10 de abril de 1980, há 38 anos o dia histórico dos 50 metros nado livre

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FABIOLA MOLINA

10 de abril de 1980, há 38 anos a prova dos 50 metros nado livre viveu o seu dia mais explosivo da história. No mesmo dia, numa mesma competição, foram sete recordes mundiais quebrados, três para os homens, quatro para as mulheres.

Rowdy Gaines, o primeiro 22 da história – Divulgação

Foi em Austin, no Texas, no Campeonato Americano da Primavera. Na piscina da Universidade do Texas, os 50 metros nado livre passava a ser disputado oficialmente no calendário da USA Swimming em piscina longa. A prova já fazia parte do programa universitário do NCAA e estava em processo de ser inserida no programa da FINA (1986) e dos Jogos Olímpicos (1988).

O primeiro 50 metros nado livre na história olímpica 

Na época, os americanos já viviam sob a tensão política do boicote olímpico para os Jogos de Moscou. O Olympic Trials só seria em julho, mas as discussões já eram públicas e bem fortes.

Foi neste dia que aconteceram as quebras de duas barreiras importantes na história da prova. No masculino, Rowdy Gaines se tornou no primeiro a nadar a prova abaixo dos 23 segundos. No feminino, Jill Sterkel foi a primeira a quebrar a barreira dos 26 segundos.

Jill Sterkel, a primeira sub 26 da história – Divulgação

Os registros dos 50 metros nado livre começaram no AAU Nationals de 1976. O sul-africano Jonty Skinner foi o primeiro recordista mundial da prova com 23.86. Entre as mulheres, o primeiro recorde mundial reconhecido é o parcial dos primeiros 50 metros da prova dos 100 metros nado livre da alemã oriental Kornelia Ender 26.99 no Mundial de 1975, em Cali, na Colômbia.

No dia 10 de abril de 1980, o recorde mundial feminino foi batido três vezes nas eliminatórias. Primeiro com Cynthia Woodhead 26.61, na série seguinte por Kelly Asplund 26.53 e na última série por Jill Sterkel 26.32. Na final, Sterkel voltou a quebrar e agora pela primeira vez abaixo dos 26 segundos, 25.96.

Desde então, o recorde mundial feminino em piscina longa já foi quebrado 21 vezes. A própria Sterkel quebrou o recorde dela no ano seguinte para 25.79. A barreira dos 25 foi batida oito anos depois com Yang Wenyi da China e a barreira dos 24 segundos 18 anos depois por Libby Trickett da Austrália. O recorde mundial feminino é de Sarah Sjoestroem da Suécia e seus 23.67 feitos no Mundial de Budapeste no ano passado.

Jill Sterkel na Olimpíada de 1976 com Mark Schubert – Divulgação

Para a prova masculina, naquele 10 de abril de 1980, o recorde era do americano Chris Cavanaugh 23.66, feitos num torneio internacional na Holanda, em fevereiro daquele ano. Foi o próprio Cavanaugh que bateu o recorde nas eliminatórias com 23.12. Na série seguinte, o feito histórico com Rowdy Gaines e o primeiro 22 da história com 22.96. Mas durou pouco. Na última série, Bruce Stahl 22.83 o terceiro recorde mundial do dia.

Detalhe que na final nenhum nadador conseguiu quebrar a marca que se manteve até agosto do mesmo ano quando Joe Bottom nadou para 22.83. Desde o primeiro sub 23 de Gaines em 10 de abril de 1980, o recorde mundial dos 50 metros nado livre já foi quebrado 19 vezes.

Quem foi Rowdy Gaines

A barreira dos 22 segundos demorou 10 anos para ser quebrada. Foi outro americano, Tom Jager, que em março de 1990, nadou para 21.98 na semifinal e voltou a quebrar na final para 21.81. A última barreira, os 21 segundos, foram mais 19 anos. No dia 26 de abril de 2009, o francês Fred Bousquet nadou os 50 metros para 20.94.

O recorde mundial dos 50 metros nado livre ainda é de Cesar Cielo e seus 20.91 feitos no Open em dezembro de 2009, na piscina do Pinheiros, em São Paulo.

Recordando o recorde mundial de Cielo 

Jill Sterkel, a primeira mulher da história abaixo dos 26 segundos, depois da carreira de atleta, se tornou treinadora e hoje ocupa um cargo diretivo dentro do departamento atlético da Universidade do Texas. Rowdy Gaines, o primeiro homem abaixo dos 23 segundos, se manteve ativo até os 35 anos, mas optou por não nadar os Jogos de 1996 em Atlanta, iniciando a carreira de comentarista de natação da NBC, posição que mantém até hoje. Há três anos, ele também acumula o cargo de head coach de um clube em Orlando, na Flórida.

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