Autor • Alex Pussieldi direto de Shanghai
Fonte • Best Swimming

Divulgação

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Segundo dia do Mundial, segunda-feira, dia de vida normal em Shanghai que me surpreendeu, esperava um trânsito caótico como o de Beijing, nada disso. O brabo só mesmo é este calor infernal, chuva pleasee….

 

  • O Brasil ganhou o seu segundo ouro no Mundial dos Esportes Aquáticos e aparece em quarto lugar no quadro geral de medalhas, incrível.
  • Aliás, na natação até agora, oito provas medalhadas e oito diferentes países vencendo. A surpresa é o resultado pífio dos americanos, pelo menos até agora, decepcionante.
  • Foi o dia de César Cielo. Aplaudido por todos os chineses, vaiado por poucos, muito poucos. A prova não foi fácil e Cielo nadou pior do que havia feito no Paris Open.
  • Cielo tem dominado os 50 borboleta de forma incrível nestes dois últimos anos. Foi o líder do ranking mundial de 2010 e agora em 2011 tem as três melhores marcas do ano. É o único a ter nadado a prova abaixo dos 23 segundos após o fim da era dos trajes.
  • No podium com Cielo dois australianos. Um deles, Matt Targett repete a prata do Mundial de Roma em 2009.  O outro, Geoff Hueggill foi o primeiro campeão mundial dos 50 borboleta no Mundial de 2001.
  • O dia também foi do primeiro ouro americano. Dana Vollmer levou os 100 borboleta mas foi muito mais duro do que se esperava. Alicia Coutts lhe deu muito trabalho e nadou muito mais tempo na frente quase levando o título. Foram só sete centésimos de diferença entre as duas.
  • Coutts ainda voltaria para levar outra prata nos 200 medley. Esta prova marcou o primeiro ouro da China em um final impressionante de Shiwen Ye.
  • A premiação destes 200 medley feminino foi feita pelo Diretor Técnico da CBDA, Ricardo de Moura, que é membro da Comissão da FINA.
  • O dia também teve “cheerleaders” na piscina. Meio branquelas, as chinesinhas de pouca roupa não ganharam muita atenção.
  • O público chinês, em contrapartida, é show. Aplaude a tudo e a todos. Vibra intensamente com os chineses na água, faz o mesmo com Hong Kong e até mesmo com os japoneses na ausência de seus compatriotas.
  • Ainda estamos atrás dos recordes mundiais na longa. O fim da era dos trajes parecia nos deixar distante disso. Ao final do segundo dia de competição, a impressão que passa é que não estamos tão distantes assim. Existem provas que vamos chegando perto e não será surpresa se isso acontecer. Candidatos são 4 x 200 livre masculino, 100 e 200 peito feminino, 50 e 100 costas masculino e os 1500 livre masculino.
  • As melhores provas até agora em nível técnico: 100 peito feminino, 100 peito masculino, 100 costas feminino.  
  • O dia foi bom para o Brasil masculino com Cielo e a volta de Nicolas Oliveira fazendo os dois melhores 200 livre desde 2009.
  • O dia não foi tão bom para Thiago Pereira e Guilherme Guido que fizeram uma disputa interna na briga pela vaga do revezamento 4 x 100 medley. Também não foi bom para as meninas Etiene Medeiros e Carolina Mussi bem distantes de suas melhores marcas nas provas de 100 costas e 100 peito respectivamente.
  • E encerrou de forma gloriosa. A vitória de Alexander Dale Oen nos 100 peito foi um show de natação. O primeiro 58 da era pós-trajes de um norueguês que pelo segundo dia vestia uma camisa com tarja preta em homenagem aos conterrâneos mortos nesta tragédia que se abateve na Noruega.
  • Dale Oen também fez muita gente chorar, e conteve ao máximo as suas lágrimas na emocionante execução do hino nacional norueguês. Eu chorei!
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