Conheça as categorias da natação paralímpica

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FABIOLA MOLINA

A Best Swimming vai trazer a melhor cobertura não só dos Jogos Olímpicos, como também dos Paralímpicos. Para isso, nosso projeto inclui uma completa descrição e informação de como é o esporte paralímpico, suas regras e características. Aqui, vamos apresentar um pouco de como são as categorias da natação paralímpica facilitando a sua compreensão e uma melhor maneira de acompanhar a disputa em setembro.

A natação está presente nos Jogos Paralímpicos desde sua primeira edição em Roma1960, assim como o atletismo e basquete em cadeira de rodas. O Brasil conquistou suas primeiras medalhas na natação paralímpica em 1984 em Stoke Mandeville na Grã-Bretanha. Muitos dos grandes atletas que hoje estão nas piscinas, iniciaram a natação como terapia e isso ocorre muito entre os atletas deficientes, em especial, os atletas com paralisia. Temos atletas de todos os tipos de deficiência competindo, seja ela física ou visual, sempre ela seguindo as regras do “IPC Swimming”, orgão que é responsável pela natação do Comitê Paralímpico Internacional.

Existem adaptações nas regras que são feitas nas saídas, viradas e chegadas. Exemplo é o bastão com uma ponta de espuma que é chamado de “tapper”, usado na chegada das provas dos atletas que tem deficiência visual. Para a saída, as categorias mais baixas permitem a saída feita de dentro d’água para aqueles que não conseguem sair de cima do bloco.

As classes são determinadas por exames funcionais, alguns repetidos todos os anos, dependendo da deficiência, testes musculares, mobilidade articular e testes motores dentro d’água. Quanto maior a deficiência menor o número da classe.

Você deve estar se perguntando agora: “O que quer dizer aquelas letras e números em cada categoria?”. A Best Swimming explica para você.

Para começar entendendo as categorias, é preciso saber a divisão. A letra “S” quer dizer “Swimming”, ou “nado”, sendo assim, todas as categorias da natação tem um “S” no começo. A sigla “SB”, quer dizer “Nado Peito” ou “Breaststroke” onde se encaixa a letra “B”. “SM” é a outra sigla usada, que quer dizer “Swimming Medley”, ou em português: “Nado Medley”.

A divisão geral de cada categoria acontece dessa forma: S1 a S10, SB1 a SB9, SM1 a SM10, são os atletas com Limitações físico-motoras, são os atletas que em seu dia-dia precisam de adaptações como lugares com rampas ou elevadores. S11, SB11, SM11 S12, SB12, SM12 S13, SB13, SM13, são os atletas com deficiência visual. S14, SB14, SM14 são os com deficiência mental.

Essas são as divisões gerais da natação paralímpica, disputada na Paralimpíada, Mundiais e Jogos Parapanamericanos. Agora vamos as categorias por provas:

S1: Lesão medular completa abaixo de C4/5, ou pólio comparado, ou paralisia cerebral quadriplégico severo e muito complicado
S2: Lesão medular completa abaixo de C6, ou pólio comparado, ou paralisia cerebral quadriplégico grave com grande limitação dos membros superiores
S3: Lesão medular completa abaixo de C7, ou lesão medular incompleta abaixo de C6, ou pólio comparado, ou amputação dos quatro membros
S4: Lesão medular completa abaixo de C8, ou lesão medular incompleta abaixo de C7, ou pólio comparado, ou amputação de três membros
S5: Lesão medular completa abaixo de T1-8, ou lesão medular incompleta abaixo de C8, ou pólio comparado, ou acondroplasia de até 130 cm com problemas de propulsão, ou paralisia cerebral de hemiplegia severa
S6: Lesão medular completa abaixo de T9-L1, ou pólio comparado, ou acondroplasia de até 130cm, ou paralisia cerebral de hemiplegia moderada
S7: Lesão medular abaixo de L2-3, ou pólio comparado, ou amputação dupla abaixo dos cotovelos, ou amputação dupla acima do joelho e acima do cotovelo em lados opostos
S8: Lesão medular abaixo de L4-5, ou pólio comparado, ou amputação dupla acima dos joelhos, ou amputação dupla das mãos, ou paralisia cerebral de diplegia mínima
S9: Lesão medular na altura de S1-2, ou pólio com uma perna não funcional, ou amputação simples acima do joelho, ou amputação abaixo do cotovelo
S10: Pólio com prejuízo mínimo de membros inferiores, ou amputação dos dois pés, ou amputação simples de uma mão, ou restrição severa de uma das articulações coxofemoral
S11/B1: Deficiência visual – nenhuma percepção luminosa em ambos os olhos a percepção de luz, mas com incapacidade de reconhecer o formato de uma mão a qualquer distância ou direção
S12/B2: Deficiência visual – capacidade em reconhecer a forma de uma mão a acuidade visual de 2/60 e/ou campo visual inferior a cinco graus
S13/: Deficiência visual – acuidade visual de 2/60 a acuidade visual de 6/60 e/ou campo visual de mais de cinco graus e menos de 20 graus

Nas Paralimpíadas, que vamos ver no Rio 2016, as provas são divididas desta forma:

50m livre: De S1 a S10, de S11 a S13 e S14
100m livre: De S1 a S10, de S11 a S13 e S14
200m livre: De S1 a S5
400m livre: De S6 a S10, de S11 a 13 e S14

50m costas: De S1 a S5
100m costas: De S6 a S10, de S11 a 13 e S14

50m peito: De SB1 a SB3
100m peito: De SB4 a SB9, de SB11 a SB13 e SB14

50m borboleta: De S1 a S7
100m borboleta: De S8 a S10, de S11a S13 e S14

150m medley: De SM1 a SM5
200m medley: De SM6 a SM10, de SM11 a SM13 e SM14

Nas provas de revezamento, são quatro atletas de cada país, assim como nas provas olímpicas, cada nadador que cai na piscina tem seu ponto diferente, somado pela sua categoria para a equipe:

4x50m livre: 20 pontos
4x100m livre: 34 pontos
4x100m livre: 49 pontos
4x50m medley: 20 pontos
4x100m medley: 34 pontos
4x100m medley: 49 pontos

Por Carlinhos Novack para Best Swimming

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