Autor • Alex Pussieldi direto de Shanghai
Fonte • Best Swimming

Divulgação

Logo oficial do Mundial

 

O primeiro dia da natação amanheceu nublado, como sempre, e muito calor. Abafado mesmo. O ar condicionado da piscina estava funcionando melhor e não tivemos o calor esperado.

 

  • Casa cheia, animados e participativos. Já nas eliminatórias os chineses tomaram quase todas as arquibancadas para lotar por completo nas finais. Aplaudindo sempre e com os chineses nas provas aí a empolgação era total.

 

  • Os 400 livre masculino foram, sem dúvida, a prova mais barulhenta e o árbitro teve de pedir silêncio aos torcedores. A resposta só veio com o pedido em chinês.

 

  • A cor voltou ao nosso esporte. Desde o fim dos trajes estávamos numa maré de preto nos trajes. Apenas a Austrália havia aparecido em Dubai no ano passado com os trajes verdes. Desta vez tem de tudo. Vermelho, azul, amarelo, verde. Os trajes voltaram a ficar coloridos. Ainda não se viu as cores berrantes do antigo Jaked, mas parece que a caminho.

 

  • Trabalhar por aqui não é muito fácil. Você precisa ter paciência e entender que quase ninguém fala ingles, e quem fala não te entende.

 

  • Internet também não tem sido  muito amiga dos jornalistas. O sinal é fraco e cai várias vezes durante o dia.

 

  • Um dia bom para os amigos sul-americanos. O Paraguai ganhou o seu primeiro semifinalista da história dos Mundiais com Ben Hockin nos 50 borboleta. A Argentina teve um recorde nacional batido por Juan Pereyra que raspou perto do sul-americano dos 400 livre. E a Venezuela bateu o recorde sul-americano do 400 livre feminino com Andreina Pinto, a primeira mulher sul-americana a baixar dos 4:10.

 

  • Apresentação show do Mundial de Shanghai seguindo os padrões implantados desde o Mundial de Curta de 2008 em Manchester. É algo bom pois deixa o nosso esporte mais interessante.

 

  • Só acho que deveria ser apenas nas finais, para as semifinais ficou um pouco longo. Nas finais dá aquele clima, mas criar um clima e só valer a vaga para a final não justifica.

 

  • Quatro provas, quatro vencedores diferentes e nenhuma medalha de ouro americana. O Mundial de Natação começou bem equilibrado e com algumas surpresas.

 

  • Tae Hwan Park é bi nos 400  livre, sendo que havia vencido a outra vez em 2007. Em 2009, nem nas finais chegou.

 

  • Federica Pellegrini também é bi nos 400, esta repetindo o título de 2009. De Roma para cá, Pellegrini trocou de treinador duas vezes. Agora está com Phillipe Lucas e uma novidade: acabou o namoro com Luca Marin!

 

  • A Holanda também é bi no 4 x 100 livre feminino. As americanas, que ficaram em segundo, não vencem esta prova em Mundiais desde 2003.

 

  • E a Austrália também é bi no 4 x 100 livre masculino. A outra vitória havia sido em 2001. Os americanos perderam esta prova em Mundiais pela terceira vez, duas para a Austrália e uma para a Rússia.

 

  • Italianos comemoraram o quarto lugar do revezamento 4 x 100 livre masculino. Principalmente pelo fato de terem derrotado a Rússia. Falando neles, a Gazzetta dello Sport de hoje trazia uma material com o jovem velocista Lucca Dotto citando o caso Cielo. Segundo ele, “ninguém sabe se Cielo está limpo ou não”.

 

  • Após o revezamento, foi o Rei Pippo que tocou no assunto. Ele que nadou para 47:31 fechando o revezamento e também reclamou do caso Cielo: “algo muito ruim para o nosso esporte”.

 

  • Mesmo campeã, a holandesa Inge Dekker chorava muito ao final do revezamento. Depois de fracassar em chegar a final dos 100 borboleta, Dekker abriu o revezamento para 54:91 em sétimo. A holandesa trocou de treinador este ano e faz parte do grupo Marseille na França. Descontente com seu tempo no revezamento passou a prova toda chorando se sentindo culpada.

 

  • Phillipe Lucas, o controverso treinador francês, teve a frase do dia. Ao falar da sua pupila Federica Pellegrini, e da falta que o falecido treinador Alberto Castagnetti faz, filosofou: “Todo atleta tem só um técnico de verdade, e o de Pellegrini foi Castagnetti”.

 

  • E o revezamento masculino da França 4 x 100 livre? Perdedor eterno. Prata em Beijing em 2008, bronze no Mundial de Roma em 2009, e sendo derrotado duas vezes pelos russos em 2010, no Europeu e no Mundial de Curta. 

 

  • Agora, aqui em Shanghai, os franceses tinham 5 dos 15 melhores tempos dos 100 livre em 2011. E perderam mais uma vez. No podium, Fabien Gillot era o menos contente.

 

  • Gabriella Silva perdeu o recorde das Américas que tinha junto com Dana Vollmer nos 100 borboleta. A marca de 56:94 foi batida nas semifinais por Vollmer que marcou 56:47. Foi o segundo 56 da era pós-trajes. O primeiro havia sido nas eliminatórias 56:97. Ela, inclusive, passou mais forte que o parcial do recorde mundial. 
0 respostas

Deixe uma resposta

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *