mostrei. E, além disso tudo, a campanha e as mensagens de todo mundo de “#nadathiago” me motivaram bastante também” – Thiago Pereira, nas eliminatórias dos 400m medley.

“Dentro das circunstâncias, foi melhor do que nós esperávamos. Para começar o ciclo olímpico, foi ótimo. A figura que fica desse campeonato para mim é o trabalho em equipe. Nós tivemos muitos transtornos no início do ano. Mudanças de clube, falta de investimentos… As forças fora da piscina se juntaram. E espero que isso continue até 2016” – Ricardo de Moura, supervisor técnico da CBDA.

“Tem coisas que podem ser melhoradas, e nós vamos melhorar. O difícil foi chegar aqui com esse resultado. Isso vem em função de todo um trabalho dentro e fora das piscinas. Sem isso, a gente não teria chegado até aqui” – Ricardo de Moura.

“Tudo acabou levando para esse final maravilhoso encerrando a competição para o Brasil. Foi um Mundial muito bem nadado por todos. Queria parabenizar todo mundo. O pessoal mostrou que está buscando um grande resultado nas Olimpíadas. É o começo” – Thiago Pereira.

“O que me preocupa são as provas que não são olímpicas, que continuam sendo uma forma até de justificar a própria performance. Acho que tem que ser proibido qualquer nadador ser convocado para a seleção nessas provas. Não faz sentido. Enquanto a gente continua valorizando os nossos bons resultados nos 50m, a gente mascara a realidade” – Alexandre Pussieldi, em comentário à Sportv.

“Não me preparei pra ela, mas decidi nadar depois dos 100m borboleta, conversando com o Albertinho, ele me convenceu porque já que estamos aqui, tínhamos que nadar esta prova, pois era mais uma final para o Brasil. Estou um pouco distante do meu tempo nas Olimpíadas, mas na final vou dar raça e vamos ver o que acontece. É o último dia, não tenho mais nada, já conquistei medalha que não tinha porque não sentir mais uma vez essa dor. Também me motivaram muito as mensagens de “nada Thiago” nas redes sociais. Recebi muitas. À tarde vou dar o meu máximo. Vamos ver se eu saio passando mal de novo, mas conseguindo ficar entre os três” – Thiago Pereira, sobre as eliminatórias dos 400m medley.

“Entrei no revezamento pensando no grupo, depois que a comissão técnica decidiu ontem poupar o Thiago para os 400m medley. Acho que todos nadaram bem, dei o máximo, mas esta prova ainda é muito forte pra gente, e pegamos a série mais forte. Saio do Mundial com um quarto lugar, mais esta ajuda no reveza e agora bola pra frente. Já tem o Finkel daqui a pouco” – Nicholas Santos, sobre o 4x100m medley.

“Vim para esse Mundial querendo uma medalha de ouro, porque não queria ficar com aquele gosto amargo das Olimpíadas. Foi um ano que eu não gostava de ver notícia de natação. Via vídeo das Olimpíadas e ficava louco, queria jogar o computador longe. Era mais para eu conseguir viver comigo mesmo. Estava em uma maluquice que estava odiando o esporte que mais gosto. Não queria em momento nenhum olhar para a natação, daqui a dez anos, e ainda sentir o que senti nas Olimpíadas. Agora deu uma zerada em relação a isso. A vontade de competir está maior do que nunca. Aquele desafio antes da prova, aquela adrenalina é muito louca. Quando consegue ter sucesso então…É isso que me faz continuar voltando. Independentemente do que acontecer daqui para frente, essa medalha me fez gostar da natação de novo” – César Cielo.

“Achei o Mundial bem positivo para mim. Vim para cá com três 0bjetivos: ser a primeira do Brasil nos 100m livre; pegar a vaga no reveza medley, e melhorar meu tempo nos 200m livre. Só não consegui o dos 200, no qual ainda tenho que melhorar alguns detalhes, pois é uma boa prova pra mim” – Larissa Oliveira, recordista sul-americana do 4x100m livre.

“Sei que ainda tenho muito o que fazer para estar bem no Rio de Janeiro 2016 e para brigar com ele, mas me sinto como um bebê” – Thiago Pereira, na final dos 400m medley.

“Nossa, valeu demais! Eu achei que o Hagino ia ganhar, mas o que me surpreendeu mais foram os meus últimos 50m. Mais uma vez foi na batida de mão. Agora vou voltar ao Brasil, focar nas competições, mas o objetivo final não é agora. O objetivo é 2016. Foi legal da parte do Albertinho, me motivando a nadar. Eu já tinha acabado e não tinha porque não arriscar,  não tentar. Consegui fazer esta prova bem inteligente. Sinceramente não esperava nadar para 4m09s. O que me fez nadar mais relaxado foi ter conquistado a medalha nos 200m medley. O contexto todo levou a isso e fechando o Mundial para o Brasil. Um ano pós-olímpico que já mostrou que o pessoal está buscando um grande resultado nas Olimpíadas e o trabalho começa a partir de agora” – Thiago Pereira, após o bronze nos 400m medley.

“Vim, sinceramente para conquistar uma medalha. Achei que a prova dos 50m borboleta era minha única chance real. E essa medalha de ouro era meio que para eu sentir que estava de volta, que a cirurgia não afetou minha capacidade de nadar. A hora que vieram as duas mesmo… foi uma surpresa. Acho que foi o melhor sentimento pós-prova da minha carreira inteira” – César Cielo.

“Esperava nadar bem melhor aqui durante a competição toda, mas provas de velocidade não tem muito que dar explicação, é continuar treinando para conseguir novos objetivos. Tensão antes da prova é normal. Os oito que estavam atrás do bloco estavam sentindo uma coisa pelo menos parecida. Estava com muita vontade de ganhar uma medalha, mas prova rápida é assim, os tempos foram bons, embora já tenha feito tempo melhor…me deixa um gosto amargo” – Daniel Orzechowski, 6o. lugar nos 50m costas.

“Com todos os problemas que tivemos no início de ano (atletas de ponta sem clube, lesões e mudanças de estrutura) foi realmente excelente. Definitivamente, não se consegue um resultado destes sem um trabalho enorme de equipe. Todas as nossas ações (treinamentos especiais, viagens para competições preparatórias, clínicas, etc) foram realizadas e isso só foi possível graças a confiança que os Correios, o Ministério do Esporte e o Comitê Olímpico Brasileiro depositam no trabalho da CBDA. Os resultados foram fruto desta confiança” – Ricardo de Moura.

“Eu não esperava nadar para 4m09s. Depois das eliminatórias, não me senti tão bem. À tarde, olhei a série dos oito classificados e, na minha cabeça, o Hagino ganharia. Ele já tinha feito 4m07s esse ano. O Seto eu achei que tinha chegado ao limite pela manhã. Acabei me surpreendendo. Mas, na verdade, o que mais me surpreendeu foram os meus últimos 100m, principalmente os últimos 50m” – Thiago Pereira sobre os 400m medley.

“Na minha cabeça, eu tinha que nadar melhor que no Maria Lenk. Era questão de honra para mim. Pensei: “Não posso perder para mim com o joelho muito melhor do que estava três meses atrás”. Então, queria fazer no mínimo 21s56 e estava torcendo para que isso desse uma medalha. Queria muito chegar entre os três primeiros” – César Cielo.

“Foi o melhor início de ciclo olímpico que já tivemos. E já temos uma configuração sólida para 2016. As perspectivas agora estão mais concretas. Este Mundial foi importante principalmente para olhar o mundo e já vimos quem está surgindo e quem são os nomes para o futuro próximo. Agora o mais importante: Estamos no jogo! Falta muita coisa ainda, mas estamos na briga e com um caminho mais acertado, com aprendizado do que deu e o que não deu certo. Entre os acertos cito o planejamento técnico. Temos hoje uma periodização de treinamento acertada e ajustada com o restante do planeta” – Ricardo de Moura.

“O resultado nos 100m costas também não foi nada do que poderia ter feito. Eu errei a prova. Se nadasse certo poderia ter feito bem melhor. Agora é continuar treinando para 2016” – Daniel Orzechowski.

“Tivemos conquista de medalhas em provas inéditas pra nós (100m peito e 200m medley), tivemos o primeiro tricampeão da história nos 50m livre, gente nova nas finais, enfim, muitos motivos para comemorar. Temos um trabalho sólido, que vem ganhando corpo a cada competição. Isto leva tempo e agora está aparecendo o que foi construído por muita gente que acreditou. Acho que o Brasil sai do Mundial com esperanças renovadas e que todos estão de parabéns. Mas repito: Nada se faz sem um trabalho de conjunto, de equipe. Toda a equipe multidisciplinar da CBDA esteve em Barcelona, todos os atletas que foram às finais tiveram seus técnicos na competição. A natação é um esporte vital no cenário olímpico nacional e a gente tem que corresponder a esta responsabilidade, mas o que é mais bacana é que não estamos sós, carregando esta tarefa. As instituições acreditam e vem junto conosco” – Ricardo de Moura.

“Continuo odiando (a prova). Mas foi legal da parte do Albertinho ter me convencido a nadar. E também as campanhas que fizeram. Isso, com certeza, me tocou bastante. Resolvi nadar até pelo fato de não ter mais nada para nadar aqui. Não tinha motivo para não arriscar, não tentar” – Thiago Pereira, sobre os 400m medley.

“Tudo faz parte de uma coisa só. Agora sim estamos falando de legado. Foi uma grande vitória do presidente da CBDA e isto tudo é resultado do momento pelo qual o nosso país passa, em que os anseios da população precisam ser levados em conta e que tudo tem que ser feito em bases concretas, com projetos bem claros e objetivos. Esperamos sinceramente que possamos transformar o local numa referência para o desporto aquático nacional e que novas instalações possam ser criadas para o desenvolvimento das modalidades” – Ricardo de Moura.

“Saí de cirurgia há dez meses e eu falei para o meu técnico (Scott Goodrich): “Mais do que medalha, se eu fizer abaixo de 21s45 aqui, está perfeito”. Ainda brinquei que, se saísse 21s39, a gente sairia correndo e arrancando a baliza do chão.” – César Cielo.

“Até que não fiquei tão mal dessa vez. Nas Olimpíadas, cheguei a passar mal na sala da premiação, coloquei até um balde na minha frente para garantir. Está tudo doendo agora,  estou todo dolorido, mas o importante é que consegui essa medalha” – Thiago Pereira, depois dos 400m medley.

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