CBDA proíbe trajes para categorias de base a partir de 2018

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FABIOLA MOLINA

Rio de Janeiro, 13 de setembro de 2017

Boletim nº 199/2017
RC

Ilmº. Sr. Presidente de Federação

A Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos – CBDA vem comunicar a V.Sa. que, em uma decisão tomada por consenso no Conselho Técnico Nacional de Natação de Base (CTNNB), a partir da temporada 2018 não será permitido o uso de trajes de alta performance – conhecidos como “fastskin” – por atletas da categoria MIRIM, e a partir da temporada 2019 não será permitido o uso desses trajes por atletas da categoria PETIZ. Dentre as razões que o Conselho Técnico apresenta para a proibição estão:

PROIBIÇÃO DO USO DE TRAJES TIPO “FASTSKIN” PARA MIRIM E PETIZ

  • O preço: O traje é muito caro, e tem melhora apenas marginal (décimos de segundo) em categorias em que a criança melhora vários segundos por cada vez que compete. Portanto, a eliminação do traje nessas categorias de base irá democratizar a natação sem prejuízo técnico.
  • A cultura: Estaremos de forma indireta ensinando a criança que não é o traje que a faz nadar mais rápido, mas sim a técnica, a disciplina e o treino.
  • O incentivo: O petiz poderá almejar chegar à categoria Infantil para finalmente poder usar um traje de alta performance, iniciando assim a longevidade de sua carreira esportiva na natação.

Outras razões (em inglês) podem ser encontradas no link a seguir, do site da Victoria Swimming – Australia:https://vic.swimming.org.au/article.php?group_id=8620&id=2

Posteriormente será emitido um documento por esta Diretoria que regulamentará a proibição.

Em linhas gerais, não será permitida a compressão, o material e o formato típicos de um traje de alta performance, sendo permitido apenas o uso de sungas (masculino) e maiôs (feminino) tradicionais e amplamente disponíveis no mercado.

Solicitamos que o presente Boletim seja amplamente divulgado entre os seus clubes filiados e informamos que o original encontra-se assinado pelo Diretor e arquivado na sede da CBDA.

Atenciosamente,
Renato Cordani
Diretor de Natação

8 Comentários

  1. concordo com vc Adriana, os trajes das crianças imitam os dos profissionais, eles não são tão caros e não diminuem em nada o tempo dos atletas mirins!

  2. Correto, vejo crianças vestindo até dois números menores… Juntam quatro para colocar e muito talco, o vestiário fica puro talco, acho que esta inalação seja prejudicial

  3. Eu acho errado isso pois eles estao pensando só no fisico e esqueceram do mental , a cabeça do mirim ou petiz com o traje pode fazer com que ele baixe mais o tempo só por acreditar no traje

  4. Meu Deus,
    Com tanta coisa para a CBDA se preocupar….Será que isto é para desviar o foco da total falta de apoio para a natação no Brasil??
    Qual o problema do uso do ‘traje”? Os trajes atualmente vendidos no Brasil apenas ‘imitam’ os trajes profissionais. Não são do mesmo material. Os pequenos gostam de usar, não porque ‘nadam melhor’, mas porque ficam iguais aos ídolos! Ponto negativo esta ‘proibição’. Esperamos que seja revertida.

  5. Boa tarde COACH, por mim a proibição poderia ser GERAL por parte da FINA pelo seguinte motivo:
    Considero o uso de TRAJES ESPECIAIS como DOPING TECNOLÓGICO. Acho que a FINA deveria proibi-los totalmente e padronizar o uso da SUNGA masculina e o MAIO feminino por questão de democratizar e popularizar o esporte de forma que NENHUM NADADOR tivesse vantagem tecnologica indevida por parte dos trajes.

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