Nadadores nos Jogos Olímpicos de Inverno? É raro, mas não inédito

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FABIOLA MOLINA

A 23a edição dos Jogos Olímpicos de Inverno começa oficialmente nesta sexta-feira, a partir das 9 da manhã, horário de Brasília e com cobertura completa do SporTV e Rede Globo de Televisão.

Como amante de esportes, e mesmo com a concorrência do Carnaval, iremos passar 16 dias acompanhando a disputa de 2.952 atletas disputando 102 provas de 15 disciplinas esportivas. Em temperaturas abaixo do zero, as emoções olímpicas vão esquentar a nossa paixão pelo esporte ainda mais.

O Comitê Olímpico Internacional recebeu um pedido de uma entidade que buscava a inclusão da natação em águas geladas para ser adicionada nos Jogos de 2018 e 2022. O assunto nem foi adiante. Além de não ter relevância no mundo esportivo organizado, ainda existe o risco pela saúde dos praticantes.

Provas em águas geladas são bastante populares e tradicionais na Europa, mas para isso virar olímpico é outra história.

Buscando relação entre as Olimpíadas de Inverno e Verão são muitos atletas que tiveram a oportunidade de participar dos dois eventos, inclusive brasileiros. O que tem sido raro é a participação de nadadores nos Jogos Olímpicos de Inverno.

Na história, apenas três conseguiram isso, sendo que o feito não se repete a 66 anos, desde os Jogos Olímpicos de 1952. Veja aqui um pouco da história destes três fenomenais atletas e seus feitos na natação e as Olimpíadas de Inverno:

Karl Schafer, Áustria


O primeiro a nadador a participar dos Jogos de Inverno fez isso no mesmo ano. Em fevereiro de 1928, Schafer disputava a patinação artística levando a medalha de ouro para a Áustria. Três meses depois, viajaria para Amsterdam, na Holanda, onde chegou as semifinais na prova dos 200 peito.

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Schafer brilhou muito mais na patinação artística do que na natação onde nem voltou a partir dos Jogos. Ele voltaria a ser Olímpico de Inverno em 1932 repetindo o ouro e em 1936 de onde saiu sem medalhas.

Excelente violinista, Karl Schafer virou nome de uma tradicional prova de patinação artística na Áustria. Casou com outra patinadora e faleceu aos 66 anos em 1976, em Viena, na Áustria.

Martial Van Schelle, Bélgica


Um versátil nadador, participações nos Jogos de 1920, 1924 e 1928. Seu melhor resultado foi integrar o revezamento 4×200 metros nado livre nos Jogos de 1924 em Paris, terminou na 10a colocação.

Oito anos depois da aposentadoria na natação, Schelle apareceu na equipe de Bobslead da Bélgica nos Jogos de 1936 em Garmisch-Partenkirchen, na Alemaha.

Sua habilidade ainda lhe levou para competições de balonismo além de aviador e empresário. Era dono de uma loja de materiais esportivos com grande movimento na época da Segunda Grande Guerra Mundial. Foi preso e executado pelos nazistas.

Ari Guomundssen, Islândia
O último nadador que apareceu nos Jogos Olímpicos de Inverno foi Ari Guomundssen. Na primeira edição dos Jogos pós-Guerras, Guomundssen nadou a Olimpíada de 1948, em Londres. Com 1:0116 e 5:16.2 não passou das eliminatórias dos 100 e dos 400 metros nado livre respectivamente.

Quatro anos depois, Guomundssen apareceu no time da Islândia na prova de esqui alpino dos Jogos de 1952, em Oslo, na Noruega. Terminou na 35a colocação.

Guomundssen faleceu em 2003, com 75 anos de idade.

Celebrando nosso esporte, mas principalmente o movimento Olímpico, aproveitem o Carnaval, mas não deixem de acompanhar os Jogos Olímpicos de Inverno.

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