Autor • Alex Pussieldi direto de Minneapolis
Fonte • Best Swimming

Divulgação

Logo do US Open

O QUASE RECORDE MUNDIAL DOS 100 COSTAS FEMININO
Pela manhã, Hayley McGregory nadou para 59:11. Não sorriu, não comemorou, não fez nada. Seu treinador Randy Reese, nunca sorri, nunca comemora, nunca faz nada. A impressão de que todos tiveram é de que o recorde mundial sairia na final de hoje. Um recorde com sabor de vingança para quem tem perdido a vaga olímpica nos detalhes. Terceira colocada nas provas de 100 e 200 costas tanto em 2004 e 2008, Hayley McGregory é a atleta mais azarada da natação americana. Nem o recorde mundial batido nas eliminatórias dos 100 costas do Trials foi suficiente para lhe dar tranquilidade para a final do Trials. Acabou ficando em 3º nos 100 perdendo para Natalie Coughlin e Margareth Hoelzer  e em 3º nos 200 perdendo para Hoelzer e Elizabeth Beisel. O sonho Beijing virou pesadelo. 
 
O recorde mundial no US Open seria uma forma de esquecer tudo isso. Ela chegou apoiada por todos os atletas, que gritaram e vibraram com o anúncio do seu nome. Vestida com seu LZR e uma touca preta, Hayley ainda colocou um clip no nariz antes de pular na água para a prova. Nos Estados Unidos, a regra determina que todo mundo entre de pé, pular de ponta quer dizer uma repreensão e se repetida pode custar até desclassificação.
Hayley nadou como queria, forte do início ao fim. Passou com 28:40, cinco centésimos abaixo do recorde mundial de Natalie Coughlin. Mas a tal da volta, sempre ela. Voltou com 30:80, 59:20, pior que os 59:11 da manhã, melhor que seus 59:21 do recorde mundial que durou uma série na seletiva.
O público rendeu a Hayley o que ela merecia. Um longo aplauso. Ela não comemorou, não sorriu, não fez nada.
 
O QUASE RECORDE MUNDIAL DOS 100 COSTAS MASCULINO
Nick Thoman nadou na Universidade do Arizona. Foi um dos mais eficientes nadadores de sua época. Capitão em duas temporadas, ganhou o prêmio de mais eficiente por dois anos. Depois de formado, Thoman decidiu continuar nadando. Se mudou para o Texas onde tem sido companheiro de Aaron Peirsol. Lá, conseguiu o seu melhor resultado no Trials deste ano. Foi 6º lugar com 53:79 depois de chegar na seletiva com 54:41.
Na quarta-feira  venceu os 200 costas com um expressivo 1:56:15 baixando mais de um segundo na sua melhor marca. Foi confiante para os 100 costas depois de se classificar com o 2º tempo pela manhã com 54:54. Na final, decidiu nadar de Blueseventy e decidiu nadar com tudo.
Passou forte 25:95, voltou 26:97, 52:92. Nem ele, nem ninguém entendeu nada. Ficou minutos olhando para o placar, boca aberta, cara de bobão mesmo. Todo mundo só foi entender o que se passva quando o locutor anunciou que Nick Thoman havia nadado para o segundo melhor 100 costas da história da natação. Apenas três centésimos separaram ele do recorde mundial recentemente batido por Aaron Peirsol.  
Este sorriu, comemorou e deixou todo mundo na piscina completamente atordoado com o que se viu. O dia do quase foi algo indescritível e fantástico.
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