Editorial: Resgatando o Troféu Julio de Lamare

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(Ryan Casey/CHSAANow.com)

Quem é novo, talvez não saiba, mas não sabe mesmo. O Troféu Julio de Lamare já foi a segunda melhor competição da natação brasileira. Isto mesmo, vencer o o torneio tinha mais status até do que o Troféu José Finkel.

Por erros de calendário, visão e principalmente planejamento da CBDA, a competição caiu no descrédito, a categoria ficou desvalorizada e os resultados foram piorando a cada temporada. O Julio de Lamare 2016 só não foi a pior competição da história da natação brasileira graças aos bons resultados de Guilherme Costa fazendo o melhor tempo do país no ano nos 1500 metros nado livre.

Os nadadores júniors ficaram órfãos desta falta de visão. O sentimento dos atletas Juvenil II que nadam o seu último Chico Piscina em Mococa é de perda, de melancolia. A competição ganhou (há bastante tempo) o caráter de mais interessante da natação de categorias no país. Nadar o último Chico Piscina é fechar esta porta e encarar uma nova fase, nem sempre tão divertida, muito menos promissora no júnior.

Sem uma competição atrativa, a categoria júnior ainda lida com a preparação para a faculdade, os fortes índices para os Brasileiros Absolutos e os nadadores seniors, que dominam o alto nível do esporte no país. No Mundial de Budapeste, o Brasil tinha a equipe de média de idade mais alta entre todos os participantes e apenas três nadadores abaixo dos 25 anos de idade.
Resgatar o Troféu Julio de Lamare é o primeiro passo. Para isso, a nova diretoria técnica da CBDA tomou algumas medidas já para o torneio deste ano. A Seleção Brasileira que representará o país nos Jogos ODESUR 2018 será toda formada pelos atletas do de Lamare 2017. Serão 20 nadadores, 10 de cada sexo, nos resultados da competição, seletiva única, como passa a ser o novo formato de apurar nossas seleções a partir de agora.

O investimento na nova geração é fundamental. Com a visão olímpica, este mesmo grupo, de 20 atletas, fará uma viagem internacional em fevereiro para os Estados Unidos. Um pequeno swim camp e terminando com a participação no GP de Atlanta, de 1o a 3 de março.

A visão é investir na formação da nova geração, promover a renovação e focar no programa olímpico. Assim, todos os anos, o Julio de Lamare vai ter este caráter seletivo e valorizado. Estamos no caminho, no caminho…

2 Comentários

  1. Resgatar o Julio Delamare seria muito bom. Mas bom seria tambem ter um compeonato brasileiro de 18 anos para baixo como o Junior Nationals nos Estados Unidos. Fazer 6 campeonatos brasileiros de categoria por ano que inclui apenas 2-3 idades por competicao parece desperdicio e muitas vezes as competicoes sao fraca e com pouca gente. Atletas como o Murilo Sartori poderia competindo com atletas junior desde o ano passado. Talvez um Junior Nationals (18 para baixo) no meio do ano e 3 (infantil, juvenil e junior) competicoes de categoria no final do ano fizesse mais sentido.

  2. Pouco tempo e boas decisões tomadas. É bom marcar bem o nome das pessoas que ainda tentam impedir o progresso do nosso esporte tentando invalidar a eleição legítima que trouxe vida nova à CBDA.

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