A incrível história de Daniel Smith

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SINGAPORE - OCTOBER 04: Daniel Smith of Australia competes in the Men's 200m Freestyle Final during the FINA World Cup at the OCBC Aquatic Centre on October 4, 2015 in Singapore. (Photo by Suhaimi Abdullah/Getty Images)
FABIOLA MOLINA

Poucas histórias da natação mundial atual são tão impressionantes como a de Daniel Smith, nadador australiano que foi revelado como uma das maiores promessas da natação de seu país, fracassou e não resistiu as drogas até se tornar um dependente químico e parar nas ruas como mendigo. Depois de várias tentativas, conseguiu recuperar, com o apoio da religião e de seu treinador Dennis Cotterell para estar no time da Austrália 4×200 livre no Mundial de Kazan em 2015 e no Rio 2016.

Aos 13 anos de idade, Smith foi o grande astro do Campeonato Australiano Júnior ao vencer seis medalhas de ouro nas seis provas disputadas. Nos 200 metros nado livre, além da vitória quebrou o recorde nacional que era de Ian Thorpe. Em 2007, com 16 anos, foi novamente destaque no Festival Olímpico da Austrália com quatro medalhas, duas de ouro. No ano seguinte, após não conseguir vaga no time olímpico para Beijing 2008, Smith se envolve numa fuga policial com acidente e sob influência alcólica.

É nesta época que o adolescente Daniel Smith fraqueja para as tentações, as más companhias, o álcool, as drogas. A coisa evolui para drogas pesadas e por sete anos Smith tenta em frustradas passagens por centros de reabilitação. Viciado em crack, Smith foi mendigo pelas ruas de Brisbane em diversas fugas dos centros onde era internado.

Seu treinador, Dennis Cotterell lhe deu inúmeras “segundas chances”. A última veio em 2014. Depois de um retiro e um trabalho junto a uma igreja católica, finalmente Daniel Smith estava recuperado. Agora, era retomar a carreira e foram dois anos de excelentes resultados.

Integrou a Seleção Australiana Absoluta pela primeira vez no Mundial de Kazan onde foi bronze no revezamento 4×200 livre. O sonho de criança, entretanto, viraria realidade no ano seguinte quando terminou em quarto lugar a prova dos 200 metros nado livre na seletiva olímpica. Rumo ao Rio, Smith integrou o revezamento olímpico da Austrália que ficou na quarta colocação.

Ele ainda foi ao Mundial de Curta no final de 2016, prata nos 4×100 livre e bronze no 4×100 medley em Windsor, no Canadá. No ano passado, com a aposentadoria de Cotterell, Smith trocou de clube, de treinador. Agora, faz parte do grupo de Michael Bohl treinando em Gold Coast.

Daniel Smith vai estar na disputa da seletiva australiana de 28 de fevereiro a 3 de março buscando vaga na equipe para o Commonwealth Games. Tanto a seletiva como a disputa do Commonwealth acontecerão na cidade de Gold Coast.

Bastante popular na cidade, Smith agora é figura constante em palestras para alunos em escolas, igrejas e roda o país contando as suas experiências e principalmente sua recuperação.

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