Autor • Alex Pussieldi direto de Shanghai
Fonte • Best Swimming

Satiro Sodré

Cielo número 1 da velocidade mundial há 4 anos

 

Quatro anos de domínio da velocidade no mundo é tempo suficiente para indicar que César Cielo é o maior velocista da atualidade e já poderia estar relacionado como um dos melhores de todos os tempos. Os resultados e a regularidade indicam que o nadador brasileiro está a caminho de se tornar unanimidade.

 

A provar tais citações, é só acompanhar os resultados, os títulos, os recordes e o ranking mundial de 2008 para cá, só dá César Cielo.

 

Desde a conquista da medalha de ouro olímpica em 2008, César Cielo manteve uma regularidade impressionante e já são quatro anos de resultados expressivos.

 

Quando Cielo foi ouro nos 50 livre em Beijing, ele já estava entre os três melhores tempos do mundo em 2008. Ele se tornou campeão olímpico, mas não conseguiu terminar o ano com a melhor marcar, porém tinha 3 dos 10 melhores tempos do mundo nos 50 livre.

 

Os seus 100 livre medalha de bronze em Beijing lhe colcoaram na 13a posição do ranking do ano.

 

Se 2008 foi bom, 2009 foi melhor. O Mundial de Roma foi impressionante, duas de ouro e um recorde mundial nos 100 livre. Se o Mundial de Roma foi bom, terminar o ano como recordista mundial dos 50 livre no Open em São Paulo foi ainda melhor.

 

Em 2009, Cielo conseguiu cinco das 10 melhores marcas do mundo no ranking dos 50 livre e três das 10 melhores nos 100 livre. Nos 50 livre, este domínio foi ainda mais impressionante ao se dizer que teve quatro dos cinco melhores tempos do mundo. Nos 100 livre, foram três dos cinco melhores do mundo.

 

O Pan Pacífico de 2010 foi uma pequena queda de produção nos resultados recentes de Cielo. Mesmo assim, ele conseguiu adicionar uma nova prova em currículo, os 50 borboleta. Nesta, foi ouro e terminou o ano como o melhor do ranking mundial.

 

Ele ainda foi prata nos 50 e bronze nos 100 livre. Para qualquer nadador mortal um resultado expressivo, para César Cielo “um fracasso”. Este nível de exigência que Cielo desenvolveu, faz com que ele sempre esteja atrás da perfeição, e o “Cielo” é o limite.

 

Mesmo sem ser campeão dos 50 no Pan Pacífico, ele continuou a ser o mais regular do mundo. Foram três entre as dez melhores marcas do mundo. Os 100 livre caiu um bocado em relação ao ano anterior, apenas o 14o do mundo.

 

Para “salvar” o ano, pois lembrem que o padrão “Cielo” de exigência é muito alto, teve o sucesso no Mundial de Piscina Curta em Dubai. Os títulos dos 50 e 100 livre unificaram as distâncias para aquele que já era considerado o melhor do mundo.

 

Este ano, seria a consagração. O Mundial de Shanghai era para ser perfeito, mas nem tudo é perfeito. O problema com a “danada” da Furosemida quase pôs tudo água abaixo.

 

Superar toda a pressão, sobreviver a todo este dilema, foi talvez uma das maiores vitórias de César Cielo. Pelo menos foi o que ele definiu, e foi mesmo.

 

Vir a este Mundial, terminar em quarto lugar nos 100 livre e apenas um centésimo do podium foi uma grande vitória. Ainda mais abrilhantadas com o primeiro título mundial na prova dos 50 borboleta e uma vitória incontestável de ponta a ponta sem qualquer chance para os adversários nos 50 livre.

 

Cielo tem quatro dos 10 melhores tempos do mundo nos 50 livre em 2011. Tem o primeiro, o segundo e o terceiro tempo. Dados que consolidam uma posição de liderança na velocidade mundial.

 

Tal domínio já seria suficiente, mas lembre-se tratando de César Cielo isso só será confirmado no próximo ano com o título de bi campeão olímpico em Londres. 

0 respostas
  1. André
    André says:

    Só falta o melhor tempo da história sem traje. Pan americano e olimpiadas, com certeza vai sair. Cielo já é uma lenda da velocidade

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